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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Carcará - I



YouTube: Chico Buarque e João do Vale - "Carcará" (1982)

Como prometido nos comentários do post Que Ave é Essa?, estamos deixando aqui a letra da música Carcará, composta por João do Vale. Para apreciação de todos vocês deixamos também dois vídeos: Este de cima, com Chico Buarque e João do Vale e, abaixo, na postagem anterior, com Maria Bethânia. O primeiro é em rítmo de forró, bem de acordo com as festas de São João, tão comuns em junho e julho em todo o Brasil.

Que avezinha que nos deu o que falar, não é mesmo? Obrigada a todos que nos ajudaram a descobrir que se tratava de um carcará! Obrigada ao Jair por nos ter lembrado a música. Agora é só curtir música e vídeos!!!

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Carcará - II



Maria Bethânia - Carcará - 1999

Carcará

Maria Bethânia

Composição: João do Vale/José Cândido

(Glória a Deus Senhor nas altura
E viva eu de amargura
Nas terra do meu senhor)
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que homem
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Mas quando chega o tempo da invernada
No sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Estribilho
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa no bico inté matá
Carcará
Pega, mata e come!

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Letra e Vídeo de: letras.mus.br

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Plantando a Mandioca

Texto publicado no blog www.jairclopes.blogspot.com em abril de 2009.


Foto retirada da internet.

No dia 22 de abril comemora-se o dia da mandioca. Essa fabulosa planta encontrava-se aqui no Patropi quando as caravelas de Cabral chegaram. Na história da ocupação dos continentes pelo homem paleolítico, vários fatores influenciaram na velocidade e delimitação dos deslocamentos, determinando a densidade populacional das tribos nômades que ocupavam uma nova terra. Clima e geografia do terreno eram fatores importantes para que os humanos resolvessem se estabelecer num local, contudo, os fatores fundamentais eram água, animais e plantas comestíveis disponíveis. De nada adiantava haver ótimo clima com terreno favorável se não houvesse o que comer e beber. Desde que as tribos de homens caçadores-coletores, oriundos da África, iniciaram o nomadismo motivados, talvez, pela busca de lugares mais favoráveis à perpetuação da espécie, a história humana é uma reprodução exata da história dos alimentos.
Tão precisa é essa justaposição de histórias que existe até um ramo da ciência chamado etnobotânica que estuda as relações homem/planta em suas diferentes dimensões, que visa resgatar dos grupos humanos o saber quanto aos papéis que as plantas representam para os diferentes ambientes culturais e os significados que os grupos sociais lhes atribuem. Talvez com apenas uma exceção, a Austrália, todos os demais continentes e locais ocupados pelo homem primitivo eram úberes, isto é, possuíam meios abundantes de sobrevivência. Não é por acaso que a civilização humana surgiu primeiro no chamado Crescente Fértil, região da então Mesopotâmia e entorno, hoje Síria, Irã, Iraque, Egito, Jordânia, Israel e parte da Turquia. A Mesopotâmia caracterizava-se, claro, pela abundância de água fornecida pelos rios Tigre e Eufrates e pela existência das primitivas gramíneas que, domesticadas, deram origem ao trigo, ao centeio e a cevada. Provavelmente o Asno é oriundo dessa região, onde foi domesticado contribuindo também para a fixação dos homens primitivos.
As tribos primitivas continuaram se deslocando e fixando-se em todos os continentes habitáveis sempre que as condições fossem benévolas, indícios paleontológicos indicam que há vinte mil anos o homem, depois de ocupar o leste da Ásia, atravessou o estreito de Bhering e adentrou as Américas por onde hoje é o Alasca. Vindo para o sul onde o clima era mais favorável, os primitivos foram se fixando e formando nações em áreas nas quais havia alimento na forma de animais e plantas domesticáveis.
Portanto, não é surpresa alguma que os impérios Inca e Asteca tenham se desenvolvido no Peru e no México, locais onde havia as plantas que deram origem à batata e ao milho. A equação abundância de alimento disponível + água + clima = civilização, se fechava novamente. A leste da cordilheira dos Andes surgiram inúmeras nações, mais uma vez atraídas pela uberdade das terras. Não é a toa que tornou-se célebre a frase de Caminha, “em se plantado tudo dá”. Havia em abundância frutas tropicais, peixes, aves, mamíferos, e, principalmente, mandioca. A mandioca, Manihot esculenta Crantz, é uma planta perene, arbustiva, pertencente à família das Euforbiáceas. Na sua origem a planta é uma falsa trepadeira, falsa porque as verdadeiras possuem gavinhas, coisa que a mandioca não tem. A parte mais importante da planta está sob a terra, os tubérculos. Rica em fécula, utilizada na alimentação humana e animal ou como matéria prima para diversas indústrias. Originária provavelmente do Brasil, a mandioca era cultivada pelos índios, por ocasião da descoberta do país.
No Nordeste, ela é conhecida como macaxeira. No sul, como aipim. Mas tem ainda muitos outros nomes: candinga, castelinha, maniva, mandioca-brava, xagala, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniveira, moogo, mucamba, pão-da-américa, tapioca, pão de pobre, macamba, uaipi e pau de farinha. Mandioca, palavra de origem tupi batiza, com mais freqüência, essa planta da qual somos, orgulhosamente, o maior produtor do mundo, trinta por cento da produção do planeta podem ser postos na nossa conta. Lendo os cronistas que andaram pelo Brasil por diferentes épocas e regiões, percebe-se que as técnicas do plantio da mandioca por eles descritas, sofriam pequenas variações, levando-nos a crer que essa quase uniformidade em tais costumes de lidar com a terra e manejo com as mudas denuncia uma origem comum, tanto das diversas variedades da planta como dos povos que as descobriram.
A mandioca, depois de conhecida dos portugueses, passou a ser considerada por Portugal um elemento de fundamental importância para o desenvolvimento de suas atividades relacionadas não só às conquistas de novas terras, como ao desenvolvimento do tráfico negreiro. Dessa forma, tal importância recaía no valor nutricional desses tubérculos que permitiam alimentar não só os portugueses que iam se fixando nos pontos da costa africana onde eram instaladas feitorias, como também servia de alimentação dos escravos, tanto nos navios como nos diferentes pontos do Brasil, onde eram negociados e levados por seus compradores para diferentes áreas do país. O componente nutricional mais importante do tubérculo da mandioca é a fécula (amido), cujo teor nas raízes frescas varia de 25 a 35%. Dependendo do vegetal de origem, o amido possui uma denominação: Amido (propriamente dito) - Reservado para o de origem de sementes ou grãos como milho, trigo, arroz. Fécula - Quando extraído de raízes, tubérculos e rizoma. Sagu - O verdadeiro sagu é obtido da parte central ou da medula de certas palmeiras. A fécula, amido da mandioca, é mais conhecida como polvilho ou goma, extraído com a decantação da água de lavagem da mandioca ralada. Vários tipos de farinha são obtidos da mandioca, a farinha branca de mesa, puba, tapioca (transformação do polvilho) e outros, além de bolos, caldos e o tucupi, líquido extraído durante a produção da farinha e polvilho, originariamente típicos da culinária indígena. A mandioca também é usada como forragem na alimentação animal, as folhas, ramas e restos de casca ou os desperdícios industriais do processamento da mandioca dão ótima ração. Através de processos de fermentação e ação enzimática, além de outras reações químicas, as indústrias extraem da mandioca vários produtos químicos dentre os quais o principal é o álcool combustível.
Ao contrário dos cereais considerados nobres como o trigo e a cevada, a mandioca não é listada como alimento de importância mundial, no entanto, nós tupiniquins sabemos que sem esse vegetal a história de nosso país provavelmente teria sido muito diferente, e até o anedotário nacional sofreria algum dano, seria mais pobre. Lembrando que a forma cilíndrica do tubérculo torna óbvia sua comparação com o membro masculino, a gaiatice brasileira criou inúmeras anedotas explorando essa conotação. Vejamos uma conhecida piada, que por ser velha não deixou de ser boa: “Você sabe qual a melhor lua para plantar a mandioca?”. A lua-de-mel, é claro! JAIR, Floripa, 21/04/09.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mais Algumas Aves para Identificação

1-

2-



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4-

5-

6-

Brincando, fotografando e aprendendo... Quer brincar conosco?

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Lixo Eletrônico


 Você sabia:
160 milhões
de brasileiros têm celular.

60 milhões
de computadores estão em uso no Brasil. Em 2012, serão 100 milhões, um computador para cada duas pessoas.

50 milhões
de toneladas de lixo tecnológico são produzidas por ano em todo o mundo. Somente 10% dessa quantidade é reciclada ou reaproveitada, sendo que no Brasil cai para 1%.
  • Ao adquirir um aparelho, pergunte se o fabricante tem preocupações ambientais e se recolherá as peças usadas para reciclagem.
  • Não há necessidade de trocar de celular ou de computador todos os anos. Quanto mais produtos comprados, maior a quantidade de lixo produzida.
  • Se for realmente necessário comprar um novo eletrônico quando o seu ainda estiver funcionando, doe o antigo. Assim, a vida útil do aparelho é prolongada e a pessoa que receberá não precisa comprar um novo.
  • Quando o descarte for inevitável, entre em contato com a empresa que produziu o equipamento e pergunte se há programa de reciclagem e onde as peças são coletadas.
  • Procure aparelhos que façam diversas funções ao invés de comprar vários aparelhos. Isso diminui a quantidade de lixo e reduz o consumo de energia (um aparelho com muitas funções consome menos do que todos os outros quando usados separadamente).
  • Seja adepto ao consumo responsável: informe-se sobre as consequências que seus bens causam no ambiente, esteja ciente de seus maus hábitos e tome atitudes para melhorar.
  • Compre sempre produtos eletrônicos originais. As empresas que os falsificam não seguem políticas de preservação do ambiente ou não se responsabilizam pelas peças comercializadas depois que sua vida útil chega ao fim.
  • Produtos que possuem programas de preservação podem ser mais caros, devido ao gasto com essas iniciativas que pode ser passado para o consumidor. Mas a diferença não pode ser muito grande e por isso vale a pena comprá-los.
  • Divulgue para outras pessoas informações sobre lixo tecnológico.
  • Muitos usuários de tecnologia não sabem o tamanho do problema que estão ajudando a construir.
  • No site http://www.computadoresparainclusao.gov.br/, você encontra locais que recondicionam equipamentos de informática usados e os distribuem para iniciativas de inclusão digital em todo o Brasil.
Texto original: Revista Pro Teste Edição 91 mai/10

 Charge: Gana de lixo eletrônico - Juliano Dall Agnol

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Que Ave é Essa?


Pensei que fosse um urubu. Mas, grande assim? E as partes brancas? Você conhece essa ave? 




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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Coleópteros




Composição fotográfica feita pelo autor.



Texto publicado no blog: www.jairclopes.blogspot.com em abril de 2009.

Coleópteros são insetos da ordem Coleoptera cuja característica mais notável é aquela carapaça lustrosa, muitas vezes bem colorida que cobre as asas delicadas, protegendo-as. Essa carapaça ou casquinha, chamada élitro, contribui para a estética do bicho e suas cores e padrões podem definir a espécie ou variedade a qual o inseto pertence. Todos os besouros, joaninhas, vaquinhas, carochinhas, gorgulhos, cascudinhos, escaravelhos, carunchos, brocas ou qualquer nome que se dê a esses insetos blindados, são coleópteros. Esses bichos são extremamente bem adaptados aos diversos climas e variedade de ambientes, de forma que vivem em desertos, planícies, matas ciliares, rios, lagos, praias, mangues, montanhas, florestas tropicais e temperadas, pântanos, campos e quaisquer outros nichos ecológicos imagináveis de todos os continentes com exceção da Antártida. Grande parte das pragas que atacam as lavouras são coleópteros, quer insetos adultos, quer suas larvas. Assim, nos acostumamos associar esses bichos com danos que eventualmente eles nos causam e os temos na conta de inimigos públicos, para dizer o menos. Entretanto, essa idéia de perversidade ligada ao inseto não se traduz em números, das 350 mil espécies conhecidas de coleópteros, apenas algumas dezenas, efetivamente, ocupam-se em atacar os cultivares desenvolvidos para alimentação humana, a esmagadora maioria é inocente, ou seja, trata-se de insetos inofensivos que só estão preocupados com a reprodução, alimentação e modus vivendi lá deles, sem tomar conhecimento que na superfície do planeta em que vivem, existe um tal de homo sapiens, seja lá o que isso for ou represente para sua própria existência. Outras tantas espécies podem ser bonitas, úteis, curiosas, muito grandes, muito pequenas, ignoradas, feias, bizarras, estranhas ou indiferentes, mas não molestam o ser humano. A Joaninha é um exemplo de animal bonito e útil – quem durante a infância não apreciou a beleza colorida da carapaça pintalgada de uma joaninha? As joaninhas são predadores no mundo dos insetos e alimentam-se de afídeos, moscas-da-fruta e outros tipos de insetos. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas, o mais das vezes, são consideradas benéficas pelos agricultores. O Besouro vira-bosta ou escaravelho é exemplo de animal útil também: é um bichinho de cerca de 4 centímetros de cor verde metálica ou marrom, que tem como característica o hábito de fazer uma bola de excrementos de animais, principalmente de cavalo, a qual costuma rolar até um local onde, junto com a fêmea, que põe ovos sobre a bola, enterra e deixa para as larvas que nascerem se alimentarem. Essa bolas servem de adubo para a terra onde se encontram. O Besouro bombardeiro é o típico animal curioso: Vivendo na superfície da terra este besouro passa a maior parte do tempo se escondendo entre raízes de árvores ou debaixo de pedras. Sendo um animal carnívoro, gosta de comer insetos de corpo mole e moluscos como lagartas e caracóis, sendo muito veloz para alcançar sua presa. O nome de bombardeiro se dá ao fato de que quando se sente ameaçado bombardeia, em qualquer direção em que se encontre seu predador, com o jato de um líquido que sai do seu abdome. Este líquido sai e provoca uma espécie de fumaça azulada produzindo um barulho alto assustando deste modo o inimigo. Esse líquido expelido sai fervendo e com um cheiro bastante forte e desagradável, podendo provocar queimaduras em outros insetos. Na pele humana só causa uma leve ardência. O Besouro gigante é bizzarro, não só é o maior besouro como também é o maior inseto do mundo. Além ser o maior inseto em peso, também é o maior invertebrado voador. Vive na Floresta Amazônica e se alimenta de material orgânico em decomposição no solo úmido. Pode chegar até a 22 centímetros de comprimento, é maior do que a mão de um homem adulto, e pesar cerca de 70 gramas. Em matéria de periculosidade também os coleópteros estão bem representados. O Besouro venenoso medindo de um dois centímetros vive no sul e centro da Europa, Sibéria e América do Norte. Começa a aparecer na Europa durante o verão. A fêmea põe seus ovos próximos às colméias, pois quando os filhotes nascem entram no ninho das abelhas. Lá dentro sofrem uma transformação, soltam a pele e viram larvas minúsculas que passam a se alimentar das larvas das abelhas. Além de exalar um cheiro muito forte, para que os predadores não se aproximem, eles soltam um veneno que queima a pele formando bolhas. Insetos considerados dos mais venenosos que existem. Outro coleóptero muito interessante é o Besouro Serrador, este bicho costuma fazer um corte bem definido em torno de um galho, o qual derruba e no qual a fêmea deposita ovos que, ao eclodirem, geram larvas que se alimentarão da madeira do galho. O Vaga-lume ou pirilampo também é um coleóptero dos mais estranhos. Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea do vaga-lume pode somente arrastar-se no chão. Como ela faz para chamar a atenção dos machos alados que zumbem no ar quente da noite? Para compensar a falta de asas, desenvolveu algo muito especial: pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância que em determinadas condições se torna luminescente. A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé aéreo e venha juntar-se à fêmea. Essa diferenciação tão marcada entre os sexos é rara entre os coleópteros. Na maioria das espécies de pirilampos ambos os sexos são alados e luminescentes, e o macho atrai as fêmeas com suas luzes pisca-pisca. Este processo é chamado de "oxidação biológica" e permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor. As luzes têm diferentes cores, pois variam de espécie para espécie e nos insetos adultos facilitam a atração sexual. Os lampejos equivalem ao início do namoro: são códigos para atrair o sexo oposto. Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça. De todos os coleópteros o Vaga-lume talvez seja o mais exótico de todos. Bem, considerando esse multimilenar universo de seres pequenos, podemos facilmente escolher os coleópteros como os representantes mais formidáveis dos insetos pela sua espantosa variedade, pela diversidade de suas aptidões e pela beleza de seus coloridos. JAIR, Floripa, 12/04/09.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O que é desenvolvimento sustentável?


Desenvolvimento Sustentável
A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.

Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.

Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.

Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.

O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?
O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível.

Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades.

Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
Texto original: http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/

Morte de cardumes de tilápias no Açude Juracy Magalhães - Itaberaba/ BA, pela falta de oxigenação provocada pelo despejo dos esgotos públicos, esta situação se agravou no decorrer do mês - junho 2010 - Foto: Altair Ramos

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domingo, 20 de junho de 2010

Prá não dizer que não falei do Milho



Teosinto e milho moderno.


Texto publicado no Blog: www.jairclopes.blogspot.com em março de 2009.
No meu texto “A CIVILIZAÇÃO VALE A PENA?” escrevi: "A economia asteca estava baseada primordialmente no milho...”, e mais não disse por que não cabia, o assunto era outro. Contudo, senti necessidade de falar sobre esse alimento tão fundamental para o ser humano. Então, vamos começar por onde o milho começou. O Teosinto é uma gramínea anual como o trigo, o centeio, a cevada, o arroz etc, cespitosa (que forma touceiras) de aspecto semelhante ao milho, do qual é considerada ancestral, forma grandes touceiras, podendo atingir 3 metros de altura e seu perfilhamento é muito agressivo, ou seja, emite rebentos de forma abundante para todos os lados. Adaptada a climas quentes e solos férteis, não crescendo bem em solos arenosos, pobres e secos, é planta nativa das Américas Central e do Sul. O Teosinto, atualmente considerado de mesma espécie e com várias subespécies deu origem ao Milho nosso de cada dia que é uma gramínea da família Poaceae, da tribo Maydeae, do gênero Zea para distinguir desse seu parente silvestre mais próximo.
O milho é um cereal essencialmente americano, uma vez que só nosso continente que se encontram os seus parentes selvagens mais próximos, seus ancestrais, e onde foi domesticado pelos aborígines mesoamericanos há mais ou menos 3500 anos. Fora das Américas, não existem fósseis e nem evidências lingüísticas, históricas ou pictóricas de milho ou teosinto, seu ancestral. Atualmente o milho é a planta cultivada que atingiu o mais elevado estágio de domesticação, uma vez que perdeu a capacidade de sobrevivência sem intervenção humana. Ocupa lugar de destaque como principal alimento dos vários povos e civilizações americanos, fato evidenciado pelos relatos históricos. Expandiu-se, até ocupar praticamente todo o continente americano, em conseqüência da seleção do homem e da seleção natural, e, em virtude do descobrimento e colonização das Américas, estendeu-se pelo mundo todo, tornou-se o alimento mais importante do planeta depois do trigo e do arroz. Cristóvão Colombo é considerado o descobridor não só do Novo Continente, a América, mas também de seu mais reputado alimento, o Milho.
Rico em lipídios, proteínas, vitaminas A e C e carboidratos, esse cereal branco ou amarelo, protegido por camadas de folhas fibrosas, era há muito tempo a principal fonte de energia consumida pelos índios americanos. O modo mais comum de utilização do milho pelos nativos era como farinha ou fubá. Depois de pilado, o cereal era então fervido e comido como polenta ou ainda, transformado em deliciosas tortilhas e massas comestíveis que faziam a festa dos Astecas, Maias, Incas e demais povos da região meso-americana e andina.
Esses povos tinham muitos conhecimentos em astronomia, arquitetura, matemática, irrigação, agricultura, drenagem, artesanato e economia, entre outras. Destaque-se também que souberam se apropriar dos elementos naturais que lhes eram fornecidos nas regiões em que se estabeleceram para não apenas sobreviver, e sim, para viver de forma confortável e até majestosa. Essas tradições foram preservadas até os dias de hoje e esses alimentos derivados do milho continuam sendo muito populares.
Tive oportunidade de trabalhar na Bolívia por algum tempo e constatar a grande variedade de comidas e bebidas típicas feitas de, ou que levam milho na feitura. Além das mencionadas tortilhas e polentas, também é comum o consumo do milho cozido temperado apenas com sal - ao quais algumas pessoas gostam de adicionar manteiga - ou ainda assado na grelha - sendo que em algumas regiões coloca-se a espiga no fogo sem que se retire a palha.
O que também chamou muito a atenção dos conquistadores espanhóis que dominaram as civilizações americanas foram os mercados públicos onde se vendiam muitos produtos, alguns conhecidos pelos europeus e outros totalmente desconhecidos, como é o caso do próprio milho, do cacau, e, consequentemente, do chocolate, do tomate e de várias espécies de pimentas. Incas, Maias e Astecas ficaram historicamente conhecidos como “civilizações do milho” por sua relação tão intensa e mística com esse cereal. Conta-se que, a despeito da luxuosidade das refeições dos líderes desses povos, o dia a dia era pautado em refeições simples, onde o milho era presença obrigatória.
Se não existissem outros motivos como os calendários precisos e a arquitetura para reverenciar os povos pré-colombianos, o milho já seria o bastante. Esse cereal é, juntamente com a batata que também originou-se e foi domesticada no Novo Mundo, o maior e mais importante legado que os tripudiados aborígines americanos deixaram para o resto do planeta. JAIR, Floripa, 19/03/09.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Flor-de-são-joão


É em junho que ela ama aparecer. Deve gostar do forró das festas juninas. Tanto fez que acabou ganhando esse nome: Flor-de-são-joão! Olha só que linda ela é... Toda espevitada e colorida, pronta para dançar e rodopiar nas festas de São João!
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Flor-de-são-joão, cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta). Família das bignoniáceas. É originária da América do Sul, Brasil e Paraguai. É uma planta trepadeira que pode atingir até 10 metros. Boa para revestimento de cercas; é também vista em beiras de estradas e barrancos. Floresce no inverno.
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Boas Festas Juninas!!!
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Post publicado no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades em 15 de junho de 2009. Veja mais fotos: Via Verde 46: Festas Juninas com Flor-de-são-joão .

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ecologia Geral, Ecologia Social e Política, Ambientalismo e Viver Sustentável - Vamos procurar compreender?


Dois amigos me perguntaram sobre a diferença entre ecologia e meio ambiente. Percebi que essa é uma questão que confunde a todos nós, apesar de ser um assunto já bastante discutido no mundo todo. Respondo com alguns artigos encontrados. Um deles em forma de aula - aula para o segundo grau; um outro, do pesquisador, economista e político francês Alain Lipietz¹ abordando a ecologia de um modo geral, a ecologia social e política; ele também nos fala, com uma linguagem bem compreensível, sobre o desenvolvimento sustentável. Como o artigo está em francês e inglês, transcrevo uma tradução do site ecologiasocial - transcrito, na íntegra, na nota de rodapé 'Mais informações'. Trancrevo também o exemplo de como os alunos de uma pequena escola podem trabalhar e vivenciar a ecologia no meio ambiente em que vivem. Exemplo que deveria ser seguido por todos nós! Coloco, no final, alguns endereços que tentam esclarer essas nossas dúvidas de uma maneira mais prática.
...
1- "O que é ecologia?  
...
    Existe uma grande quantidade de definições para a ciência da ecologia. Principalmente, na tentativa de estabelecer os limites desta ciência em relação as demais ciências biológicas. Costuma-se dizer que a ecologia é uma  ciência de síntese, pois agrega informações de diferentes ramos do conhecimento. 
    A definição formal mais comumente encontrada em livros e apostilas de segundo grau é a seguinte: 
    "Ecologia é a ciência que estuda as interações entre as espécies e destas com o meio ambiente". 
    Esta definição conduz a uma idéia de que a ecologia seria algo próximo a história natural. Ou seja trabalharia com a descrição das interações entre as espécies e de como estas espécies utilizariam o ambiente para conseguir seus propósitos.
    Contudo, nem sempre é isso que o ecólogo está procurando desvendar. Principalmente quando se trata de abordagens experimentais, seria mais apropriada a seguinte definição:
    "Ecologia  é a ciência que estuda os fatores que determinam a distribuição e abundância das espécies".
    Assim, o ecólogo teria como objeto de estudo os fatores que influenciam em escala espacial (geográfica) e temporal a biologia das espécies. Estes fatores podem ser do ambiente físico/químico, que interfere no funcionamento do metabolismo dos indivíduos, ou do ambiente biótico, onde encontramos as interações entre espécies (competição, parasitismo, predação, mutualismo etc) e entre indivíduos de uma mesma espécie (competição, canibalismo, sociabilidade etc). 
    A ação conjunta destes fatores ecológicos e de uma boa dose de acaso mediaria os processos evolutivos pelo qual todas as espécies passam desde seu surgimento.

Ecologia versus ambientalismo
 
    Existe diferença entre ecologia e ambientalismo? Para muita gente ecologia e ambientalismo podem ser consideradas como sinônimo. Contudo não são. 
    A ciência da ecologia surgiu a mais de um século a partir da necessidade de fitogeógrafos de ampliarem seus conhecimentos sobre os fatores determinantes da distribuição das plantas. 
    Nesta época (1869), um biólogo alemão chamado Ernest H. Haeckel,  que era um entusiasmado defensor e propagador das idéias de Charles Darwin, teve a percepção de notar que seria necessária uma nova ciência para abranger a amplitude do estudo das relações dos seres vivos e o ambiente que os circundava. Assim, Haeckel cunhou o termo Ecologia, que deriva do  grego (Oikos: casa, logos: saber, estudo). 
    Entretanto, o  termo ecologia somente começou a ser mais utilizado em 1895, quando o fitogeógrafo Warming utilizou-o no título de seu livro “Plantesamfunn grundträk den ökologiske plantegeograf”, obra que em sua tradução para o para o inglês teve como título "Oecology of plants", ou seja, Ecologia das plantas.
    Por outro lado, o movimento ambientalista têm origens históricas e objetivos bastante distintos. Ele começou a tomar vulto à partir da década de 50 e 60, nos países de primeiro mundo, e década de 80 e 90 em países mais pobres, como o nosso. Suas principais bandeiras são as ações de proteção à natureza, e aí residem as grandes diferenças e também os pontos principais de contato entre a ecologia e o ambientalismo."²

2- Para o pesquisador Lipietz, ecologia  é "a ciência que estuda a relação triangular entre indivíduos de uma espécie, a atividade organizada desta espécie e o meio-ambiente, que é ao mesmo tempo condição e produto da atividade, portanto condição de vida daquela espécie. O ecologista que se interessa por castores se dedicará a analisar a relação deles ao meio em que vivem : a floresta e os rios, mas também as barragens que constróem, ou seja, a natureza transformada por sua atividade. O ecologista se interessará ainda pela capacidade do sistema a assegurar as necessidades da população de castores e sobre o modo como esta população se multiplica, se organiza,etc
Aplicada aos homens, a ecologia torna-se o estudo da relação da humanidade com o meio-ambiente, i.e., a maneira como se transformam mutuamente e como o meio-ambiente permite que a humanidade viva. Da mesma forma que o meio-ambiente dos castores não se limita a florestas e a rios, o meio-ambiente dos homens não é apenas natureza selvagem, incluindo também a natureza transformada por eles. A ecologia humana é portanto a interação complexa entre meio-ambiente (o meio em que vive a humanidade) e o funcionamento econômico, social e, acrescentemos, político das comunidades humanas."

Referindo-se ao desenvolvimento sustentável, ele diz:

"Segundo a definição adotada pela ONU, desenvolvimento sustentável é o que permite satisfazer as necessidades das gerações atuais, começando pelos mais carentes, sem comprometer as possibilidades de que geraçõs futuras também possam satisfazer suas necessidades.
O que implica a idéia de desenvolvimento sustentável ? A idéia encerra duas dimensões. Atualmente, supõe que este modo de desenvolvimento responda às necessidades de todos. E, a longo prazo, supõe que este modelo possa durar. O desenvolvimento sustentável inclui também a idéia de redistribuição (ou de justiça social), uma vez que propõe uma ordem para a satisfação das necessidades : começar pelos mais carentes.
Mas, como fazer? Como reorientar nosso desenvolvimento para que se torne sustentável ? Primeiro imperativo: economizar o fator Terra, dando prioridade a tecnologias que economizam energia e, mais amplamente, que respeitem o meio-ambiente. Segundo imperativo : implementar novas regulamentações, acrescentando à proteção social a proteção do meio-ambiente. Para tanto, os meios existem. Estendem-se de medidas regulamentares (leis e normas), a meios econômicos (eco-impostos, autorizações negociadas) passando por acordos de autolimitação e códigos de boa conduta. Cada um desses instrumentos obedece a uma lógica diferente. Alguns permitem que se reparem degradações; outros, que se indenizem danos causados por terceiros ; outros, ainda, que se previnam efeitos nocivos pela dissuasão. Sem dúvida, a via do imposto dissuasivo é a mais promissora. Duplamente promissora porque, ao lado de seu efeito protetor do meio-ambiente, também oferece à coletividade recursos novos podendo ser alocados a outras políticas. Por exemplo, baixar o custo do trabalho no quadro de políticas de crescimento do emprego. Com isso, chegamos ao efeito redistributivo do modelo de desenvolvimento sustentável. Os mais carentes não tem meios de poluir e, frequentemente, são também os mais atingidos por poluições. Serão portanto os maiores beneficiários de uma reeorientação geral para o desenvolvimento sustentável.. A curto prazo, podem ser penalizadas as classes auferindo renda pouco significativa. Para estas classes, restrições ao uso livre e gratuito do meio-ambiente poderão turvar a miragem de uma generalização do modelo da sociedade de consumo, do qual não percebem o caráter insustentável e perigoso para sua própria saúde. Às novas políticas ecológicas é portanto necessário acoplar reformas sociais, senão aquelas políticas não parecerão legítimas.
A longo prazo, e do ponto de vista do interesse geral, são evidentes as vantagens do desenvolvimento sustentável. Infelizmente, no entanto, é muito raro que se imponha o interesse da humanidade, a fórmula "depois de mim, o dilúvio" sendo muito mais adotada. Como fazer para que forças sociais e políticas se interessem pelo desenvolvimento sustentável? Certamente através de um intenso debate ideológico e cultural, visando modificar a percepção da escala dos riscos e das vantagens do desenvolvimento sustentável, fazer progredir os valores e normas da ecologia. Para além da política e de seus conteúdos, é a instância política, seu campo e seus métodos, que deve ser reconstruída."³ (Veja o artigo completo abaixo, em "Mais informações").

3- Um exemplo a ser seguido:

"Os professores do C.E. Julião Nogueira disseram: "este ano nós vamos deixar a nossa querida Floresta Amazônica, pulmão do mundo, para os amazonenses cuidarem. Vamos ver o que conseguimos fazer pelo ecossistema do Imbé, porque este podemos ver, tocar, limpar e brigar por ele. O lindo pantanal mato-grossense, deixaremos por conta dos guaicurus, porque os nossos mangues da região, berço de reprodução de tantas espécies de animais aquáticos, estão pedindo socorro. Vamos esquecer um pouco da poluição do ar das capitais de São Paulo e do Rio de Janeiro e vamos tentar descobrir qual o impacto ambiental e a poluição que o Complexo Portuário do Açu pode causar em curto, médio e longo prazo. Como podem perceber o nosso foco é o meio ambiente mais próximo dos alunos porque acreditamos que para preservar eles precisam antes amar, sentirem-se integrados, incluídos, percebendo-se como mais um ser deste ecossistema com tanta diversidade de vidas. Precisam se envolver e sentir a dor de cada perda, quando uma árvore é cortada, quando um peixe morre, quando algum ser vivo desaparece ou fica ameaçado de extinção. Enfim, o que queremos é provocar, durante todo o ano de 2009, uma reflexão ecológica sistemática e sistematizada com ênfase na relação de pertencimento entre o homem e o meio ambiente."
Autoria do texto: Irecy Damasceno
Professora Correspondente
Conexão Professor e Aluno
Alunos do 5º ano, professora Cláudia Márcia Carvalho - C.E. Julião Nogueira"4

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¹Veja em Alain Lipietz

terça-feira, 15 de junho de 2010

Saiba mais sobre Mudanças Climáticas


O que é aquecimento global?
O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar.

O que é efeito estufa?
O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra.

Quais as causas das mudanças climáticas?
As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.

Como são lançados os gases de efeito estufa?
Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs).

Quais os efeitos do aquecimento global?
São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.

Como o desmatamento influencia na mudança do clima?
Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.

Quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa?
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

O que é eficiência energética?
Eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.

O que são energias renováveis não-convencionais?
São energias que não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não-convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos.

O que é Convenção do Clima?
É uma reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) onde os países membros discutem as questões mais importantes sobre mudanças climáticas. A primeira convenção mundial aconteceu em 1992. O nome oficial do evento é Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, sigla em inglês).

O que é Protocolo de Quioto?
É o único tratado internacional que estipula reduções obrigatórias de emissões causadoras do efeito estufa. O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Quioto.

O que é Fundo de Adaptação?
Um mecanismo financiado pelos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Hoje, cada projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) paga 2% do seu valor para este Fundo, mas o dinheiro ainda não está sendo empregado.

O que é MDL?
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Publicação original:
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas/

sábado, 12 de junho de 2010

Capivaras no asfalto


Imagem copiada da internet.



Texto publicado no blog: www.jairclopes.blogspot.com em fevereiro de 2009.

A respeito de comentários em meu texto sobre o jacaré, o que surpreende é a obstinação que tem a vida em continuar se mantendo a despeito das múltiplas condições adversas as quais, dentro do que supõe a ciência, tornam impossível sua existência. O homem, na sua arrogância e egoísmo, deteriora ou ocupa todos os ambientes possíveis de modo a torná-los extremamente hostis ou inabitáveis para os demais seres, animais ou vegetais. Assim, os seres que não se extinguem ou não se mudam têm que se adaptar aos novos ambientes criados por esse concorrente irracional e covarde.

São Paulo, a maior metrópole do país, é exemplo claro dessa lambança humana e da versatilidade que as demais espécies são obrigadas a ter para não sumirem da face da terra. O Tietê é considerado um dos mais poluídos rios do planeta e, no entanto, além de jacarés que, vez ou outra lá são encontrados, também é habitado por capivaras e sou testemunha desse fato. Não longe do aeroporto de Guarulhos existe um pequeno riacho, chamado rio Jequié, que é tributário do Tietê e, como tal, é tão poluído como ele.

Pois bem, sobem pela calha desse riacho CAPIVARAS, (Hydrochoerus hydrochoeris) famílias numerosas delas, vindas, comprovadamente, do Parque Ecológico do Tietê, às suas margens ali perto. Como próximo ao aeroporto existem pequenos lagos remanescentes da época em que ali eram numerosas as olarias, esses lagos nada mais são do que buracos cheios d'água deixados por essas fábricas de tijolos. As capivaras oriundas do parque adotam esses laguinhos como lares, ficam pastando nas margens e são visíveis para quem passa para o Aeroporto ou vem de lá.

Como não são perturbadas e não possuem predadores naturais na área, multiplicam-se de maneira assombrosa, a ponto da INFRAERO, através de seu Departamento de Controle Animal, ter que, periodicamente, "despovoar" parcialmente os locais, porque os animais oferecem perigo aos pousos e decolagens de aeronaves. Antes que algum defensor da natureza mais exaltado vá com quatro pedras para cima da INFRAERO explico: despovoar significa capturar e transferir os roedores para lugares próprios onde eles fiquem longe dos humanos e seus afazeres. Numa ocasião, de madrugada como sempre fazíamos, estávamos indo do hotel para o aeroporto num ônibus pequeno quando, subitamente, sofremos um tranco, como se tivéssemos atropelado alguém ou alguma coisa; o motorista parou de imediato assustado: - Atropelei um cachorro! Descemos para verificar e ficamos surpresos. Ele havia atropelado uma capivara que, depois de pesada, constatou-se ter sessenta e poucos quilos, uma capivara bem grande!

Lembrando de nossa infância lá no interior do Paraná, no meio dos "mato" como se dizia, onde nunca vimos uma capivara; onde apenas se ouvia falar desse bicho que era selvagem e extremamente raro, que, na nossa concepção só existia no Mato Grosso, fica ainda mais estranho encontrá-las em plena maior metrópole do país. Significa que esses animais conseguiram resolver satisfatoriamente a equação adaptar-se versus extinguir-se; conseguiram, com um tão desconhecido quanto inusitado jogo de cintura, adaptar seu modus vivendi para um ambiente tão adverso que até do seu criador, o Homo sapiens, ele cobra um preço elevadíssimo pela sobrevivência. Capivaras no asfalto são uma realidade, se não houver uma interferência cruel do homem, esses animais vão continuar por muito tempo a tocar suas vidas de zoofavelados urbanos ao nosso lado. Quem viver verá! JAIR, Floripa, 28/02/09.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Crochê

Colcha, caminho de mesa, centros de mesa, porta-guardanapo e tampo para vidro.

Por que artesanato* neste blog? Porque queremos resgatar um pouco da arte e da cultura deixadas para nós por nossos antepassados. Porque muito do que existia está se perdendo, se transformando e/ou se industrializando. Porque o artesanato, de um modo geral, é a mais pura arte popular. Porque, como terapia, ainda não se inventou nada melhor. Porque precisamos sem demora voltar às nossas raízes antes que nosso mundo não tenha mais volta. Mais? Porque tudo o que aprendemos fazer, seja manual ou intelectual, é um patrimônio que ninguém nos tira. Se um dia nossos bens materiais se forem, poderemos recomeçar através de alguma arte aprendida.

Que tal começarmos por um artesanato bem popular e conhecido, o crochê?

A palavra crochê vem do vocábulo francês crochet. Em algumas regiões do Brasil pronuncia-se com a vogal aberta (croché). Achamos em uma antiga enciclopédia uma definição e um pequeno histórico que julgamos bem adequados:
"Crochê, s. m. - Fr. crochet. Trabalho de renda ou malha feito em algodão, seda ou lã, e executado com uma só agulha de madeira, aço, ou marfim, terminada por uma barbela ou gancho.
ENCICL. O crochê está hoje muito vulgarizado e grande parte das moças ou donas de casa, de qualquer condição social, o pratica, quer por simples distração quer como fonte de renda. Por meio de hábeis e engenhosas combinações fazem-se trabalhos admiráveis. Nos lares, o crochê está representado nos panos que cobrem as mesas, nas cobertas e nos almofadões dos leitos, nos entremeios das toalhas, nas cortinas das janelas etc. Antes do extraordinário desenvolvimento das máquinas, o crochê era uma das maiores indústrias caseiras"**

Agora complemento: não somente o crochê, mas todo e qualquer artesanato, em alguma época, serviu de base financeira para muitas famílias. Ainda hoje é a complementação do salário de muitos, quando não a única fonte de renda. E, se antes era praticado pelas "moças ou donas de casa", hoje há muito barbudo fazendo dele seu meio de vida.

O crochê-arte está sendo utilizado por grifes famosas do mundo inteiro. Ontem, ao passar por um shopping, vimos alguns vestidos lindíssimos (só não achamos lindo o preço com quatro dígitos, mas é justo, pelo trabalho) confeccionados por uma conhecida estilista de Brasília.

Dos históricos que vimos sobre o crochê, um nos chamou a atenção pela abrangência da pesquisa feita e pela colocação correta das fontes vistas e utilizadas. Há também fotos de belos trabalhos. É de autoria da tradutora Cristine Martin, do blog Terracota Blog. Veja em "Leia mais" logo aqui embaixo.

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* "Artesanato, s. m. - Artesão + ato. Técnica e tirocínio do artesão; consciência profissional do artesão; obra do artesão." Enciclopédia Brasileira mérito, Volume 2, Editora Mérito S. A., São Paulo, 1967.
 ** Op. cit., Volume 6.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

O que é biodiversidade?




O termo biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.

Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.

A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas.

A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas.

Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.

Quantas espécies existem no mundo?
Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies.

Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da "megadiversidade": aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bastante divulgado, por exemplo, o potencial terapêutico das plantas da Amazônia.

Quais as principais ameaças à biodiversidade?
A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.

A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.

A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.

A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.

A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.

A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.

O que é a Convenção da Biodiversidade?
A Convenção da Diversidade Biológica é o primeiro instrumento legal para assegurar a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Mais de 160 países assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993.

O pontapé inicial para a criação da Convenção ocorreu em junho de 1992, quando o Brasil organizou e sediou uma Conferência das Nações Unidas, a Rio-92, para conciliar os esforços mundiais de proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico.

Contudo, ainda não está claro como a Convenção sobre a Diversidade deverá ser implementada. A destruição de florestas, por exemplo, cresce em níveis alarmantes.

Os países que assinaram o acordo não mostram disposição política para adotar o programa de trabalho estabelecido pela Convenção, cuja meta é assegurar o uso adequado e proteção dos recursos naturais existentes nas florestas, na zona costeira e nos rios e lagos.

O WWF-Brasil e sua rede internacional acompanham os desdobramentos dessa Convenção desde sua origem. Além de participar das negociações da Conferência, a organização desenvolve ações paralelas como debates, publicações ou exposições. Em 2006, a reunião ocorreu em Curitiba, PR.

Publicação original:
http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/biodiversidade/
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