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Pesquisas - Nossa primeira pesquisa é sobre o Pau-Brasil. Veja na página Pesquisas e caminhe de mãos dadas com a Terra.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pica-pau?
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A Caatinga

P1MC – Programa 1Milhão de Cisternas
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Pau-brasil: Sementes
Depois que as sementes caem, as vagens ficam retorcidas. |
Dentro das vagens que consegui - retirei da árvore - havia só uma semente em cada uma delas. Vou verificar em outras. As que peguei no chão estavam vazias. |
sábado, 30 de outubro de 2010
Gralha Azul
Texto publicado no blog: www.jairclopes.blogspot.com em agosto de 2010.
Homenagem à disseminadora de florestas
A gralha azul (Cyanocorax caeruleus) é uma ave da família dos corvídeos extremamente inteligente, chega a ser mais articulada que os psitacídeos, ou seja, ela, se treinada, fala melhor que papagaio, característica que corvos do hemisfério norte também partilham. Na natureza é particularmente barulhenta, um pequeno bando de gralhas equivale a um monte de crianças fazendo algazarra, tanto é que costuma-se chamar de gralha pessoa que muito fala. Tem ampla distribuição geográfica, que ocorre principalmente nas regiões de clima temperado. De médio porte, medindo até 40 cm de comprimento da ponta do bico à ponta da cauda, possui um aspecto robusto e um bico forte. O corpo tem coloração azul metálica, a cabeça, a garganta e o peito são negros, com as penas da fronte arrepiadas. Seu olho é escuro, diferente da gralha comum que tem olhos amarelos. A coloração da plumagem é semelhante tanto na fêmea como no macho. Embora se considere que seu habitat é a floresta de araucárias do sul do Brasil, por força da variada dieta que inclui insetos, frutos, pequenos invertebrados e até lagartixas, esta ave não tem dependência restrita dessas florestas e sua área de distribuição estende-se desde o sul do Estado do Rio de Janeiro para o sul, até o Estado do Rio Grande do Sul, sendo frequente na mata atlântica da serra do mar. Tanto é assim, que as tenho visto aqui no norte da ilha de Santa Catarina em pequenos bandos, vez ou outra.
No livro de leituras da escola primária de minha infância (Grupo Escolar Jesuíno Marcondes) havia um texto que tratava da Gralha Azul. Dizia o conto que a Gralha Azul, ouvindo as machadadas que derrubavam as araucárias das matas em que vivia, tomou-se de dores pelos pinheiros e resolveu plantar seus pinhões para que nunca as árvores fossem extintas. E assim se deu.
Pois é, a verdade é que as Gralhas Azuis, as quais eram abundantes nos pinheirais de minha cidade natal, realmente plantam pinheiros. Os Pinhões, sementes sazonais do pinheiro, são o alimento predileto das gralhas durante os meses de outono. Acontece que a gralha é um pássaro previdente, intuindo que no resto do ano não haverá mais essa saborosa e energética semente, ela enterra os pinhões excedentes, de forma a tê-los disponíveis quando não forem mais encontrados depois da safra. Desses enterramentos alguns são “esquecidos” pelas gralhas e, depois de algum tempo, brotam formando nova muda de araucária. A Gralha Azul é uma disseminadora de pinheiros, sem ela as árvores teriam dificuldade em se propagar, visto que as sementes, pesadas como são, caem apenas à sombra da própria árvore, correndo risco de nunca conseguirem brotar por falta de espaço.
Tenho um amigo de infância, Antonio Passoni, que possui um pequeno sítio no Paraná, e lá pude observar em tempo real as gralhas “plantando” pinheiros. Estávamos no período da safra de pinhões, elas colhiam alguns que caíam e, ao invés de comê-los de imediato, procuravam local onde a terra estivesse macia e os enterravam, vi com meus próprios olhos depois que meu amigo me chamou a atenção para o movimento que elas estavam fazendo. No local, depois que elas se foram, cavamos com as mãos a terra recém revolvida e descobrimos pinhões com a ponta para cima, também ali já brotavam pequenas mudas, resultado de semeaduras anteriores. Foi uma revelação fantástica que ficou gravada nos meus neurônios para sempre, acabara de presenciar o ato crucial que une árvore e ave numa cumplicidade que a natureza alinhavou através de milhões de anos.
A relação araucária – gralha é o que a ciência chama de consórcio, ou seja, dois ou mais seres que se ajudam mutuamente e tiram proveito disso. Assim, a Gralha Azul depende da araucária para se alimentar e a araucária depende da Gralha Azul para proliferar. Não é de admirar que com o quase desaparecimento da planta o pássaro também tenha entrado na lista das espécies ameaçadas. Hoje quase não se vê a Gralha Azul nas matas ombrófilas (florestas de climas chuvosos) de minha terra, o que é de se lamentar.
Pinheiros são lindas espécies de coníferas, família das árvores mais antigas do Planeta, que correm risco de extinguir-se por incúria humana: desmatamento para uso da madeira; desmatamento para dar lugar a plantações de pinus elliotiti, conífera oriunda da Ásia usada principalmente na fabricação de papel; desmatamento para plantação de soja exportada para confecção de ração animal na Europa e EUA; desmatamento para composição de pastagens para o gado. Gralhas Azuis são aves que habitam o Planeta há 50 milhões de anos, que se adaptaram às florestas ombrófilas, estabelecendo consórcio com as araucárias, e, desse modo, perpetuando as produtoras de seu alimento predileto. Homo sapiens é um primata que evoluiu há uns duzentos mil anos e que ocupa o mesmo habitat das araucárias e gralhas há uns doze mil anos, talvez. A associação gralha – araucária estava em perfeito equilíbrio até que surgisse no horizonte a figura do Homo sapiens, depois disso o mundo veio a baixo, ou seja, gralhas e araucárias correm o risco de desaparecerem para sempre. Há alguma coisa essencialmente errada nessa equação.
Trecho de um conto sobre a Gralha Azul que encontrei no saite: http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/3contos/gralha.html
Pesadelo: “Revi-me de arma em punho, pronto para fazer fogo. Quando o fiz, iluminou-se o alvo e, aberta as asas brilhantes, o peito a sangrar, veio ele de manso, se achegando a mim. Os pés franzinos evitavam os sapés esparsos pelo chão e o andar esbelto tinha qualquer coisa de divino. Dardejante o seu olhar, estremeci ante aquela figura de ave e deixei cair a arma. Estático já, estarreci ao ouvir os sonoros e compreensíveis sons que aquele delicado bico soltava naturalmente. Dizia a gralha: “És um assassino! Tuas leis não te proíbem matar um homem? E quem faz mais do que um homem não vale pelo menos tanto quanto ele? Eu, como humilde avezinha, entoando a minha tagarelice selvagem como o marinheiro entoa o seu canto de animação na véspera de praticar seus feitos, faço elevar-se toda essa floresta de pinheiros; bordo a beira das matas com o verdor dessas viçosas árvores de ereção perfeita; multiplico, à medida de minhas forças, o madeiro providencial que te serve de teto, que te dá o verde das invernadas, que te engorda o porco, que te locomove dando o nó de pinho para substituir o carvão-de-pedra nas vias férreas. E ignoras como eu opero!... Vem. Acompanha-me ao local onde me interrompeste o trabalho, para aprenderes o meu doce mister. Vês? Ali está a cova que eu fazia e, além, o pinhão já sem cabeça, que eu devia nela depositar com a extremidade mais fina para cima. Tiro-lhe a cabeça porque ela apodrece ao contato da terra e arrasta à podridão o fruto todo, e planto-o de bico para cima a fim de favorecer o broto. Vai. Não sejas mais assassino. Esforça-te, antes, por compartilhar comigo nesta suave labuta.” A gralha desapareceu e eu voltei à razão. Levantei-me a custo e fui ter ao local escavado pelas aves, uma das quais jazia com o peito manchado de sangue, ao lado de um pinhão já sem cabeça. Admirado, verifiquei a certeza da visão: mais adiante cavouquei com as mãos a terra revolvida de fresco e descobri um pinhão com a ponta para cima e sem cabeça. O José Fernandes fez uma pausa e depois concluiu, mal encobrindo a sua alegria: - Aí está, caro Fidêncio, como vim a ser um plantador de pinheiros. Quero valer mais que um homem: quero valer uma gralha azul!”
JAIR, Floripa, 01/08/10.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Pequenos e Charmosos Alados
Anum? Estava em nossa gravioleira. Acho que eram dois, mas só consegui clicar esse bonitão aí. |
![]() |
Essas fotos são antigas, já publicadas no Multivias. Ele está em um pé de figo. |
Bicudo assim só pode ser um beija-flor, não? |
Casal de tesourinhas? |
Ele fica todo o tempo cantando: Tsi, tsi, tsi... |
Casal de bem-te-vis. Esse topetudo, com certeza deve ser o macho. |
Quem conseguir identificá-los ganhará... na loto! |
Esse é um...??? (Preciso aprender muito mais) |
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Energia
Qual é a marca da civilização? O que define que os povos, as nações, os países, tornaram-se civilizados? Essas questões singelas, de respostas também bastante simples, encerram o que hoje é o maior desafio da humanidade: continuar “civilizada”. Enquanto vagava como caçador-coletor, o homem não era um grande consumidor das energias naturais a seu dispor, abrigava-se em cavernas, choupanas improvisadas, comia carne crua ou assada quando houvesse meios para isso e, na maior parte das vezes, alimentava-se de frutos maduros onde os encontrasse e vestia-se de peles de animais ou vivia nu. Em matéria de consumo de energia o ser humano era minimalista, quase nada exigia do ambiente que o cercava e não desfrutava de uma organização sofisticada que lhe impusesse encontrar meios de obter energia para sua vida simples. Desde que o Homo sapiens agregou-se em comunidades semi fixas onde passou a praticar agricultura e domesticação de animais para sua sobrevivência e conforto, começou o que podemos chamar do ciclo da energia. Essa é a marca da civilização.
Já nos aglomerados familiares, tribais e de clãs iniciais, o homem se viu frente à necessidade de obter energia para seu modus vivendi que, agora, postulava novos níveis de consumo, tratava-se de comunidades com algum nível de sofisticação. O fogo de lenha, inicialmente, atendia os reclamos de cozimento da caça e pesca e a necessidade aquecimento de seus abrigos. Contudo, até pela quantidade de pessoas que conviviam, apareciam novas demandas e, em consequência, artesanato, confecção de utensílios cerâmicos e, mais tarde, fabrico de armas metálicas exigiam novas fontes de calor. O carvão, pela facilidade do uso in natura e pela abundância, foi a escolha compulsória. O carvão foi e ainda é, a fonte de energia não renovável mais utilizada ao longo da história da civilização.
Com o crescimento da população mundial, com a complexidade das novas conquistas tecnológicas, com a demanda cada vez maior por fontes energéticas, o petróleo entrou na dança. No início, o petróleo, depois do refino para se obter um tipo de querosene, era usado para iluminação pública e doméstica, e aquecimento dos lares em aparelhos rudimentares. Com o aparecimento do automóvel, não é necessário dizer, o petróleo tornou-se uma espécie de deus da vida civilizada. Não é estultice afirmar que quase toda estrutura de nossa sociedade dita civilizada está calcada no consumo do petróleo. Ainda que as fontes hidráulicas, as quais nos fornecem energia elétrica e até outras fontes menos expressivas como as usinas atômicas, sejam, também, importantes para o suporte da demanda do Homo sapiens, o petróleo é a prima donna do elenco energético do Planeta.
Pois é, depois de muito tempo de consumo desenfreado, depois que o petróleo se tornou, muito além de sua utilização normal como fonte de energia, um fator político que desencadeia guerras, que constrói e destrói economias, o homem, finalmente se dá conta que ele é não renovável, que ele um dia vai acabar, que usar como se usa o petróleo é uma viagem sem volta. E agora José? Vamos continuar consumindo cegamente esse produto para manter nossos níveis de civilização e deixar a conta para nossos descendentes? Ou vamos repensar o que chamamos de civilização, e retornar a um nível racional de consumo energético de modo a que o próprio Planeta se encarregue de repor o que consumimos? Veja bem, não se trata apenas de descobrir e usar outras fontes, as chamadas fontes de energia alternativa como solar, biomassa, eólica, geotérmica etc. Não é apenas isso. Trata-se de repensar a civilização, trata-se de olhar ao redor e perguntar: Será que para ser feliz eu preciso de tudo isso? Será que apenas um carro por família não é suficiente? Por que devo ter sempre mais? A felicidade é, realmente, ter ao invés de ser? Vale a pena queimar todas as fontes de energia do Planeta para, supostamente, atingir um nível de “civilização” discutível e que não pode ser mantido ad infinitum? Viemos aqui (ao Planeta) apenas para destruí-lo? Somos agentes finais de um ciclo de extinções que, de tempos em tempos, passa nosso Planeta?
Então, a energia que consumimos para manter a civilização é aquela que o Planeta “fabrica” pela transformação do calor que recebe do sol em energia biológica, a qual, depois de outras mudanças químicas surge como lenha, petróleo, carvão etc. A energia geotérmica, embora não relacionada diretamente com a luz solar atual, é um resquício da formação do Planeta e, de certa forma, pela quantidade existente, é virtualmente inesgotável. Mesmo que o homem descubra meios seguros e eficazes de transformá-la em energia aproveitável, deverá durar enquanto o Planeta existir. Portanto, não está em questão esta fonte, ela existe e, certamente, será aproveitada num futuro próximo. A questão é outra, mantidos os níveis atuais de aumento de consumo, não haverá tempo para desenvolver nem encontrar fontes energéticas suficientes antes do colapso da civilização. Estamos numa corrida amoque rumo à extinção exclusivamente por nossa incúria. Não temos consciência que a energia que consumimos e que é a marca de nossa civilização será a marca de nossa extinção também. A única maneira de escaparmos dessa armadilha que armamos será baixar nosso consumo para níveis que tornem viável a reposição do que consumimos. Essa é uma decisão dificílima que traz a extinção da civilização como contrapartida, não há alternativa. Se o homem é o ser inteligente que suspeitamos que seja, está na hora de encarar o desafio. Gaia agradece. JAIR, Floripa, 22/08/10.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Esponjinha

Esponjinha, esponja, manduruvá, quebra-foice (Calliandra brevipes). Família das leguminosas. Arbusto de até 2 metros. Fizemos essas fotos em Goiânia, no Parque Areião*, em abril último. Podemos vê-las em volta do Parque inteiro.
Em outubro de 2008, mostramos fotos de uma outra esponjinha, a Calliandra tweedii. Veja em Via Verde 10: Esponjinha no blog Multivias. Dependendo da região, há variações no tamanho das plantas.
Post feito para o blog Multivias e publicado em 24 de maio deste ano.
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