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Pesquisas - Nossa primeira pesquisa é sobre o Pau-Brasil. Veja na página Pesquisas e caminhe de mãos dadas com a Terra.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Trilhas Ecológicas do Jardim Botânico de Brasília






Caminhado em shoppings nosso lado consumista, vaidoso e egoísta fica no comando, ditando normas falsas e aflorando desejos supérfluos para que compremos mais e mais, muitas vezes coisas inúteis. Aprendi com o tempo a mudar a direção de meus passos pela cidade onde estou. Por quê ir admirar aquilo que foi feito por pessoas visando única e exclusivamente o aumento de seu poder econômico? Bem melhor é direcionar nossos olhos e nossa mente para um lugar onde nada é artificial, ou pelo menos planejado sem fins lucrativos próprios, apenas pela preservação da natureza. Esse contato com o verdadeiramente belo e natural sempre nos ensina e revigora.

Caminhando por trilhas ecológicas estamos em contato com nosso eu interior, sem vaidades afloradas, sem desejos de consumo, preparando mente e alma para um encontro com nosso lado natural, espiritualizado, aonde o bem supera e ultrapassa os limites de nosso próprio corpo.

Trilhas ecológicas, jardins, parques e matas deveriam ser nossos shoppings para passeios e encontros com a beleza. No JBB, enquanto nossos pulmões se enchem de ar puro e nossos olhos se alegram com árvores nativas, flores, nascentes e lagos, nossa mente se abastece com sábias palavras através de frases espalhadas aqui e ali. As imagens deste post mostram um pouco disso. Caminhe com sua mente por elas. E no próximo fim de semana ande por caminhos entre o verde de plantas e a transparência de águas.

Caminhando entre o verde das plantas e a transparência das águas

Lago e flores do JBB

Lago e plantas diversas do JBB

Os pensamentos das trilhas ecológicas do JBB, mostrados nas fotos acima:
  1. "Serás parte da natureza. Obedecerás a natureza  da qual fazes parte." (Eduardo Galeano)
  2. "Toda água tem memória, sempre tentará voltar para o lugar de onde veio." (Toni Morrison)
  3. "A natureza não faz nada em vão." (Aristóteles) 


Árvores do Cerrado encontradas no JBB

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Notas:
1- Fotos feitas no Jardim Botânico de Brasília em maio de 2012.
2- Postado no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades em 10 de setembro de 2012.

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Crueldade com cães em Santa Cruz do Arari, Pará

"O prefeito Marcelo Pamplona, de Santa cruz do Arari, Pará, pagou R$5.00 e 10 reais para cada cachorro que fosse capturado, colocado num barco da prefeitura, levado para o rio da cidade e afogado. Colocou funcionários municipais para fazer o serviço de transporte fluvial e parte da população (principalmente jovens e crianças) saiu à caça para capturar os animais e faturar o premio".



Será qual foi a reação dos amantes e proprietários de cães perante esta decisão insana e cruel desse prefeito? 

Quando vi estas imagens hoje, em uma rede social da qual faço parte, confesso que de meus olhos saíram tanta água ...até achei que minhas lágrimas estavam compartilhando com as dos  rios que receberam esses nossos irmãos menores. Não posso dar créditos para o fotógrafo da imagem, pois copiei-a nesta rede social para publicar aqui. Tenho certeza que ao registrar cenas tão fortes seu estômago revirou  de revolta contra os HUMANOS  que fizeram isso!  Me  recuso a acreditar que toda a população desta cidade compactuou com uma barbaridade dessas!
 (Helena Bernardes)



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cursos gratuitos FGV - Seja sustentável!


"Em busca de nossa origem e essência".

Essa é minha primeira participação no blog. Deixo aqui a todos o convite e o link de um curso sobre Sustentabilidade oferecido pela FVG - há muitos outros no site da FGV voltados para a Sustentabilidade e Meio ambiente - gratuitos.
O conhecimento é a nossa melhor ferramenta de conscientização, quanto mais nos informarmos, mais fortes nos tornamos e capazes de vencer essa luta em favor do nosso planeta Terra!

Acesse abaixo:



A encosta
Oil Pastel

"Em meio à erosão ressurge a Vida"!




domingo, 19 de maio de 2013

Folhagens Brasileiras


A flora nativa do Brasil é rica e diversificada. São plantas com flores e folhagens de cores que passam por todos os tons do arco-íris e de  formas e tamanhos os mais diversos. Em relação às folhagens, há com folhas gigantes, grandes, médias, pequenas e minúsculas. Veja essas fotos de algumas folhas grandes e gigantes que consegui, aqui e ali, fotografar:
...
Cróton
Cróton - É um arbusto que pode atingir de 2 a 3 metros de altura. Nome científico: Codiaeum variegatum. Família das euforbiáceas.

Caládio
Nomes populares: Caládio e tinhorão, entre outros; nome científico:  Caladium bicolor.  Família  das aráceas.

Costela-de-adão

Nomes populares: Costela-de-adão, monstera, banana-de-mato,  abacaxi-do-reino,  ceriman;  nome científico: Monstera deliciosa. Família das aráceas.

Dracena (Veja mais sobre dracenas no blog Multivias, no post 'Dracena fragrans, a Bela da Tarde').

Maranta

Maranta-espinha-de-peixe

Maranta-pena-de-pavão 
A maranta é muito usada em paisagismos de interiores. Nos jardins, gosta de meia-sombra. Deve ter regas regulares. Suas grandes folhas são vistosas e possuem riscos e manchas variadas, como podemos ver através dessas três fotos. Há várias outras espécies, inclusive de uma só cor. Nome científico da maranta variegada: Ctenanthe oppenheimiana. Família das mantáceas.


Comigo-ninguém-pode


Comigo-ninguém-pode - Esta planta, apesar de ter folhas vistosas, é altamente tóxica; não deve ser cultivada onde há crianças ou animais domésticos. Nome científico: Dieffenbachia pictada. Família das aráceas.

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Postagem de 23/03/2009, no blog "Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades".

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sexta-feira, 1 de março de 2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Educar É Preciso



Conversando com pessoas de diferentes camadas sociais, percebemos a falta que faz uma educação de qualidade. Percebemos também como as escolas estão ainda tão deficitárias.  Como nosso sistema educacional precisa de pessoas engajadas em educação básica, que pensem como melhorar os programas educacionais, aperfeiçoando alguns e acrescentando outros.

Precisamos de escolas que engajem a família como um todo, educando não só crianças, mas todos os adultos da família: mães, pais, tios, enfim, todos que, de um certo modo convivem com os pequenos.

Quantos pais, com palavras negativas, não sufocam sonhos? Ou interrompem o desenvolvimento social, familiar e, muitas vezes, o ideal de uma criança? Quantos não desestimulam um garoto ou garota que tem tudo para ser um grande profissional, uma grande pessoa. Pessoa no sentido amplo da palavra, como criatura humana e humanitária.

Quantos pais não podam, ainda na raiz, sonhos realizáveis, com palavras indevidas e negativistas. Culpa deles? Como, se aprenderam assim? Como são culpados, se também foram marginalizados e cresceram no vai e vem da vida?

Precisamos de Escolas com E maiúsculo. Uma Escola. Não um criadouro, uma gaiola, um faz-não-faz.

Precisamos de Escolas. Escolas com uma infra-estrutura que apoie a família e a comunidade onde está inserido aquele que será o representante de nosso amanhã: o aluno.

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Notas 1- Texto escrito e publicado em julho de 2008 no Blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades; 2-Fotografia: "Criança subindo" - Foto de Rafieh P.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Desfazendo Nossas Árvores para o Início de Mais Um Ano


Início de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam. Fazemos listas de compras, de presentes... Compras para a ceia de natal, para o réveillon... Presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... E o amigo-secreto, não vamos nos esquecer, não é? Ahra! Meu vestido... Que brincos compro pra combinar com 'aquele' vestido lindo de morrer que já estou imaginando? E por aí vai...


Festas, sonhos, presentes, árvores de natal....

Árvore de Natal. Reunimos 'os de casa' e começamos: uma bola colorida aqui, outra ali, a estrela, o papai-noel, os presentes e os sonhos.

Sonhos. Qual foi meu sonho de natal? E o de fim de ano? O que fiz que não farei no ano novo? E o que pretendo mesmo fazer no novo ano?

Novo Ano. Ano Novo. Este ano "tudo vai ser diferente". Vou...

Vamos fazer juntos uma lista? O que vamos fazer ou não fazer este ano?
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Desfazendo nossas árvores

Árvores de Natal. Para muitos, um sonho. Ou para poucos? Não seria melhor escrever "para muitos, uma imagem fora de alcance"? Se em um país 'em desenvolvimento' a taxa de desemprego* em 2008 foi de 7,5%,** quantos pais sofrem sem ter ao menos um pedaço de pão para dar aos seus? Quantos pais sofrem ao verem seus filhos 'espionando' as vitrines, as casas dos patrões, as mil e uma imagens de um natal feliz? E o que dizer daqueles que moram debaixo das pontes ou nas próprias ruas?

O que relatei não acontece só em países do 'terceiro mundo' ou em países como o nosso, querendo galgar o dito 'primeiro mundo'. Olhem as manchetes, com os olhos bem abertos: vejam o sub-mundo dos EUA ou de países europeus como a Inglaterra ou a França.

Já parou para pensar, "um minutinho que seja", sobre os 'esqueletos humanos ambulantes' que nem sonhos têm mais?

Desculpe, amigo/amiga, não tive como evitar essa 'reflexão pós-natal'. Nossas mesas foram fartas, nossos sonhos de consumo realizados. Mas, se o natal é um símbolo de amor e de doação ao próximo, vamos, de vez em quando, parar para pensar no outro?

E aquela lista, vamos mesmo fazê-la? 

Um Feliz Ano Novo!

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*Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
**Em 2012 foi de 5,3%.

Texto escrito em janeiro de 2009, com o título 'Desfazendo Nossas Árvores', postado no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Acompanhando a Gomeira, uma Árvore Nativa do Cerrado

Gomeira no início da floração - Foto feita em 02 de nov. deste ano

Foto do dia 15 de nov./2012

Foto de 15 de nov./2012

Gomeiras - Fotos de 02 de novembro

Gomeiras - Fotos de 25 de novembro

A Gomeira, árvore nativa do Cerrado, é também conhecida como goma-arábica, árvore-de-goma-arábica, gomeiro-de-minas, pau-d'água, pau-de-vinho, casca-doce, entre outros nomes populares. É da família vochysiácea, tendo como nome científico Vochysia elliptica (essa espécie das fotos). Há alguns anos vejo essa árvore de flores vistosas, mas nada sabia sobre ela. Dia 15 deste, clicando uma delas, conheci uma engenheira florestal,* que me informou seu nome. A partir daí minha pesquisa ficou bem mais fácil. Fiquei sabendo, por exemplo, que as gomeiras de Brasília são mais altas que as de outros locais do cerrado, sendo, em alguns lugares, apenas um arbusto; que medem entre 4 e 11 metros; que, assim como o eucalipto e a acácia, produzem goma, por isto chamada de gomeira, goma-arábica e árvore-de-goma-arábica e que da casca de seus frutos pode-se fazer lindas bijuterias.**   
  
 As Gomeiras das fotos deste post são das redondezas de Brasília. Vamos reunir gomeiras de outras localidades?  Mostrá-las e acompanhá-las durante um ano? Contamos com você, amigo/amiga que por aqui passa.

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* Elisa, jovem Engenheira Florestal.
**Veja algumas bijuterias em: Yasaí Biojóias.
Veja também sobre a gomeira no site Árvores do Distrito Federal.

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Durante esta semana faremos um passeio pelo cerrado em: Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades  (Flores do Cerrado) e Natureza e Viver Sustentável (Céu, Paisagens e Formas do Cerrado). Venha nos acompanhar!   

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sábado, 13 de outubro de 2012

Formigas Verdes


Ilustração oriunda da internet.
Matéria publicada no "Um blog que pensa" em 15/07/2012.
Na região leste australiana, no estado de Queensland, existe uma espécie endêmica de formiga chamada de formiga verde porque possui o abdômen dessa cor. Talvez por existir apenas naquela região não é muito conhecida pelos entomólogos e não figura em destaque em quase nenhuma produção literária, aliás, nem mesmo os australianos de Queensland sabem muita coisa sobre ela.
Talvez nunca se viesse a conhecer qualquer coisa a respeito dessas formigas se não fosse o cineasta alemão Werner Herzog que fez um filme nem um pouco conhecido que tem como atração a fantasia mística que esses insetos exercem sobre o imaginário de tribos aborígenes que vivem no out back e têm as formigas como portadoras de bons augúrios. “Onde sonham as formigas verdes” é o nome da obra do diretor alemão. No coração selvagem da Austrália, um grupo de aborígenes de uma tribo em extinção defende um local sagrado contra o avanço dos tratores de uma companhia de mineração. É o local onde sonham as formigas verdes. Perturbar o seu sonho irá destruir a humanidade, eles acreditam. Os nativos entram em conflito com as leis da Austrália moderna, e a disputa é feita em um tribunal.
Não é caso de falar sobre as mensagens do filme onde há um confronto dos valores cultuados pelos nativos com o capitalismo selvagem que só vê lucro a tirar daquele pedaço de deserto. Mas, vale falar sobre como os australianos nativos incorporam as verdes formigas à sua cultura.
Em meados dos anos setenta, geólogos da Queensland Mines Ltd. se depararam com um pequeno sítio de terra numa região remota da Austrália, região norte de Nabarlek que acabou sendo o mais rico depósito de urânio do Planeta. O minério enterrado abaixo da paisagem encontra-se em formações altamente concentradas de fácil acesso, a menos de 18 metros de profundidade. Assumindo que os direitos de mineração poderiam ser facilmente obtidos a partir dos proprietários indígenas, a empresa australiana rapidamente assinou contratos para vender US $ 60 milhões de minério para empresas japonesas. O que os executivos de mineração não levaram em conta foi a relutância dos indígenas em perturbar as formigas verdes que vivem perto do local.
A formiga verde é um incômodo para os moradores de regiões urbanas e suburbanas da Austrália. As formigas geralmente constroem seus ninhos no subsolo sob a maioria dos tipos de gramíneas, ninhos que muitas vezes passam despercebidos até que alguém, ou às vezes algum animal, é mordido. A mordida da formiga em si é muitas vezes invisível, no entanto, o veneno que ela injeta através de uma picada, em seu abdômen, inicia uma forte sensação de queimadura segundos após a picada e permanecendo por um tempo de cinco minutos até duas horas ou às vezes mais. O veneno é geralmente inofensivo, mas se um grande número de mordidas for recebido de uma só vez, a enorme quantidade de veneno injetado no corpo às vezes pode tornar uma criança pequena doente por algumas horas ou mais, geralmente nada para se preocupar, exceto um choro perseverante que incomoda os adultos.
Contudo, para os australianos nativos que são místicos e cultuam a natureza com uma mãe benfazeja que tudo lhes dá sem nada pedir em troca, a existência das formigas verdes naquele pedaço de chão é um sinal de fartura e futuro tranquilo. Qualquer mudança no clima ou nas condições do terreno que prejudique ou impeça o sonho das formigas é um mau sinal que angustia suas mentes e traz desconforto social para todo o povo porque o mundo pode acabar. Elas fazem tudo para preservar o ambiente das formigas, equivale dizer, eles preservam a natureza e pouco modificam as condições em que elas vivem. 
Então, como entender que homens brancos, movidos por alguma coisa tão execrável como dinheiro, quisessem cavar o solo e desalojar as formigas que ali viviam por milhares de anos sem serem incomodadas e sem incomodar ninguém? Como entender que homens ditos civilizados pudessem matar as formigas para se apossar de um produto enterrado no solo que os nativos nem sabiam para que servia, e que, mesmo aqueles escavadores incréus não sabiam explicar exatamente qual era seu uso?
O conflito resultante da visão mística e até certo ponto ingênua dos aborígenes, e da fome de lucro dos capitalistas em explorar as jazidas de urânio, deu azo ao filme de Herzog. O que vemos na obra é o choque de cultura, o abismo enorme criado entre a visão natural dos nativos e a prepotência do homem branco. É um filme sobre as coisas pequenas e simples que vão além de qualquer ganância ou providência que o dinheiro pode tomar. Os nativos, mesmo seduzidos com a promessa de milhões de dólares a ser doados à sua comunidade em troca da exploração das minas, não aceitaram perturbar o sonho de suas amadas formigas, deitaram-se no solo e impediram que as máquinas iniciassem os trabalhos de escavação. A “disputa” entre esses liliputianos ecologistas, contra os gigantes operadores de máquinas famintas e poderosas, se estendeu por vários meses até que o capital irracional perdeu a luta e resolveu procurar urânio em paragens onde não moram nativos e tampouco existem formigas verdes.
Há que se notar que, a não ser pelo filme de Herzog, a imprensa mundial jamais publicou uma linha sequer sobre esse incidente em que uma comunidade, “selvagem” por definição, travou uma luta contra todo-poderosos empresários e saiu ganhando. Que o sonho das formigas verdes não seja perturbado jamais em nome daqueles que se preocupam com a sobrevivência da humanidade. JAIR, Canoas, 12/07/12.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Flores do Pau-brasil






No próximo dia 21 comemora-se o Dia da Árvore. Já a primavera de 2012 começa dia 22. A árvore de pau-brasil que acompanhamos está nos lembrando isto, toda florida. 

A baixa umidade de nossa região quer prejudicar a primavera deste ano, com muitas folhas amareladas, mas a natureza é mais forte. Com chuvas ou sem chuvas as flores estão por toda parte anunciando que a bela estação está chegando. De nossa parte a alegria é total, pois enfim vimos as flores do pau-brasil. São duas árvores plantadas na calçada de uma vizinha. Não há fiação elétrica nesse lado da rua, para sorte de todos. 

Uma boa primavera e... Plante uma árvore!

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28-09-2012 - Atualização

O tronco que aparece na quarta foto e plano de fundo da colagem não é de pau-brasil. É de uma arvoreta que está entre as duas árvores do pau-brasil. Achamos melhor postar mais fotos do pau-brasil para que não fique nada confuso. Vejam as imagens seguintes:

Pau-brasil 

Pau-brasil
Bom fim de semana!

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aves do Cerrado Brasileiro

Através do Identificando Pássaros deste blog aprendi a identificar algumas aves que passam por mim. Nem todas consigo clicar, mas sempre que tenho oportunidade - e câmera a postos - faço o devido registro. Hoje deixo mais algumas. Vamos identificá-las?








Uma ótima semana com muitos pássaros sempre por perto!

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Futebol Diplomático

Em nosso futebol sempre há jogadores criativos, por isto conhecidos por todos. A historinha que conto hoje aqui é dos anos 80. Ela mostra como nosso futebol é incrivelmente um 'abridor de portas' e sorrisos. Escrevi a crônica para o blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades em  março de 2009, com o título Recordações de um país distante II, reeditando-a quarta-feira, após o jogo do Brasil, no mesmo blog. Vamos conferir? 


Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o iniciar e o fervilhar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em Teerã durante essa guerra civil. Não sei se a única residente em todo o Irã, mas em sua capital, Teerã, sim.

Não, não quero falar nem me lembrar de guerras, de mortes, de tristezas. Hoje quero me recordar de coisas boas, que afastam guerras e trazem Paz.

Quando cheguei ao Irã não sabia falar uma só palavra em farsi, a língua oficial daquele país. A ‘linguagem universal’ – a mímica – me socorria nas situações mais difíceis. Felizmente muitas pessoas sabiam falar inglês ou francês. O Irã possui várias línguas, sendo o farsi o idioma oficial. Não disse dialetos, disse línguas. No Brasil, por exemplo, há uma unificação em relação ao idioma. A língua portuguesa, com seus vários dialetos, (sim, dialetos!) é única em todo nosso território.
Pili

Apesar da dificuldade de comunicação inicial, a ‘brasili’ – a ‘brasileira’ – era tratada como uma princesa saída do reino de “Pili”. Um reino de um país ensolarado chamado Brasil. Aonde chegava só ouvia “Pili”. Era Pili prá cá, Pili prá lá. No início sorria de volta, sem saber bem o que queriam dizer com “Pili”. Às vezes repetia sorrindo: “Pili, Pili!” Mas logo descobri: “Pili” era o amado e idolatrado Pelé. Sabia que nosso rei era conhecido internacionalmente, mas nunca imaginei que fosse tão popular entre os povos da Ásia, principalmente os do Oriente Médio. Alguns sorridentes iranianos acompanhavam o “Pili” com algumas sílabas impronunciáveis que descobri depois ser “Garrincha”. Era nosso futebol levando nas bolas chutadas com maestria o nome de nosso país. Um incrível futebol diplomático. Um futebol que abria portas e ultrapassava fronteiras, unificando esse mundão e retirando ‘as torres de babel’ por onde o brilho das bolas passava. Sim, um futebol diplomático, nota mil, como eram as boladas de Pelé.

Que nasçam e vivam mais Garrinchas e Pelés, dando um exemplo de Paz através do esporte. Através do pipocar e do estourar... de bolas.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olhando e Vendo o Simples - Do Amanhecer ao Anoitecer da Vida!

Saber ver e enxergar o simples à nossa volta é um ato de amor à natureza. Olhe o quanto de belo existe bem pertinho de você! E você faz parte dessa beleza, você é o centro do que existe de mais perfeito em nosso planeta. Este álbum começa nos mostrando o sol entrando em nossas vidas - um amanhecer. Estão também presentes as plantas e os pequenos seres que fazem parte do universo em que vivemos; são elos da vida. Do amanhecer ao anoitecer, de um dia e de nossa existência. DE NOSSA PERMANÊNCIA AQUI. Hoje crianças, amanhã idosos, hoje brincando entre plantas, amanhã entre nuvens. Pare um pouco. Abra as janelas. Respire. Não é preciso ir longe. Apenas olhar ao redor, vendo e enxergando além de você. Veja o quão perfeito e simples é a Vida que o Creador nos presenteou. PRESERVE-A, PARA QUE ELA CONTINUE. Veja, ame e viva, PRESERVANDO.

Nota: Para visualizar o álbum, clique na foto. Este álbum foi editado com fotos do blog "Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades" e publicado em março de 2010.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sandices botânicas


As leguminosas estendem suas ansiosas gavinhas espiraladas lateralmente com a visível intenção de alcançar incautos vizinhos. Que haveriam de pensar tais plantas com esse gesto? Resposta rápida e tosca: NADA. Plantas não pensam, aliás, nem cérebro tem. Talvez aí resida a origem de suas atitudes estranhas: pelo fato de não possuírem cérebros, não lhes é possível entender que não podem agir com consciência. Então agem, talvez programadas geneticamente para assim procederem, não em decorrência de “decisão” consciente.
No campo mais amplo das florestas, lojisticamentre (de loja, não de logística) falando, a preocupação é mais vis-à-vis, isto é, árvores de porte não estão nem aí para leguminosas e suas gavinhas, elas não querem é ser abatidas para o comércio de suas carnes, as quais os lenhadores e afins costumam chamar de madeira. Pelo fato de lhes faltarem pernas para se distanciarem do machado que as machuca – embora o sândalo, num ato inexplicável, perfume esse instrumento de morte – elas são vítimas contumazes doHomo ignorantus que se autodenomina sapiens, o qual ceifa as maiores, mais robustas e de tronco mais retilíneo para uso em suas construções e malfeitorias madeirais.
Árvores e outros vegetais não têm crenças, não se guiam por supostos saberes religiosos que estabelecem vida depois da morte, mas intuem que existem infernos como o Saara e o Atacama e céu como Amazônia. Sabem por instinto que grandes civilizações botânicas floresceram onde hoje se encontra esses enormes desertos, sabem que densas florestas adornaram regiões que hoje só se vê areia, pedras e camelos. Sonham que algum dia o verdejar de suas folhas ressurjam nos recônditos áridos do Planeta. Sonham que um dia poderão viver em pleno consórcio com animais e minerais sem interferência de homens, que estes certamente já estarão servindo de insumo para suas raízes, pois assim é a ordem estabelecida pela natureza: mortos servem de alimento aos vivos.
Mirtáceas, nonáceas e monocotiledôneas e um amplo espectro de vegetais se unem num só frêmito incontido no intuito de fazerem-se notar na orquestra não fônica do mundo verde. Tais ações estão em completo acordo com o instinto de sobrevivência que é o sentimento comum de todos os seres carboníferos, vale dizer, replicadores e que nascem, crescem e morrem. Nenhuma sandice se os denominarmos de seres vivos. Da sequóia majestática ao humilde alface verde pálido, passando por miríades de árvores, arbustos, gramíneas e cactos o universo vegetativo traduz o que há de mais passivo e vilipendiado nos reinos da natureza. Vegetais sofrem a ação dos animais. Vegetais não lhes podem causar danos por ação direta, mas têm suas armas, se não secretas, pelo menos nem sempre ostensivas, como seus espinhos que são mais incômodos que fatais.
Os venenos produzidos por certas plantas são as armas com menor ou maior potencial de letalidade que elas possuem. Assim, curare e cicuta são duas das mais conhecidas de potentes peçonhas fabricadas pelas plantas, mas existem muito outras mais. Talvez o homem não se dê conta, mas cafeína, substância de baixo potencial peçonhístico, é um dos venenos mais usados pelo Homo desde muito tempo. THC (tetra-hidro-canabinol) veneno contido nas folhas, talos, flores e sementes da Cannabis sativa está associado ao uso de gente que deseja um estado alterado de consciência, mas também cura dores crônicas e tracoma, a chamada maconha é um santo remédio.
À parte essa faceta, digamos pernóstica dos vegetais, existe o lado sem o qual a vida animal no Planeta seria inviável. Plantas nutrem-se dos elementos químicos que retiram do solo, da água e do ar, transformam esses elementos em substâncias mais complexas que servem para nutrir os animais, ou seja, vegetais atuam como laboratórios de transformação cujos produtos finais são o alimento que permitem os animais viverem. Então, dentro da cadeia alimentar os vegetais “ intermedeiam” insumos entre a natureza bruta e o aparelho digestivo requintado dos demais seres. Plantas são repassadoras de energia, em outras palavras. Mas, o que ganham as plantas ao cederem alimentos aos animais? Simples, quando os animais morrem suas substâncias complexas voltam ao estado primitivo através da degradação (putrefação) e os elementos resultantes servem de alimento (adubo) para os vegetais, o ciclo se fecha finalmente.
Ainda existe outro fascinante exemplo de utilidade para as plantas. Chama-se dendrocronologia que é o nome da ciência que se vale do crescimento irregular das árvores para determinar a idade de coisas e eventos. Por exemplo, podemos usar um relógio de anéis de árvores para datar um pedaço de madeira que foi usado na construção de uma casa pioneira, nos primeiros povoamentos efetuados pelos colonizadores portugueses, com precisão de poucos anos. Assim como a existência dos anéis indica crescimento anual, também existem anos piores e melhores, pois as manifestações climáticas variam de ano para ano. O El - ninho, erupções vulcânicas de monta como a do Pinatubo em 1991, invernos rigorosos ou verões muito quentes, fazem com que o crescimento retarde ou acelere. Anos bons, do ponto de vista da árvore, produzem anéis mais robustos que anos ruins. É o padrão de anéis largos e estreitos em uma dada região, causado por uma sequência específica de bons e maus anos, que se tornam uma marca registrada, - uma espécie de impressão digital que rotula os anos exatos que os anéis se formaram. Assim, esses “relógios arbóreos” contribuem para datação da história do sobre a terra e são instrumento extremamente útil e preciso até onze mil anos atrás.
Pois é, tirante a passividade vegetativa do mundo botânico que não permite que ele se defenda dos seus predadores, às plantas nada falta se lhes estiverem disponíveis solos úberes de elementos nutritivos, água de boa qualidade, luz abundante e atmosfera não muito poluída. Os vegetais, via de regra são pouco exigentes e conseguem viver e se reproduzir quase em quaisquer climas, altitudes e meio ambiente deste Planeta, exceção a desertos muito quentes e calotas polares. Se um dia o bicho homem, na sua infinita sabedoria conseguir destruir-se e à maioria dos seres existentes no Planeta, provavelmente sobrará apenas tiririca, digna representante do reino botânico. JAIR, Floripa, 25/01/12.
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