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Pesquisas - Nossa primeira pesquisa é sobre o Pau-Brasil. Veja na página Pesquisas e caminhe de mãos dadas com a Terra.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei 12.305
Entre os méritos da nova lei, um dos maiores é a justa valorização do trabalho dos catadores de lixo. E com razão, o representante do Movimento Nacional dos Catadores de Lixo, Severino Lima Junior, disse que esses trabalhadores não querem ser conhecidos como catadores de lixo, mas de materiais recicláveis.
A PNRS é considerada um avanço no Brasil, país no qual as cidades produzem 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% são destinadas aos lixões. Em artigo publicado em 28/07, no jornal O Estado de S.Paulo, a pesquisadora, diretora e coordenadora da área de Meio Ambiente Urbano do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, analisou os pontos positivos e negativos da nova lei.
"Entre os positivos eu destacaria, em primeiro lugar, o fato de que o texto aprovado é enxuto e enfatiza a redução, o reúso e o reaproveitamento. Em segundo lugar, o texto tem dez referências à participação das cooperativas de catadores no processo de gestão de resíduos. Há, inclusive, a previsão de financiamento para municípios que façam coleta seletiva com catadores, medida indutora do desenvolvimento das cooperativas", destacou Grimberg.
Segundo a pesquisadora, outro ponto positivo da PNRS diz respeito a proibição da importação de resíduos perigosos e rejeitos cujas características causem dano ao ambiente e à saúde. "Absurdo que a lei corrigiu", observou.
Elisabeth Grimberg também elogiou as metas e prazos inclusos na elaboração da PNRS, bem como o tratamento consorciado de resíduos, que permite a pequenos municípios planejarem conjuntamente a destinação. "O fato de a lei garantir remuneração ao Estado, caso ele tenha de se ocupar das atribuições relativas à logística reversa dos geradores, também é positivo", acrescentou.
Problemas
Os pontos negativos, na opinião da pesquisadora, são referentes aos artigos 9º e 33 da regulamentação. O primeiro "abriu possibilidades para a 'recuperação energética' dos resíduos, ou seja, a incineração".
Grimberg questiona a medida ao considerar o caráter tóxico da queima de lixo. Segundo ela, as cinzas devem ser destinadas a um aterro especial. "Mais um aspecto negativo: a análise do ciclo de vida do produto não foi incluída como um processo anterior à coleta. Seria a deixa para os fabricantes repensarem seus produtos, como o excesso de embalagens", pontua.
Sobre o artigo 33, que trata da logística reversa, Elisabeth Grimberg criticou o fato de o texto deixar a cargo dos geradores de resíduos (setor empresarial) a liberdade de escolha referente a execução do processo para produtos em que não há obrigatoriedade prevista na lei. "Se o gerador disser que não pode recolher um produto, por inviabilidade técnica ou econômica, a sociedade terá de aceitar", conclui.
Minha Nota
Apesar de a lei estar sancionada pouco se ouviu na última eleição, propostas de candidatos a deputados federais e estaduais sobre este assunto, tampouco os prefeitos que apoiaram alguns candidatos cobraram qualquer postura, o que seria uma ótima moeda de troca para o apoio eleitoral.
Cada cidadão deve a partir de agora, participar mais e mais das questões orçamentárias municipais, impondo e exigindo dos gestores públicos medidas eficientes voltadas a destinação do lixo. È muito importante que as prefeituras municipais e câmaras de vereadores, em conjunto com a sociedade, busquem soluções expressivas para o enquadramento a lei.
Entendo que antes de se propor qualquer ação estrutural, é primordial que o cidadão seja reeducado; de fato todos se incomodam com o acúmulo do lixo, porém a grande maioria da sociedade se despreocupa a partir do momento em que o veículo da coleta faz o recolhimento. Tirou-se o lixo de dentro ou da porta de casa, não importa mais onde ele será despejado. Isto não é participação.
Pessoalmente, estou disposto a provocar os poderes públicos em meu município, a fim de que passemos por um processo de educação e conscientização da sociedade, de nada adianta incentivar a população a separar os recicláveis ou fomentar a criação de cooperativas enquanto as pessoas não entendem ou não aceitam que são co-autoras da geração e acumulação do lixo em nossas cidades.
Aviso: Este texto contém edições.
Fontes:
Terra Notícias
Site do Deputado Edson Duarte
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tirando "o lixo da rua"
Estas imagens merecem destaque, pois este jovem, Raildes Marques da Cruz Junior, de apenas 18 anos, é um fabricante de móveis de pneus de moto,"inservível". O encontrei vendendo estes móveis na cidade de Teresópolis-Go. A matéria-prima usada para fabricar um conjunto de quatro cadeiras e uma mesa de centro, são vinte e quatro pneus. O preço do conjunto é R$400,00. A mesa fica linda como suporte para um belo vaso de plantas. Para dar um toque final bem criativo nas cadeiras, pode-se fazer almofadas redondas e prendê-las com laços por atrás.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Onde eles estão?
A geopolítica que comandava os destinos da civilização era a doutrina pelo medo da destruição em massa, era a guerra fria em ação; o sexo fora do casamento ainda era pecado e, às vezes, punível pelas legislações conservadoras vigentes; a família, célula mater da sociedade, era intocável e sagrada, o divórcio era visto como sacrilégio pela igreja; nos países desenvolvidos, carreiras profissionais eram projetadas e seguidas desde a infância pelo filho-objeto dos pais; a “liberdade” consistia em não dizer NÃO ao establishment; ou seja, não se ataca a elite social, econômica e política que controla o conjunto da sociedade; religiões aceitas pelas nações ocidentais eram monoteístas e acomodadas, nem pensar em religiões “exóticas” orientais; música? Só romântica ou regional que não atacasse os valores pétreos de uma sociedade estagnada e silenciosa quanto a questões como racismo, capitalismo selvagem, domínio cultural e colonialismo; roupas, calçados e cabelos eram “certinhos”, não se ousava, não se feria a estética; uso de drogas? Vade retro! Não se discute, não se encara, não se admite, é proibido e pronto!
Esse era o bucólico mundo ocidental na década de sessenta, quando a juventude sentiu-se inquieta e resolveu protestar colocando o dedo na tomada. Roupas estranhas e coloridas, cabelo comprido e rebelde, música berrante de protesto, comportamento civil contrário às ordens vigentes, pavor de guerras e proselitismo de amor livre – make love not war. Palavras de ordem: rasgue seu cartão de alistamento, virgindade dá câncer, queime sutiãs, sinta desprezo pelos bens materiais, viva e deixe viver, não confie em ninguém com mais de trinta anos, tudo que é bom é proibido, imoral ou engorda, use maconha, LSD e haxixe, o psicodelismo está na ordem do dia, é proibido proibir.
Pois bem, o movimento nasceu nos EUA e se alastrou pela Europa, chegando, ainda que com timidez, até a países da cortina de ferro, num crescendo de protestos pacíficos e desobediência que chocalhou a roseira do marasmo das sociedades estabelecidas. O ápice do movimento situa-se em 1968, quando boa parte do mundo ocidental incendiou-se numa cadeia de protestos da França à Índia, passando por quase todos os países da Europa e da Américas. A guerra do Vietnam dava azo para que os jovens se unissem por uma causa comum, corpos cobertos com a bandeira, que chegavam de uma terra distante e desconhecida, eram prova cabal de que alguma coisa muito errada estava acontecendo. As autoridades não podiam ficar inertes para sempre, e mundo nunca mais foi o mesmo, mudou, ainda que não totalmente, a golpes de peace and love.
Por volta da metade da década de setenta, os hippies agora adultos (com mais de trinta anos) viram-se, uns frustrados, outros inconformados, mas todos sem forças para continuar queimando a vela pelas duas pontas, acomodaram-se e não deixaram seguidores. O que existe hoje são artesãos que se dizem Hippies, nada parecido com o que existiu, nada radical como aquela revolução dos costumes. Contudo, as sociedades nunca mais foram as mesmas.
E os hippies para onde foram? Naturalmente, eles também envelhecem. Hoje, sessentões, eles estão por aí, o mais das vezes mesclados à população dita “normal”, aquela que passou os anos sessenta e setenta observando, sem participação ativa nos acontecimentos. Contudo, em certos lugares, os ex-hippies são perfeitamente discerníveis e identificáveis, como em San Diego. Aqui existe um bairro chamado Ocean Beach, OB para os íntimos, que é habitado exclusivamente pelos contestadores daqueles anos loucos. O bairro é típico de pessoas “alternativas”; de gente que optou pela liberdade de comportamento; de gente voltada para uma vida natureba; de gente pouco preocupada com “ter” em detrimento de “ser”; de gente que curte a natureza e educa filhos e netos na direção de um mundo diverso do capitalismo consumista a sua volta; de gente vegetariana e vegana que têm restaurantes próprios voltadas para comidas orgânicas e sem produtos de origem animal.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Bromélias
Bromélias |
Antes de falarmos sobre as belas bromélias vamos abrir um pequeno parênteses sobre as chuvas na região Centro-Oeste. Anteontem, dia 27 de setembro, ou seja, já no final do mês, choveu - algumas gotinhas - em algum lugar aqui do DF. Ontem aconteceu o mesmo, mais gotículas caíram em algum lugar. A ventania que antecedeu e acompanhou o chuvisco é que foi forte, com redemoinhos espalhando poeira pela cidade inteira. Em todos os lugares via-se um céu nublado parecendo que nossa região estava coberta por neblina. De acordo com o serviço de meteorologia 'a neblina' nada mais era - e é - que uma fina poeira espalhada pelo vento. Estamos, pois, ansiosamente aguardando alguma chuva para limpar o ar que respiramos. Que venham as chuvas! Mas, vindo estas, um outro problema vai aparecer: os perigos que escondem a água parada da chuva. Portanto, desde agora, todo cuidado é pouco. Nada de garrafas sem a tampinha ou pneus velhos ao ar livre ou caixas d'água sem tampa, ou..., ou... Ou aquele mosquitinho que todos nós conhecemos terá mais um lugar para depositar seus ovos.
E as bromélias, o que elas têm a ver com tudo isso? As bromélias são as vítimas inocentes de toda essa história de água parada e mosquito da dengue? Vítimas das desinformações sobre elas, sobre nosso meio ambiente e sobre o rico bioma brasileiro? Foi pensando nisso que o ano passado incentivamos um debate sobre essas belas plantas em nosso blog Multivias. Com o título 'Bromélias - Inocentes ou Culpadas?' durante todo o início das chuvas coletamos informações sobre as bromélias e a relação existente ou não entre elas e a dengue. O resultado foi um trabalho que, não diria completo, mas bem abrangente sobre esse assunto, incluindo algumas curiosidades e o modo de se fazer uma armadilha caseira para o mosquito da dengue, em texto e vídeo. Confiram o post do dia 28 de novembro de 2009, no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades, dividido em quatro partes*:
1- Bromélias - Inocentes ou Culpadas?
2- Bromélias e Meio Ambiente
3- Bromélias - Como cuidar?
4- Conclusão
Aqui está a primeira parte publicada:
Bromélia |
1- Nossas belas são inocentes ou culpadas?
As bromélias são de suma importância nos biomas onde ocorrem, principalmente pela capacidade de algumas de suas espécies armazenarem água, funcionando assim como berço de vida para diversos organismos. Com a degradação acelerada dos ecossistemas, inúmeras espécies vêm sendo extintas, afetando diretamente o equilíbrio da natureza.
Onde encontramos as bromélias no mundo?
As bromélias são plantas típicas das Américas. A exceção fica por conta da Pitcairnea feliciana, espécie que se desenvolve na região da Guiné, na África. A distribuição geográfica da família bromeliaceae pode ser compreendida a partir de três importantes centros de diversidade: Andes, com prolongamentos em direção ao México e às Antilhas, o Planalto das Guianas e a região ao leste brasileiro.
Essas plantas apresentam uma grande plasticidade em sua forma de vida, desenvolvendo-se bem nos mais diversos ambientes, em quase todos os ecossistemas. Isso engloba desde áreas ao nível do mar até locais com grandes altitudes (com cerca de 4.000 m), regiões com temperaturas elevadas, como as caatingas, e lugares com a temperatura próxima de zero, como nos cumes das serras.
E no Brasil?
O Brasil conta com uma rica diversidade de espécies em quase todo o seu território. A Mata Atlântica é o principal pólo, mas os campos rupestres do interior do país também são regiões prolíficas para as bromélias. Curiosamente, a Amazônia, a maior área florestal do mundo, apresenta uma incidência menor.
Outra característica da distribuição das bromélias no Brasil é o alto grau de endemismo, ou seja, de espécies que ocorrem exclusivamente em uma área restrita. Isso se deve, em parte, à grande diversificação dos ecossistemas brasileiros, que favorece a formação de áreas naturais muito peculiares. Essa variedade também se reflete na grande quantidade de nomes populares aplicados às bromélias, como carandá, carauá, caravatá, carauatá, caraguatá, caraguá, croata e gravatá. Além disso, o conhecimento popular sobre as plantas fez com que algumas cidades brasileiras viessem a ser chamadas por nomes que representam modificações dos nomes populares das bromélias. Como exemplo, podemos citar: Caraguatatuba (SP), Gravatá (SC), Gravataí e Caraguataí (RS), Caraguatá (RJ), e Gravatazinho (AL, PE)." Do site do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro: http://www.jbrj.gov.br/arboreto/estufas/bromelias.htm
....
Como lemos no artigo acima, as bromélias podem ser terrestres, ou viverem em árvores - sem serem parasitas - e também viverem sobre rochas. Lembram da informação que nos foi dada pelo Dalton França, sobre as minibromélias que vivem nas pedras das serras mineiras? Vamos relê-lo:
"... aqui no Sul de Minas podemos encontrar diversas espécies de minibromélias. Vivem entre as pedras no alto das serras."...
A Dengue é uma doença causada por vírus, ou seja, uma virose. Seu vírus é transmitido através da picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti. Logo, a forma de nos prevenirmos da dengue é não termos esse tal mosquito por perto. Ele - o mosquito, deposita seus ovos em águas paradas em recipientes artificiais como pneus, pratos de vasos, garrafas, latas, caixas d'água mal fechadas, piscinas sem a devida manutenção e tudo que puder conter água parada. Uma das sugestões recebidas para o combate ao mosquito refere-se à borra de café. Angélica Tulhol nos disse que "Havia lido em algum lugar que para evitar o mosquito em bromélias deveria por pó de café no miolo que concentra a água." Não é uma crendice. Pesquisadores da Unesp relatam:
A borra do café pode ser usada nos criadouros domésticos de Aedes, que são, principalmente, vasos de plantas e bromélias, sem o risco de matá-las, pois inclusive, é usada, por algumas pessoas, como adubo. A borra pode ser espalhada sobre a terra do vaso, porque, mesmo uma fina película de água que se forme sobre essa terra serve de criadouro do mosquito. A borra pode, ainda, ser colocada dentro do "copo" que se forma no interior das bromélias, onde se acumula a água. E também pode ser colocada nos pratos dos vasos (lembremos, porém, que sempre que possível, esses pratos devem ser eliminados).
A quantidade de borra a ser usada depende da quantidade de água que se acumula nesses locais. Por exemplo, se o prato do vaso ou a bromélia acumula mais ou menos um copo de água da rega ou da chuva, quatro colheres de sopa da borra são suficientes. Espalhe a borra no prato ou coloque no interior da bromélia ,com a colher; quando a água escorrer, vai diluir a borra. Aumente ou diminua a quantidade em função da variação da água acumulada. A borra do café, como tem sido divulgado, impede que o Aedes atinja a fase adulta. O mosquito, no seu desenvolvimento, passa pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto. A borra é ingerida pela larva que se a intoxica, morrendo nessa fase. Se o mosquito não atingir a fase adulta, que é a fase em que ele pica as pessoas transmitindo os virus, não haverá doenças. Assim, a borra do café funciona como uma forma alternativa para o inseticida abate, granulado organofosforado, usado no controle das larvas, que é tóxico para o homem, os animais domésticos e o ambiente. Por causa dessa toxicidade e porque os inseticidas induzem os insetos à resistência, de modo que o inseticida perde a capacidade de matá-los, no mundo inteiro, hoje se buscam formas alternativas de controle que substituam os inseticidas. Porisso, o uso da borra do café é um achado importante.
Trata-se do aproveitamento de um material cujo destino é o lixo, que é disponível na maioria dos lares brasileiros e não tem contra-indicações de uso, pois seu extrato é ingerido pelo homem. Para o Aedes tem havido indicação de outros produtos, como o sal de cozinha e a água sanitária, mas estes produtos não podem ser usados nas plantas e sim em outros criadouros.
É evidente que os inseticidas continuarão a ter que ser usados para eliminar os mosquitos adultos se estes forem produzidos. Porque não basta eliminarmos os Aedes em nossas casas, se os terrenos baldios não forem limpos, mesmo de tampas de latas ou vidros ou pedaços de plástico que se encurvam fazendo pequenos reservatórios para água da chuva. Para que o Aedes se reproduza, basta que a água esteja parada, seja limpa ou suja. Não podemos esquecer ainda que os ovos resistem ao dessecamento por até um ano. Assim, temos que estar atentos. Se nossas vidas estão em jogo, vale empregarrmos todos os recursos, do bom senso à borra do café."
"Dra. Hermione Bicudo- Pesquisadora do IBILCE e Coordenadroa do Laboratório de Vetores
E-mail: bicudo@ibilce.unesp.br "
O site http://www.dengue.org.br/ ilustrou de uma forma bem simples o combate ao mosquito. Vejam:
O 'tanque' d'água desenvolvido em uma bromélia: representa, principalmente nas florestas, 'um poço de vida'. |
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*A série Bromélias - Inocentes ou Culpadas? contem pesquisas e informações nossas e de muitos amigos blogueiros que participaram do debate. Há uma grande variedade de fotos. Vejam no blog Multivias.
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E você, o que sabe sobre as bromélias? Conte pra gente.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Evolução, nádegas & inteligência
De acordo com a teoria da evolução, a cada mutação do indivíduo que implique em vantagem sobre seus semelhantes, corresponde uma chance maior em que este sobreviva e, sobrevivendo, poderá deixar descendentes que perpetuem essa vantagem, tornando-a definidora de uma variação da espécie que poderá predominar sobre outras, pelos menos numericamente.
Há consenso entre cientista e até entre pessoas comuns, que o cérebro humano é a característica que mais o diferencia dos demais primatas. Maior cérebro, ou relação maior entre tamanho do cérebro e massa corporal, define mais inteligência que, como sabemos, coloca o Homo sapiens numa categoria de seres inteligentes sem concorrência. Mas, ao que devemos esse cérebro grande?
Pois bem, estudiosos da anatomia humana como o inglês Sir Wilfred Le Gros Clark, sugerem que, durante a evolução do Homo sapiens, houve um “acidente” genético anatômico, uma mutação benéfica, que tornou a pelve das mulheres mais avantajadas. Decorre que, essa mutação provavelmente representou uma adaptação que permitiu o nascimento vivo de bebês com cérebro grande. As mulheres de pelves estreitas continuaram a ter bebês com cérebros menores, pois ao conceberem bebês com cabeças maiores, morriam no parto e, geralmente, os bebês também morriam.
A seleção natural favorecia as calipígias (bundudas) em detrimento das menos dotadas de glúteo, admitindo-se que pelves desenvolvidas correspondam a glúteos maiores também. Essa afirmação parece ser corroborada no livro “O gene egoísta” de Richard Dawkins, onde ele apresenta uma pesquisa feita com povos primitivos, portanto, alheios a influências culturais nossas que criam modelos a ser desejados de mulheres: magras e retilíneas. A pesquisa permitiu que homens pudessem escolher entre vários tipos físicos de mulheres, aquelas que seriam mais adequadas para casar e ter filhos. Invariavelmente eles escolhiam as que tinham pelves mais largas; as popozudas no linguajar atual.
O surgimento simultâneo de cabeças humanas maiores e nádegas femininas desenvolvidas ilustra generosamente como funciona a seleção natural. As mães com pelves hereditariamente grandes estavam habilitadas dar à luz crianças com cérebros grandes que, em virtude de sua inteligência superior, eram capazes de competir com êxito na idade adulta com a prole de cérebro pequeno das mulheres de pelves estreita. Aquele que fosse capaz de confeccionar ou tivesse maior habilidade de manusear uma machadinha de pedra, por exemplo, era mais capaz de vencer uma contenda, ou capturar o animal que lhe ia fornecer as proteínas. A invenção, manufatura e o manuseio de uma machadinha, como sabemos, exigiam maiores volumes cerebrais.
Os anatomistas afirmam que hoje é improvável que um aumento considerável na pelve e no canal de parto resulte em algum benefício para as mulheres. Se isso ocorrer deverá comprometer a capacidade da mulher de caminhar, sua região pélvica já está suficientemente desenvolvida.
Quando o assunto é seios grandes, não há sugestão evolucionista alguma que eles também sejam produtos de mutação que beneficiou suas portadoras, contudo, é bastante óbvio que machos sentem atração por fêmeas de mamas desenvolvidas pelo fato destas serem o protótipo da fertilidade.
Segundo essa linha, digamos “anatomista” da evolução, cérebro e nádega tem tudo a ver. Então não devemos nos espantar do motivo pelo qual a maioria dos homens tem fixação em bundas femininas. Eles estão obedecendo a um imperativo categórico kantiano, atávico e irrevogável, a evolução assim o dispõe. JAIR, Floripa, 26/04/10.
ADENDO:
Parece que o desejo e a curiosidade do homem pelas mamas e ancas grandes remonta à pré-história. A representação mais antiga de um ser humano está retratada no corpo de uma mulher com tetas e ancas fartas. A Vênus de Willendorf, uma estatueta do paleolítico datada de 24.000 a.C., foi encontrada durante escavações na Áustria pelo arqueólogo Josef Szombathy nos primeiros anos do século XX.
Fonte: Google
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Umidificador de ar - Uma solução prática e barata
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Umidificador de ar feito com sucata - Foto do blog 'Mimos da Lady Fatô' |
Outros sites também copiaram a idéia, alguns dando a fonte original, outros como se fosse invenção deles mesmos. Um honesto, que cita a fonte e mostra fotos de um umidificador feito por eles de acordo com o modelo dado no Correio Braziliense, é o blog Mimo da Lady Fatô: http://ladyfato.blogspot.com/
Confiram; vou fazer aqui em casa uns dois. Depois mostro as fotos.
Vamos adotar a criatividade, investindo mais em soluções sem energia elétrica e que tragam mais benefícios para nossa 'casa', ou seja, para nosso planeta? Nossos filhos agradecem.
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domingo, 19 de setembro de 2010
Focas urbanas
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pata-de-vaca







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Postagem publicada no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades em agosto de 2009.
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domingo, 12 de setembro de 2010
Vida alternativa
Texto publicado no blog www.jairclopes.blogspot.com em julho de 2010.
Nestes tempos em que muitas pessoas se voltam para uma vida mais simples, mais natural, ecologicamente correta, menos agressiva ao meio ambiente, não há como não lembrar de uma comunidade que faz isso, com grande êxito, há séculos, os Amish. Mesmo comunidades de “bichos grilo”, de ex-hippies, veganos e outros naturebas podem sequer comparar-se de longe com esses radicais alternativos.
A maior comunidade Amish vive em terras altamente produtivas no condado de Lancaster na Pensilvânia desde 1720, mas existem outras comunidades em 23 estados americanos e uma no Canadá.
Donde surgiram essas pessoas que vivem na era pré industrial, pré eletricidade e pré automóvel? Pois é, quando Lutero rompeu com a igreja católica e fundou uma nova ordem religiosa que se convencionou chamar “protestantes”, o movimento que se seguiu cindiu-se em várias frentes umas menos outras mais radicais. Em 1536, um jovem padre católico da Holanda chamado Menno Simons se juntou ao movimento anabatista que professava o “rebatismo” de pessoas que haviam sido batizadas antes do uso da razão, e, em seguida fundou uma igreja ainda mais exigente, os Menonitas. Dessa dissidência nasceu a mais radical igreja cristã, os Amish. Estes grupos anabatistas foram duramente perseguidos em toda a Europa. Milhares foram mortos como hereges tanto por católicos como por protestantes. Para evitar esta perseguição muitos fugiram para as montanhas da Suíça e do sul da Alemanha. Ali começou a tradição Amish da agricultura e da exploração dos seus serviços de culto nos lares ao invés de igrejas. Quando Wiliam Penn, fundador do estado que passou a chamar-se Pensilvânia, convidou-os para se estabelecerem lá, eles não pensaram duas vezes, mudaram-se de mala e cuia para os USA, onde fundaram a colônia que existe até hoje.
Os Amish são muito devotos, eles acreditam na interpretação e aplicação literal das escrituras. Eles acreditam que o mundanismo, ou seja, tudo que cheire a modernidade, pode impedi-los de estar perto de Deus, e pode introduzir influências nocivas nas suas comunidades e ao seu modo de vida. São agricultores notáveis, no entanto, não têm eletricidade em suas casas, não usam telefone, rádio ou televisão, automóveis, implementos agrícolas modernos ou qualquer objeto tecnológico que, remotamente, lembre “mundanismo”, seja lá o que eles entendam que é isso. Informática então, nem pensar.
Eles preferem viver da agricultura justamente porque esta está ligada ao mais fundamental, à terra. Eles sentem que seu estilo de vida e de suas famílias pode ser melhor mantido em uma vila rural usando apenas mulas nos seus arados e colheitadeiras do século dezoito. Em comparação com a nossa sociedade de ritmo rápido, a vida simples dos Amish, centrada na família tem um fascínio inspirador. Apesar de viverem no país mais tecnologicamente desenvolvido do Planeta, onde ocorreram as maiores mudanças em todos os setores, eles ainda vivem e trabalham tal qual seus antepassados. Suas famílias e suas fazendas são suas prioridades, perdendo apenas para Deus.
Sua separação do resto da sociedade contribui efetivamente para reforçar a sua comunidade. Socializar constitui uma parte importante da vida Amish. Os Amish têm um forte senso de espírito de comunidade, e muitas vezes vêm em auxílio daqueles que precisam. Vizinhos dão livremente seu tempo e suas habilidades para ajudar um ao outro. Os Amish são geralmente pessoas reservadas e, muitas vezes prestar atenção e curiosidade sobre seu estilo de vida perturba-lhes, eles não gostam. Eles acreditam que a tomada de fotografias em que alguém é reconhecível é proibido pelo veto bíblico contra fazer qualquer tipo de "imagem de escultura". Também são pessoas pacíficas, não usam armas e abominam a violência. O atentado de outubro de 2006, quando o atirador, identificado como Charles Carl Robert, de 32 anos matou três crianças de uma escola Amish ilustra bem esse fato: Os Amish simplesmente perdoaram o assassino.
Vestem-se com roupas despretensiosas, o que lhes valeu o nome de "pessoas simples". Muitos de nós temos curiosidade em saber como essas pessoas podem sobreviver em seus caminhos supostamente retrógrados. Aí é que as pessoas se assombram: Eles não apenas sobrevivem, eles estão prosperando! E muito. Mesmo durante a crise mundial que se abateu sobre os USA e o resto do mundo recentemente, os Amish continuaram vendendo muito bem seus produtos naturais e prosperando. A comunidade Amish conta com muitos milionários, ainda que continuem vivendo do básico, sem ostentação.
Com a atual “onda” ocidental em restaurar na nossa sociedade "valores da família”, muito pode ser aprendido com o estudo do modo de vida Amish. Sua devoção à família e comunidade e sua forte ética de trabalho são bons exemplos para a nossa sociedade em geral, mesmo abstendo-se do lado religioso radical, seus valores estão acima da média de qualquer sociedade ocidental. JAIR, Floripa, 05/07/10.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
O Sal
Os registros do uso do sal remontam a 5 mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e em civilizações pré-colombianas. Cerca de 110 a.C., o Imperador chinês Han Wu Di iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a "pirataria de sal" em crime sujeito à pena de morte. Foi também considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele. Nas civilizações mais antigas, contudo, apenas as populações costeiras podiam extraí-lo. Mesmo assim, estavam sujeitas a períodos de escassez, determinados por condições climáticas e por períodos de elevação do nível do mar. A tecnologia de mineração só começou a se desenvolver na Idade Média. Basicamente existem dois tipos de sal, um deles é o sal marinho que é extraído através da evaporação da água do mar, e o outro é o sal de rocha também conhecido como sal-gema que é retirado das minas subterrâneas ou planícies de sal que são resultantes de mares e lagos antigos que secaram. É comum encontrar nos altiplanos bolivianos imensos lagos secos com profundidade de até cem metros de sal puro, aliás, lagos que são a única fonte de sal daquele País que não possui litoral.
Ao longo da história da humanidade, principalmente na Europa, o sal foi considerado, juntamente com as chamadas especiarias, fundamental para a preservação dos alimentos e foi chamado de ouro branco. Era usado principalmente na conservação de carnes de aves, de peixes e de gado. Os Gregos e Romanos, utilizavam o sal como moeda para suas transações e com este condimento os romanos pagavam os soldados de suas legiões, daí surgiu a palavra salário que deriva de sal. Por ser tão valioso, o sal foi alvo de muitas disputas. Roma e Cartago entraram em guerra em 250 a.C. pelo domínio da produção e da distribuição do sal no Mar Adriático e no Mediterrâneo. E após vencer os cartagineses, o exército romano salgou as terras do inimigo, para que se tornassem estéreis.
O sal em seu estado puro consiste de cloreto de sódio em forma de cristais e é encontrado em grande quantidade na natureza, em alguns casos são adicionados a ele substâncias ou temperos para o seu uso culinário. O Sal de cozinha, de mesa ou refinado: é o mais comum e também mais usado para preparar os alimentos; neste sal pelas leis brasileiras deve-se ser adicionado iodo para se evitar o bócio. Sal marinho: Existem diversos tipos, dependendo da procedência e a cor de seus cristais pode variar. O sal marinho, obtido por evaporação da água do mar, é um sal usado como ingrediente na cozinha e em produtos cosméticos, entre outros. O seu conteúdo mineral dá-lhe um sabor diferente do sal de mesa, que é principalmente cloreto de sódio purificado a partir do sal marinho ou obtido de sal rochoso (halite), um mineral obtido por mineração de minas de sal. O sal de mesa também contém, por vezes, aditivos tais como iodetos (usados como suplemento alimentar) e vários agentes antiaglomerantes. A macrobiótica considera que o sal marinho é uma alternativa mais saudável ao sal de mesa.
Várias zonas do mundo, incluindo a França, a Irlanda, e a área de Cap Cod (EUA), produzem sal marinho menos salgado, por isso, especializado. Na maior parte do mundo, o sal marinho é mais caro que o sal de mesa. Entretanto, no Brasil, em função da abundância de locais de fácil encontro do binário sol/sal, como o litoral do nordeste, o sal marinho é o tipo mais comum e barato. Como Portugal possuía salinas, tratou de exportar seu sal para as colônias e de proibir não apenas a extração local, como o aproveitamento das salinas naturais.
Os brasileiros, que tinham acesso a sal gratuito e abundante, foram obrigados, em 1655, a consumir o produto caro da metrópole. No final do século 17, quando a expansão da pecuária e a mineração de ouro aumentaram demais a demanda, a coroa, incapaz de garantir o abastecimento, permitiu o uso do sal brasileiro, desde que comercializado por contratadores, ou seja, por atravessadores portugueses. Os médicos aconselham que devemos reduzir o consumo de sal, para prevenir doenças no coração, principalmente a hipertensão.
Entretanto, a mesma ciência que nos aconselha consumir menos desse tempero, permite que praticamente a TODOS os produtos alimentares seja adicionado cloreto de sódio. Como sou hipertenso, procuro evitar alimentos e bebidas que contenham valores apreciáveis de sódio, e, para isso, bani todo e qualquer refrigerante – inclusive diets e ligths - de minha vida, só bebo água mineral. Também não tomo água de coco porque contém sódio. Para minha surpresa, descobri que algumas marcas de água mineral têm sódio adicionado! Durma-se com um barulho destes! A elevada ingestão de sal de cozinha faz com que o organismo retenha mais líquidos e aumente seu volume, podendo elevar a pressão sanguínea causando a hipertensão que é responsável pelo infarto e a AVC (Acidente Vascular Cerebral), além disso o excesso de sal pode também prejudicar os rins. Não é somente diminuir o sal dos alimentos, deve-se também observar que vários alimentos industrializados possuem sal, por exemplo: pães, queijos, cereais, bolachas, enlatados, e, principalmente, embutidos.
Desde já, dá para inferir duas coisas: na vida moderna é impossível livrar-se completamente do SAL; e, apesar dos riscos, sua presença é desejada, porquanto a vida é menos saborosa, a vida se torna INSÍPIDA sem esse condimento. JAIR, Floripa, 21/08/09.