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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Gatos e marinheiros


Todos sabemos que a evolução dos seres vivos deste Planeta se faz através de adaptações ao meio, de forma que o mais apto tem maior possibilidade de sobrevivência e de deixar descendentes. A lógica da evolução é muito simples. Em todos os seres vivos existem variações, assim como cores, tamanhos, aptidões e capacidades diversas, as quais são passadas de geração em geração. Nascem mais indivíduos do que são capazes de viver e procriar, o que equivale dizer que se o indivíduo morre cedo em geral não deixa descendentes. Em consequência, desenvolve-se uma batalha por permanecer vivo e encontrar um(a) parceiro(a). Nessa luta aqueles que possuem certas variantes (os mais aptos, no dizer de Darwin) prevalecem sobre os que não as têm. Tais diferenças passam para seus herdeiros pela capacidade de transmitir genes – seleção natural – significa que formas favoráveis tornam-se mais comuns com o passar das gerações.
Ocorre que a “disputa” pela sobrevivência opõe carnívoros e herbívoros, por excelência, de forma que uns e outros – gazelas e leões, por exemplo – disputam uma “corrida” evolutiva na qual vence o mais rápido, o mais ágil, o mais esperto. Também, nessa luta, os meios de propagação das espécies estão ligados a mecanismos que tornam isso possível. Assim, as plantas floríferas utilizam veículos que transportam seus pólens para fertilizar “parceiros” que transmitirão seus genes para a geração seguinte. Cada planta desenvolveu “parceria” com o vento, insetos e outros animais para se perpetuar.
O trevo vermelho é um caso que resulta numa boa estória. Até Darwin observou que o trevo vermelho é polinizado tão somente pela mamangaba, uma espécie de abelha grande, aliás, em alguns lugares chamada de abelhão. Este é único inseto que pelo seu porte é capaz de se introduzir no âmago da flor para retirar o néctar que lhe garante a sobrevivência e, desse modo, “sujar-se” do pólen que vai engravidar outra planta da mesma espécie. É tão completamente biunívoca essa relação trevo/mamangaba que um deixará de existir se o outro desaparecer, segundo entomologistas e botânicos.
Exemplo gritante dessa relação encontra-se na Nova Zelândia. Para lá foram transplantados trevos vermelhos que são alimentação excelente para o gado vacum. Como essa planta não é natural de lá, foi necessário importar os abelhões para tornar possível a perpetuação dos trevos naquelas bandas. Não havendo predadores das mamangabas na Nova Zelândia, os insetos se multiplicaram com facilidade de forma que os trevos tornaram-se abundantes e viçosos com nítida vantagem para a criação de gado. A carne de gado vacum é abundante, barata e de boa qualidade, de forma que concorre com facilidade com a carne produzida na Europa. A Nova Zelândia agora exporta carne para a Inglaterra, país que lhe forneceu o trevo e os abelhões.
Mas a estória é a seguinte. Na Inglaterra, notou-se, os ninhos dos abelhões naturais dos campos são mais abundantes nas proximidades das aldeias e pequenas cidades. E que essas mesmas aglomerações humanas têm muitos gatos domésticos. Como o predador natural dos abelhões é o rato, onde há gatos a população de ratos diminui e a das mamangabas aumenta, de modo que o trevo vermelho se beneficia da polinização que esse aumento propicia. Mais trevo disponível, gado mais gordo, sadio e abundante. E a estória continua. O trevo abundante graças aos gatos resulta em produção alentada de carne que é alimentação principal dos marinheiros. Há, portanto, a inferência que gatos fizeram da Inglaterra vitoriana a grande potência marítima que determinou o formato do mundo hoje. Em seguida, Thomas Huxley sugere que as solteironas britânicas com sua mania de adotar gatos, são responsáveis pelo poderio da marinha da Inglaterra.  
Para fechar o círculo, o francês Fischesser é de opinião que o poderio marítimo inglês ao privar de maridos as mulheres, estas se voltam para criação de gatos que, em última análise, são responsáveis por esse mesmo poderio marítimo. A sábia natureza com um empurrãozinho do não tão sábio Homo sapiens, pratica uma circunvolução evolucionista que dá um nó até na história moderna. JAIR, Floripa, 15/04/2013. 

6 comentários:

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Olá Jair,estou aqui para lhe agradecer pelo o Acróstico feito no seu comentário do meu Prazer de Escrever.
Obrigada pelos elogios.
Abraços-Carmen Lúcia.

Pedro Luis López Pérez (PL.LP) disse...

Es cierto; existe un equilibrio Natural de los habitats. En Australia llevaron muchos conejos y al no haber un depredador natural de ellos, se convirtieron en una auténtica epidemia.
No sabía lo de los gatos y la importancia que tuvo para la Marina Inglesa.
Muy buena Entrada.
Abraços.

Cadinho RoCo disse...

Ao final das contas percebemos que estamos todos ligados a tudo de uma ou outra maneira.
Cadinho RoCo

silvioafonso disse...

.

Amanhã, sexta-feira, farei uma
brincadeira
com relação a terceirização e gos-
taria de contar com a sua leitura.

Ah, como gostei do seu blog, vou
segui-lo. Espere que goste do meu.

Um abraço e obrigado.



.

Cecilia disse...

Vários Blogs, andei observando todos, mas este me identifiquei mais, quando se trata de animais ainda mais gatos que tenho verdadeira loucura, chamou-me a atenção. Nota-se que ate na vida animal torna-se disputa, a eterna natureza de geração para geração se prolifera, mesmo desenvolvendo-se como, ela é tão perfeita que a morte não faz com que se proliferem em demasia. Sábia, perfeita nossa mãe natureza! Belas palavras! Voltarei! Big abraço.

Lu Almeida Imoto disse...

Excelentes informações; gostosas informações...

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