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Pesquisas - Nossa primeira pesquisa é sobre o Pau-Brasil. Veja na página Pesquisas e caminhe de mãos dadas com a Terra.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Beleza do Ipê




O ipê é a árvore símbolo de nosso país. Durante o ano todo podemos vê-lo aqui e ali, embelezando ruas, praças, parques e matas. Se revezando em cores, seja amarelo, roxo, rosa ou branco, sempre despertam olhares e admiração pela exuberância de seu florir. Este, da foto, é de um ipê roxo.

Há muitos ipês em sua região? Qual de suas cores você mais gosta?

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rio + 20



RIO + 20, Faça Valer!!! O tempo está se esgotando!!!


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Rio + 20



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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio + 20

Catedral de Brasília em foto de ontem.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

Um Amanhecer no Planeta Terra









22 de abril, Dia da Terra. Há 42 anos comemora-se essa data. Não deixa de ser um alerta para todos nós sobre a destruição gradual de nossos rios e de nossas florestas. O que está realmente sendo feito?

Ande por sua cidade e seus arredores. Compare-a com seu tempo de criança. Há arborização suficiente para a renovação do ar que seus moradores necessitam diariamente, para viverem de um modo saudável, digo, com saúde?

Que pesquisas estão sendo feitas em política ambiental  para a conciliação do aumento populacional com a não degradação do meio ambiente? Vamos parar alguns minutos no dia de hoje para reflexão? 

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Terceira guerra mundial, inevitável?

Ilustração da internet.

Texto publicado no blogue http://www.jairclopes.blogspot.com/ em 01/11/09.

Ao longo da história da humanidade as famílias, os clãs, as tribos, os povos, as nações, os países e os blocos religiosos, ideológicos e políticos estiveram mais tempo envolvidos em guerras, disputas, campanhas bélicas, revoluções e matanças, do que em paz. Registre-se que nos últimos dois mil anos apenas duzentos e cinquenta foram totalmente de paz, sem quaisquer lutas entre os Homo sapiens.
Os motivos que levaram os homens às armas contra seus semelhantes foram os mais variados e, de certa forma, evoluíram desde prosaicas rixas envolvendo pessoas exaltadas de uma família e outra em torno de paixões entre seus membros, tipo Romeu e Julieta, até guerras mundiais onde a conquista de nações por outras estava no centro do conflito. Paralelo ao desenvolvimento da urbe e das organizações políticas mais complexas como as nações, as armas envolvidas nas lutas também evoluíram de simples pedras e paus, passando pelo arco e flecha, lanças, bestas, bacamartes, canhões e bombardas, até modernas metralhadoras, mísseis inteligentes de multiogivas, aviões e navios bélicos e artefatos nucleares. Há evidências que nos primeiros ajuntamentos humanos como tribos ou vilas as disputas surgiram por causa de rapto de mulheres, bordunas e paus aguçados a guisa de lanças serviam de armas que feriam e, eventualmente, matavam. Depois, aconteceram litígios por acesso a terras férteis ou de caça abundante, onde arcos e flechas seriam usados. Mais tarde surgiam questões econômicas e de poder que levavam principados, feudos e reinos a se envolverem em guerras mais extensas, com armas mais sofisticadas e mortíferas e exércitos bem formados.

Os grandes impérios – mongol, persa, romano, britânico e otomano - se constituíram a partir de guerras de conquista, invasão de reinos e países que eram anexados ao poder central.No século dezenove as guerras napoleônicas e a consolidação de alguns países da Europa central, definiram o largo emprego de artilharia pesada e cargas de cavalarias entre potências no século vinte, as duas grandes guerras que envolveram mais da metade dos países do Planeta, foram motivadas por desmedidas ambições territoriais e oposições ideológicas, misturadas com questões econômicas, nacionalismos exacerbados e escassez de matérias primas, e fizeram uso das mais modernas tecnologias em armas convencionais, além do emprego de duas bombas nucleares.

A chamada “Guerra Fria” que seguiu após o segundo conflito mundial, era consequência de ideologias antagônicas que dividiram o mundo em áreas de influências e colocavam-se em campos opostos sob quaisquer pretextos, mantendo as populações em suspense porque ambos os lados detinham (ainda detêm) poder atômico capaz de dizimar toda manifestação de vida do Planeta. O petróleo, as religiões e o domínio de territórios foram os maiores motivadores das subsequentes guerras locais até o presente século.Segundo analistas futurólogos, não há evidências de que num futuro próximo surja no horizonte um novo conflito deproporções planetárias motivado por questões como petróleo, religião, ideologias, fontes alternativas de energia, conquistas territoriais ou escassez de matérias primas, mas, quando o assunto é ÁGUA, o cenário muda de figura.
Vivemos num mundo em que a água potável se torna um desafio cada vez maior. A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais que não progridem na mesma proporção do crescimento populacional. Além disso, numa dicotomia perversa, as regiões do globo menos desenvolvidas – onde, evidentemente, se consome menos - como a África, a América Latina e partes da Ásia, detêm a maior quantidade de água doce, em detrimento de regiões desenvolvidas que consomem mais e têm menos reservas naturais do precioso líquido. Também, por ironia histórico geográfica, as regiões onde o petróleo abunda a água escasseia; riqueza oriunda do petróleo significa pobreza de fontes aquíferas, quase sempre. Na Venezuela, país grande produtor de petróleo, a água mineral em garrafas é de dez a vinte vezes mais cara que o preço de um litro de gasolina. Israel, Jordânia e Palestina: 5% da população do mundo sobrevivem com 1% da sua água disponível no Oriente Médio, nesse contexto ainda há a guerra entre árabes e israelenses. Isso poderia contribuir para crises militares adicionais enquanto o aquecimento global continua. Israel, os territórios palestinos e a Jordânia necessitam do rio Jordão, mas Israel controla-o e corta suas fontes durante as épocas de escassez. O consumo palestino é então restringido severamente por Israel. De acordo com números apresentados pela ONU, fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.
As diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais. Em regiões onde a situação de falta d'água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, onde a média de consumo de água é dez a quinze litros por pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros por dia.
Então, é quase compulsório inferir que os ricos que consomem muito mais e têm pouca água se voltarão para as regiões de fontes abundantes. Guerra pela posse água potável é uma possibilidade aterradora e bastante real dentro de uma ou duas gerações, principalmente levando em conta que aqueles que detêm poder nuclear são, justamente, os que mais consomem e menos tem acesso às fontes disponíveis de água de boa qualidade e barata. JAIR, Floripa, 29/10/09.

Água é Vida





22 de Março, Dia Mundial da Água

 Água é Vida. Use sem desperdícios cada gotinha de Vida. Outros, depois de nós, também precisarão dela.

Economizamos água quando:
  • Não deixamos torneiras pingando.
  • Eliminamos infiltrações.
  • Lavamos calçadas reaproveitando a água da máquina de lavar roupa ou utilizando um balde e nunca - nunca! - usando mangueiras.
  • Lavamos toda a roupa de uma só vez.
  • Ficamos apenas o tempo suficiente debaixo do chuveiro.
 E em muitas outras situações. E você, como economiza essa fonte de vida? Conte pra gente.

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Fotos: Lago Paranoá. Fiz essas fotos no início deste mês, aqui em Brasília, na Ermida Dom Bosco.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Campanha do Dia Mundial da Água 2012

Divulgação e colaboração com o SOS Rios do Brasil

Acessem o link e vejam o que cada um pode fazer para colaborar em sua comunidade. Vamos fazer a nossa parte, ainda dá tempo!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Consumindo Saúde

Algumas fotos dos posts do blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades (Álbum: Frutos do Brasil).

Consumindo frutas, consumimos saúde, principalmente se elas forem cultivadas sem agrotóxicos, ou seja, de modo orgânico. Se você tem o privilégio de morar em casa e tem um espaço - mesmo pequeno, plante alguma frutífera. Há muitas de pequeno porte, como acerola, romã, jabuticaba, pitanga, para citar só algumas; elas podem ser plantadas também em vasos, uma boa opção para quem mora em apartamento.

Adubos Orgânicos
Para adubar suas plantas de um modo saudável, não é preciso gastar. Aproveite os restos de frutas e verduras consumidas em sua casa (como cascas, peles, folhas) e/ou também as folhas secas - tá aí um bom modo de se livrar delas e limpar o quintal, não é mesmo? - e faça uma composteira*. Não sabe? Cave um buraco em um cantinho do quintal e vá jogando os restos de frutas, de verduras e/ou as folhas secas, sempre cobrindo com terra. No lugar da terra, você pode também fazer uma tampa com pedaços de madeira ou algum outro material. Outro modo: Bata no liquidificador, com um pouco de água, cascas de frutas e de verduras. Adube as plantas, enterrando o líquido feito ao lado delas, um pouco afastado das raízes para não queimá-las com as vitaminas ainda não curtidas. Não é fácil? Então, amigo/amiga, ficou com vontade de ter ao seu alcance frutas saudáveis? Plante agora - sementes ou mudas - que você logo logo irá se deliciar. O sabor é incomparável. Plante e nos conte, combinado?

Um ótimo pomar!

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* No site http://casa.hsw.uol.com.br você encontra outros modos de se fazer uma composteira.

Nota: Post por mim publicado em janeiro deste ano no blog Natureza e Viver Sustentável.

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Janeiro com um pequeno Beija-flor


Sou pequeno e amo o néctar das flores. Meu recado para 2012? Que cada um traga um jardim dentro de si. E que mais e mais flores desabrochem semeando paz!

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Natal Maravilha


Flor 'maravilha': Sino de Natal?

Vi um cartoon de Paulo Barbosa no blog de uma amiga*. É sobre a ênfase dada a Papai Noel, bem maior que o verdadeiro sentido cristão do Natal. Veja como sintetiza a verdade dos natais onde o comércio predomina, dos natais onde as crianças associam natal a presentes e a shoppings:

Cartoon de natal de Paulo Barbosa

Infelizmente, o natal, que seria uma festa cristã, é nada mais nada menos que a glória de papai noel. Ou melhor dizendo, é a celebração das vendas fantásticas, porque o natal é dos comerciantes. E nós, como as renas que conduzem o bom velhinho, seguimos a onda vermelha, voando atrás do homenzinho super bom e suuuuper generoso fantasiado com roupas, gorro e saco vermelhos... E de barbas brancas. Claro, como avô, fica bem mais confiável.
...
Mas, o que é mesmo o natal? O que significa? Incucada, querendo descobrir o verdadeiro sentido da palavra natal além da definição lógica e conhecida, corri atrás. Onde olhar primeiro? Na Bíblia, lógico, não é o que você também faria? Tenho um livro chamado Chave Bíblica (Ed. Sociedade Bíblica do Brasil, 512 pp (Não consta o local de publicação, apenas: "Impresso no Brasil, Série RA 750 - SBB - 2002 - 109M"). Nele, encontramos todos os verbetes da bíblia. Procurei a palavra natal. Para minha surpresa, não havia esse vocábulo. Vamos procurar mais? Que tal meu dicionário de sinônimos? Nada. Ah! Vamos olhar no Dicionário Etimológico - Prosódico da Língua Portuguesa. Nele, além da definição que consta em todo dicionário ("Natal - adj. Natalício, referente ao nascimento de alguém. Lat. natalis"), encontrei também: "Natal - s.m. O dia 25 de dezembro que foi reservado, pela Igreja Católica, para a comemoração do nascimento de Cristo. A data foi fixada pelo monge, Dionísio, o Curvo, e oficializada pelo papa Júlio I no IV século"**. Ainda não contente, fui buscar mais informações na graaaande enciclopédia popular, aquela de acesso fácil e rápido, o Google.
Meu Deus! "Aproximadamente 767 000 resultados." Como fazer? Fui pela ordem lógica, ou seja, comecei olhando os mais acessados, os primeiros. Em quase todos, os que se mostravam confiáveis, havia a expressão 'festa pagã'. Saí do Google meio tonta e pensativa.

Agora as minhas conclusões: Todos nós já ouvimos o dito popular "Deus escreve certo por linhas tortas", não é verdade? As festas natalinas, de origens diversas, criadas quase todas com finalidades comerciais, mas dissimuladas em 'comemorações do nascimento de Cristo', foram sabiamente escritas nas linhas tortas traçadas pelo homem. Se o Natal é a comemoração da chegada na terra de um pedacinho do Divino e Santo, é compreensível esse caminho meio tortuoso para se atingir nossos terrenos e falhos corações. Explico: Comemorando-se o nascimento de Cristo, apesar do marketing natalino, do visível efeito compulsivo de compras e mais compras que o comércio nos impõe, há as confraternizações. As confraternizações, também incentivadas para aumentar as vendas de natal, são a redenção do verdadeiro espírito natalino. Vejo nas reuniões familiares, nos encontros de amigos ou de companheiros de trabalho, uma bem-aventurança que torna todo o processo tortuoso dos negociantes em bênçãos divinas. Afinal, são famílias inteiras que se reúnem, amigos nem tão amigos assim que se abraçam, empregadores e empregados que se sentam na mesma mesa. As diferenças ficam menores, os laços de família ou de amizade se estreitam. É uma oportunidade única de se conhecer melhor aquela pessoa que não simpatizamos ou que não temos oportunidade de ver em uma outra data.

Vejo assim o Natal. Uma festa criada pelo homem, para proveito próprio, porém, sábia e sutilmente, levando nas entrelinhas algo bem mais nobre e fraternal. É o milagre do Natal.
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Maravilha, da família das nyctagináceas.
Canteiro de maravilhas - Como as confraternizações natalinas, podemos vê-las em profusão em dezembro, pois se espalham rapidamente.

Bonina ou maravilha, belas-noites, beijos-de-frade, jalapa, jalapa-do-mato, entre outros nomes populares. Nome científico: Mirabilis jalapa.

Para você, um Natal com muitas maravilhas - flores e bênçãos.
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*Blog Renascendo, de Lau Milesi.
**Grande Dicionário Etimológico - Prosódico da Língua Portuguesa. Francisco da Silveira Bueno, Ed. Saraiva, São Paulo, 6o Volume.

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Nota: Post por mim publicado em dez. de 2008 no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades.

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Veja mais postagens de Natal, no blog Multivias, em: Boas Festas com Carambolas e RomãsA Flor-do-natal de Floripa ou neste blog. Feliz Natal!!!


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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A figueira

Figueira mata pau, foto da internet.

Texto publicado no blogue www.jairclopes.blogspot.com em 26/05/11.

Floripa tem como árvore-símbolo uma figueira que, como um marco botânico imponente, encontra-se na praça XV de novembro no centro da cidade desde 1891, aliás, Figueirense, cujo apelido é figueira é um dos dois times de futebol mais importantes da capital. As figueiras são normalmente árvores, do gênero Ficus, família Moraceae. Também são conhecidas como ficus apenas. Há cerca de 800 espécies de figueiras no mundo, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença abundante de água, embora algumas espécies não cresçam muito e permaneçam como arbustos. Outras são trepadeiras, como o Ficus pumila, hera que cobre muitos muros e paredes por aí. Um dos ficus mais interessantes é o mata-pau ou figueira-vermelha que é uma das que se comportam como estranguladoras. Geralmente germinam sobre outras árvores, e crescem como epífitas até que suas raízes alcancem o solo. Então as raízes engrossam, crescem em volta da árvore hospedeira, até que a figueira a sufoca por cintamento e/ou compete com a planta hospedeira na absorção de água do solo e luz solar, e esta acaba morrendo. Seus frutos são vermelhos, pequenos, mas saborosos, pássaros os veem como iguaria irresistível.
Em todos os casos são plantas lenhosas, muitas com caule de forma irregular ou escultural, com raízes adventícias e superficiais, e têm uma particularidade interessante, galhos e raízes podem soldar-se uns nos outros na mesma planta ou até em plantas vizinhas de modo a formar estruturas complexas não encontráveis em outros vegetais. Essa faculdade é explorada com grande proveito pelos criadores de bonsais e por floricultores. No Rio de Janeiro, na rua Miguel Gama, próximo à estação Maria da Graça do metrô, existia uma formação interessante, quatro ficus antigos plantados no canteiro central, fundiram seus galhos maiores formando arcos e aparentado uma só árvore com quatro troncos.
Em qualquer de suas variadas formas essa planta sempre cumpre um belo papel decorativo quando associada ao homem e seus jardins e praças, sua folhagem perene, abundante e fechada permite podas artísticas e de formatos atrativos. Em minha casa térrea eu tinha uma figueira mantida em forma de esfera de um metro e trinta de diâmetro a custa de podas freqüentes e cuidadosas. Além de enfeitar a frente do imóvel era um excelente abrigo para pássaros e insetos, especialmente rolinhas e vespas, estas e aqueles construíam seus ninhos e casas no interior da folhagem.
As flores, normalmente confundidas com frutas, são na maioria dos casos comestíveis, são quase sempre diminutas, unissexuais, reunidas em inflorescências especiais denominadas sicônios, que consistem em um receptáculo fechado, com as flores inseridas no lado de dentro, e um orifício de saída no ápice, ou ostíolo. O figo que comemos e que é apreciado como fruta é um desses sicônios. Esses pseudofrutos são atrativos para certas espécies de vespas que fazem a polinização do vegetal. Os insetos entram no sicônio através do ostíolo com intuito de colocar seus ovos e acabam transportando pólen para outro sicônio. O curioso dessa estratégia de reprodução é que cada espécie de figueira atrai sua própria vespa, ou seja, uma determinada espécie de vespa poliniza apenas uma espécie de ficus e essa espécie só é polinizada por essa espécie específica e nenhuma outra mais.
Mais uma vez no Rio de Janeiro, no Paço Imperial próximo à Praça XV, existem figueiras trazidas da Índia pelos portugueses durante o Império. Pois bem, essas árvores foram ali plantadas, mas não as acompanharam as vespas que poderiam fecundar suas sementes. Durante mais de um século elas continuaram como vieram, produzindo apenas sementes inférteis por falta de vespas que as polinizassem. Por algum motivo que se desconhece, botânicos descobriram na década de setenta do século vinte que existiam algumas mudas nascendo nas proximidades das árvores originais, então surgiu a dúvida de como elas estavam conseguindo se reproduzir. Desconfiam os estudiosos que alguma vespa das que polinizam as figueiras pátrias, se adaptou às árvores indianas e passou a auxiliá-las na reprodução. Mas permanece o mistério, pois não se conhece nenhum caso semelhante na literatura botânica. Pode ser um evento único e explícito de coevolução de curto prazo, árvore e inseto acharam um meio de estabelecerem um consórcio benéfico para ambos. É bom lembrar que um século é tempo desprezível quando se trata de evolução, contudo, enquanto não houver outra explicação, fica valendo que houve um salto evolutivo inusitado entre as figueiras e as vespas no Paço Imperial.
A verdade é que essas plantas são extremamente interessantes sob qualquer ângulo que as examinemos. Trata-se de uma família extensa, variada e adaptada aos mais diversos climas e as mais diversas altitudes e que atrai os humanos desde a mais remota antiguidade. Homens e ficus estão ligados por liames estéticos, alimentares e arquitetônicos durante todo o tempo que dividirem espaços neste querido planetinha azul. JAIR, Floripa, 27/03/11.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Último Pé de Pequi

Pequizeiro - Flores já caindo, dando lugar aos pequenos frutos

Foi em 1996 que conheci um condomínio nos arredores de Brasília, ou seja, há exatos quinze anos. Poucos lotes tinham alguma construção, apesar de já ter sido realizado tudo que havia sido planejado: ruas e avenidas largas com uma boa infra-estrutura, áreas verdes de acordo com as leis de proteção ambiental e proteção das nascentes ali existentes. Pensei: - "Um pedacinho do paraíso, ainda com seu bioma quase totalmente preservado". Nos lotes, mesmo demarcados, não havia cercas e a flora de um cerrado ainda virgem era abundante. Nos poucos lotes habitados, seus moradores conservavam algumas dessas plantas e plantavam outras, geralmente frutíferas. Talvez por terem sido os primeiros e, com certeza, serem pessoas que amavam e valorizavam o verde. Em relação às plantas, havia um pouco de tudo: ipês - amarelo, branco, roxo e rosa, caju do cerrado, barbatimão, lobeira, macaúba, quaresmeira e pequi, só citando algumas. Era realmente um pedacinho do paraíso.

Pouco a pouco (Pouco a pouco?) as plantas foram desaparecendo, dando lugar a casas e mais casas. E, pior, com moradores bem diferentes dos primeiros: Constroem casas enormes, não respeitam as árvores nativas, arrancando-as e, quando deixam algum pequeno espaço - os lotes são de 800 a 1000 m² - plantam plantas 'da moda'. Planejados ou não por paisagistas, esses jardins são de arrepiar os cabelos, com plantas totalmente fora do contexto climático ou fora de seu habitat. Para eles, plantas nativas são consideradas 'mato' e como tal devem ser 'arrancadas'.

Dias atrás, dando uma volta pelo local e querendo fazer algumas fotos de pés de pequi, vi que não havia mais pequizeiros, até mesmo nos lugares onde antes tinha dois ou três pés juntos. Andei por todo o condomínio e finalmente encontrei um pequizeiro espremido entre uma cerca e uma rua. Era o último pé-de-pequi daquele local.

Você se lembra como era seu bairro, sua comunidade rural ou urbana há mais ou menos dez ou quinze anos? Que árvores - ou plantas de um modo geral, desapareceram? O que está sendo feito para a não destruição das que restam?

Agora, 'as perguntas que não querem calar' que, aliás, estão sempre passeando por este blog : O que o Ministério do Meio Ambiente faz para orientar a população sobre a importância da flora nativa? Como conciliar habitação e preservação do meio ambiente? Como não destruir plantas nativas nos locais onde construimos? Onde estão as mudas para replante e como os órgãos competentes fazem para divulgá-las? Como não deixar mais plantas na lista de extinção? Onde estão as pesquisas que poderão nos orientar?

Precisamos com urgência de orientações e respostas.


O último pé de pequi desse local.

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Nota: Este post foi por mim publicado, com mais fotos e o link de um vídeo com músicas sobre o Cerrado, no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades, em 06 de outubro.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

A inteligência

Pode parecer uma pergunta um tanto estranha de se fazer, mas, se quisermos entender nossa história evolutiva, temos que perguntar por que somos inteligentes? Por que somos tão criativos e bem sucedidos no mundo prático?A resposta pode parecer tão óbvia quanto enigmática: porque isso faz de nós um animal tecnologicamente bem-sucedido. É claro, nosso domínio da tecnologia nos torna um animal destacado dos demais, nos coloca num patamar acima dos outros seres do Planeta. Mas esse é um argumento oblíquo, não responde o porquê de nossa inteligência superior. Também é igualmente fácil argumentar que somos tecnologicamente bem sucedidos porque somos inteligentes. A questão crucial que temos de responder em termos evolutivos é a seguinte: foi a vantagem indiscutível da sofisticada tecnologia a força propulsora primordial que criou o inteligente cérebro humano? Ou nós somos as potências tecnológicas de nosso Planeta devido a uma consequência fortuita da necessidade de sermos inteligentes por outras razões menos conhecidas? Em outras palavras, desejamos saber se os dons intelectuais que capacitam o homem moderno a lançar uma trapizonga espacial para fora do sistema solar, ou a escrever uma sinfonia para cantar esse fato, eram necessários, mesmo que apenas de forma embrionária, no dia-a-dia dos nossos antepassados caçadores-coletores? São indagações quase filosóficas que nos remetem ao dilema do ovo e a galinha e quem nasceu primeiro.Exatamente como o conceito de que o homem ocupa o centro do universo permaneceu incontestável durante séculos – até que Copérnico e depois Darwin apareceram e afastaram essa visão antropocêntrica da criação - assim também nossa superior inteligência tem sido aceita como tão evidentemente elevada na evolução humana que poucas pessoas se importam seriamente em perguntar: por quê? A resposta afinal pode não ser tão declaradamente óbvia como poderia parecer: pode ser que durante nossa evolução tenhamos sido obrigados a aguçar nossa astúcia, não tanto a fim de superar desafios tecnológicos encontrados no mundo prático, mas de preferência para manejar as complexidades de uma vida social particularmente intrincada, relacionar-se com seus semelhantes era e ainda é muito mais complicado que desenvolver tecnologias ou resolver problemas matemáticos. A opção (ou necessidade) de viver em aglomerados humanos cada vez maiores pode ter exercido pressão para nosso cérebro se desenvolver em tamanho relativo, formato e ligações múltiplas entre neurônios. Portanto, o domínio da tecnologia pode ter sido resultante desse cérebro desenvolvido à custa de pressão social.Basicamente, temos cérebros em nossa cabeça, quer sejamos humanos, macacos, ratos ou lagartos, para podermos criar nossa versão de “mundo real”, ou seja, aquele mundo que nos interessa. É razoável supor que no “mundo real” de um rato não exista a quinta sinfonia de Beethoven, por exemplo, ratos não estão preocupados com música por certo. Os animais, nas diferentes partes do espectro evolutivo, têm estilos de vida que são menos ou mais complicados. Se sua vida é muito simples como a de um sapo, por exemplo, então é possível prosseguir, dia-a-dia, com um mínimo de informações sobre o mundo exterior. Observando que o “mundo exterior” de uns pode não ser o mesmo de outros. Entretanto, caso se trate de um cão selvagem africano, o mundo que se pode criar dentro de sua cabeça deve ser muito mais rico (ter mais informações, em outras palavras) do aquele da cabeça de um sapo: isso ocorre devido a um apurado sentido de visão, audição e olfato e uma noção de comunidade em que deve cooperar com a matilha para a sobrevivência de todos; o que parece longe da atividade solitária de ficar sentado a beira de uma poça d’água atacando com a língua comprida os insetos que passam! Logo, não causa espanto que um cão selvagem tenha na sua cabeça uma quantidade maior de neurônios e uma complexidade maior de sinapses do que de um sapo; é compulsório que assim seja, caso contrário ele não seria um cão.Então senhores, nossa complexidade cerebral com seus milhares de ligações entre os bilhões de neurônios; e sua relação entre tamanho e massa corporal, que nos distingue dos demais seres, é a marca registrada que nos faz Homo sapiens, e desenvolveu-se a partir de nossas interrelações sociais que pressionaram o cérebro no sentido de evoluir para além de um cérebro de primata. Sem essas pressões sociais seríamos apenas ratos, quem sabe? Ou seja, nosso “mundo real” (nossas interações sociais) é tão mais complexo e tão mais exigente, (assim como o do cão selvagem o é em relação ao do sapo) que não tínhamos opção a não ser nos tornarmos inteligentes ou desaparecermos para sempre. Infere-se que somos inteligentes porque necessitamos sê-lo e, em consequência, isto nos tornou o que somos: homens, mais precisamente,Homo sapiens. JAIR, Floripa, 13/06/11
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