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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quinze de Outubro - Dia do Professor

Violeta - Para você, mestre amigo

Parabéns pelo seu dia, professor!


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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei 12.305

Desenho de Priscilla Ramos

Aprovada a Lei nº 12.305 em 02/08/2010, após tramitar por cerca de duas décadas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece como princípio que a sociedade é responsável pelo lixo que produz. Também faz a diferença entre o que é resíduo (aquilo que pode ser reciclado ou reaproveitado) e rejeito (o que não se reaproveita).

Entre os méritos da nova lei, um dos maiores é a justa valorização do trabalho dos catadores de lixo. E com razão, o representante do Movimento Nacional dos Catadores de Lixo, Severino Lima Junior, disse que esses trabalhadores não querem ser conhecidos como catadores de lixo, mas de materiais recicláveis.

A PNRS é considerada um avanço no Brasil, país no qual as cidades produzem 150 mil toneladas de lixo por dia, das quais 59% são destinadas aos lixões. Em artigo publicado em 28/07, no jornal O Estado de S.Paulo, a pesquisadora, diretora e coordenadora da área de Meio Ambiente Urbano do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, analisou os pontos positivos e negativos da nova lei.

"Entre os positivos eu destacaria, em primeiro lugar, o fato de que o texto aprovado é enxuto e enfatiza a redução, o reúso e o reaproveitamento. Em segundo lugar, o texto tem dez referências à participação das cooperativas de catadores no processo de gestão de resíduos. Há, inclusive, a previsão de financiamento para municípios que façam coleta seletiva com catadores, medida indutora do desenvolvimento das cooperativas", destacou Grimberg.

Segundo a pesquisadora, outro ponto positivo da PNRS diz respeito a proibição da importação de resíduos perigosos e rejeitos cujas características causem dano ao ambiente e à saúde. "Absurdo que a lei corrigiu", observou.

Elisabeth Grimberg também elogiou as metas e prazos inclusos na elaboração da PNRS, bem como o tratamento consorciado de resíduos, que permite a pequenos municípios planejarem conjuntamente a destinação. "O fato de a lei garantir remuneração ao Estado, caso ele tenha de se ocupar das atribuições relativas à logística reversa dos geradores, também é positivo", acrescentou.

Problemas
Os pontos negativos, na opinião da pesquisadora, são referentes aos artigos 9º e 33 da regulamentação. O primeiro "abriu possibilidades para a 'recuperação energética' dos resíduos, ou seja, a incineração".

Grimberg questiona a medida ao considerar o caráter tóxico da queima de lixo. Segundo ela, as cinzas devem ser destinadas a um aterro especial. "Mais um aspecto negativo: a análise do ciclo de vida do produto não foi incluída como um processo anterior à coleta. Seria a deixa para os fabricantes repensarem seus produtos, como o excesso de embalagens", pontua.

Sobre o artigo 33, que trata da logística reversa, Elisabeth Grimberg criticou o fato de o texto deixar a cargo dos geradores de resíduos (setor empresarial) a liberdade de escolha referente a execução do processo para produtos em que não há obrigatoriedade prevista na lei. "Se o gerador disser que não pode recolher um produto, por inviabilidade técnica ou econômica, a sociedade terá de aceitar", conclui.

Minha Nota
Apesar de a lei estar sancionada pouco se ouviu na última eleição, propostas de candidatos a deputados federais e estaduais sobre este assunto, tampouco os prefeitos que apoiaram alguns candidatos cobraram qualquer postura, o que seria uma ótima moeda de troca para o apoio eleitoral.

Cada cidadão deve a partir de agora, participar mais e mais das questões orçamentárias municipais, impondo e exigindo dos gestores públicos medidas eficientes voltadas a destinação do lixo. È muito importante que as prefeituras municipais e câmaras de vereadores, em conjunto com a sociedade, busquem soluções expressivas para o enquadramento a lei.

Entendo que antes de se propor qualquer ação estrutural, é primordial que o cidadão seja reeducado; de fato todos se incomodam com o acúmulo do lixo, porém a grande maioria da sociedade se despreocupa a partir do momento em que o veículo da coleta faz o recolhimento. Tirou-se o lixo de dentro ou da porta de casa, não importa mais onde ele será despejado. Isto não é participação.

Pessoalmente, estou disposto a provocar os poderes públicos em meu município, a fim de que passemos por um processo de educação e conscientização da sociedade, de nada adianta incentivar a população a separar os recicláveis ou fomentar a criação de cooperativas enquanto as pessoas não entendem ou não aceitam que são co-autoras da geração e acumulação do lixo em nossas cidades.

Aviso: Este texto contém edições.

Fontes:
Terra Notícias
Site do Deputado Edson Duarte

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tirando "o lixo da rua"

Pneu inservível - apresenta danos irreparáveis em sua estrutura que não serve mais para rodar ou reformar.
Este artigo é para conhecermos melhor a forma que nosso país usa para gerenciar este resíduo sólido, que contém borracha e aço, que leva centenas de anos para se decompor no solo e um complemento da pesquisa publicada em 06 de setembro, neste blog,  O que fazer com os pneus usados?

Em 30 de setembro de 2009, o CONAMA criou a resolução nº. 416, para controlar e gerenciar com maior rigor os milhões de pneus inservíveis, e põe milhões nisso, que há no mercado. Em 02 de agosto de 2010 foi sancionada pelo Presidente Lula, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e pelas novas regras na Política Ambiental, os importadores, fabricantes e revendedores, tem responsabilidade compartilhada de dar descarte final adequadamente correto para eles.
As empresas que comercializam pneus devem ter um ponto de armazenamento adequado e solicitar do eco-ponto (local de armazenamento provisório) a retirada dos pneus inservíveis. Deverá emitir uma NF dos pneus inservíveis, com custo, R$ 0.01, e entregar para o coletor, que deixará um relatório com a quantidade e peso que foi retirado. Após este processo, a Reciclanip (uma entidade sem fins lucrativos criada pelos fabricantes de pneus novos) que possui 469 pontos de coletas distribuídos em todo o território brasileiro, enviará um relatório à empresa que os enviou, comprovando o destino final dos mesmos, junto com a licença ambiental.
Atualmente, há vários eco-pontos licenciados, que estão preparados com um espaço adequado para armazená-los. Assim que eles chegam à central de armazenamento, é feito uma seleção do que pode ser reaproveitado, e após esta avaliação o resto é triturado e enviado para cimenteiras, onde é incinerado. Em minhas pesquisas, visitei uma fábrica de cimento e constatei que estas raspas de borrachas são misturadas a outros resíduos sólidos contaminados, e suas cinzas transformam se em componentes de fabricação do cimento. A utilização de pneus inservíveis como combustível em processos industriais só poderá ser efetuada caso exista norma especifica para sua utilização.
As revendas que comercializam pneus novos têm a obrigação de orientar o consumidor final de como usá-lo corretamente para melhor aproveitamento do produto. Existem várias informações importantes, tais como: Todo pneu tem uma identidade (matrícula e dote) onde identificamos o local e data de sua fabricação; Após cinco anos de sua fabricação apresentam sinais de envelhecimento e deteriorações; Os proprietários dos veículos devem verificar a pressão adequada e fazer revisão da suspensão, para evitar maiores desgastes com falta de alinhamento e balanceamento e assim, ter maior durabilidade do produto.
No caso de pneus de Carga, Agrícolas e Fora de Estrada, existem algumas técnicas para maior reaproveitamento da carcaça, sendo elas: ressulcagem, recapagem e recauchutagem. Os revendedores devem incentivar a reutilização, reforma e reciclagem dos mesmos. Nos critérios de controle da resolução 416 do CONAMA, reforma de pneu não é considerada fabricação ou destinação adequada. Serão penalizadas com multas as empresas que não seguirem estas normas, pois os impactos ambientais que estão sendo gerados no planeta devido ao descarte inadequado deles são imensos.
Hoje o Brasil possui cinco grandes fabricas: Michelin, Bridgestone Firestone, Goodyear, Pirelli e Continetal. Quando seus produtos não estão mais em condição de uso e dispostos inadequadamente, podem resultar em sério risco ao meio ambiente e à saúde pública. É necessário criar programas educativos a serem desenvolvidos junto aos consumidores informando os pontos para armazenar provisoriamente os pneus inservíveis e da importância de não os jogar nos aterros sanitários, rios ou a céu aberto. É preciso criar campanhas de incentivo ao reaproveitamento desses pneus espalhados pelo nosso planeta, conscientizando os consumidores e revendedores sobre os centros de coleta. Já realizam algumas ações com programas de conscientização através da Reciclanip, mas pouco divulgado.
Segundo a resolução do CONMA, “os fabricantes e os importadores de pneus novos, com peso unitário superior a 2,0 kg (dois quilos), ficam obrigados a coletar e dar destinação adequada aos pneus inservíveis existentes em todo o território nacional. Os distribuidores, os revendedores, os destinadores, os consumidores finais de pneus e o Poder Público deverão, em articulação com os fabricantes e importadores, implementar os procedimentos para a coleta dos pneus inservíveis existentes no País.” A contratação de empresa para coleta de pneus pelo fabricante ou importador não os eximirá da responsabilidade pelo cumprimento das obrigações.
O art. 70 do Decreto no 6.514, de 22 de julho 2008, impõe pena de multa por unidade de pneu usado ou reformado importado, mas, se formos fazer um levantamento dos pneus inservíveis que existem jogados dentro dos rios e lixões a céu aberto, ficaremos indignados com tamanho descaso no descumprimento de nossas leis. Esperamos que os distribuidores que importaram esses “lixos” criem campanhas para conscientizar e disciplinar os consumidores a dar um destino de forma ambientalmente adequada e segura a eles.
Algumas pesquisas mostram que já se fabrica o “asfalto ecológico” misturando à massa asfáltica um composto feito de borracha de pneus, mas muito ainda precisa ser estudado, pois as rodovias que estão sendo “experimentadas” com este composto apresentam rachaduras e levantamento de partes da pista, devido conter algumas moléculas de ar, que ainda não conseguiram eliminar no processo.
O aço que é separado da borracha usa-se em siderúrgicas em processo de fabricação de novos produtos.  As raspas restantes são reaproveitadas em diversas atividades com destinação ambientalmente adequada, fiscalizados pelos órgãos ambientais competentes, observando a legislação vigente e normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, e a minimizar os impactos ambientais adversos.
Em nosso país, há muitos pontos de laminação, onde são separados os pneus que servem para fabricar móveis, tapetes, borracha de rodos, solas de sapatos, sandálias, vasos ornamentais, casas ecológicas e muralhas para evitar erosões em áreas de risco. O restante é triturado para reaproveitar em diversas atividades com destinação ambientalmente adequada, fiscalizada pelos órgãos ambientais competentes, evitando danos ou riscos à saúde pública e reduzindo os impactos ambientais causados por eles.
Só depende de nossas atitudes agora, fiscalizar para que esta nova lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga cada emissor de seu lixo dar um destino final ambientalmente correto a ele, seja cumprida, pois assim, a preservação da natureza e a qualidade de vida de nossa população será garantida.


Estas imagens  merecem destaque, pois este jovem, Raildes Marques da Cruz Junior, de apenas 18 anos, é um fabricante de móveis de pneus de moto,"inservível".  O encontrei  vendendo estes móveis na cidade de Teresópolis-Go. A matéria-prima usada para fabricar um conjunto de quatro cadeiras e uma mesa de centro, são  vinte e quatro pneus. O preço do conjunto é R$400,00. A mesa fica linda como suporte para um belo vaso de plantas. Para dar um toque final bem criativo nas cadeiras, pode-se fazer almofadas redondas e prendê-las com laços por  atrás.

Clique na foto para ampliá-la e ver melhor os detalhes destes móveis feitos com pneus usados.

Aplausos para todos os profissionais que cooperam com a preservação do planeta trabalhando na fabricação de novos produtos, tendo como matéria prima os pneus inservíveis. O trabalho deles é um grande exemplo para os que vivem “jogando lixo na rua” .

Abraços eco-planetários para eles e todos que preservam nossa amiga e irmã NATUREZA!
                                                                   Fotos:  Helena Bernardes

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Onde eles estão?


Figura obtida na internet.
Texto publicado no blog: www.jairclopes.blogspot.com em maio de 2010.
Talvez o fato social mais importante da segunda metade do século vinte, o que mais gerou mudanças de mentalidades e orientações ideológicas que vieram depois, foi o movimento cultural hippie. Pode-se situar o ano de 1960, quando em janeiro formou-se uma manifestação pelos direitos civis em Atlanta, USA, como o início de tudo, como o ponto de inflexão em que a juventude resolveu tomar posição em confronto com o status quo. A juventude daquela década, nascida durante ou pouco depois da guerra, num estalo, tomou consciência que vivia num mundo engessado no qual embaralhavam, davam as cartas e eram donos do baralho duas potências nucleares que, entre outras coisas, podiam destruir a humanidade e até o Planeta.

A geopolítica que comandava os destinos da civilização era a doutrina pelo medo da destruição em massa, era a guerra fria em ação; o sexo fora do casamento ainda era pecado e, às vezes, punível pelas legislações conservadoras vigentes; a família, célula mater da sociedade, era intocável e sagrada, o divórcio era visto como sacrilégio pela igreja; nos países desenvolvidos, carreiras profissionais eram projetadas e seguidas desde a infância pelo filho-objeto dos pais; a “liberdade” consistia em não dizer NÃO ao establishment; ou seja, não se ataca a elite social, econômica e política que controla o conjunto da sociedade; religiões aceitas pelas nações ocidentais eram monoteístas e acomodadas, nem pensar em religiões “exóticas” orientais; música? Só romântica ou regional que não atacasse os valores pétreos de uma sociedade estagnada e silenciosa quanto a questões como racismo, capitalismo selvagem, domínio cultural e colonialismo; roupas, calçados e cabelos eram “certinhos”, não se ousava, não se feria a estética; uso de drogas? Vade retro! Não se discute, não se encara, não se admite, é proibido e pronto!

Esse era o bucólico mundo ocidental na década de sessenta, quando a juventude sentiu-se inquieta e resolveu protestar colocando o dedo na tomada. Roupas estranhas e coloridas, cabelo comprido e rebelde, música berrante de protesto, comportamento civil contrário às ordens vigentes, pavor de guerras e proselitismo de amor livre – make love not war. Palavras de ordem: rasgue seu cartão de alistamento, virgindade dá câncer, queime sutiãs, sinta desprezo pelos bens materiais, viva e deixe viver, não confie em ninguém com mais de trinta anos, tudo que é bom é proibido, imoral ou engorda, use maconha, LSD e haxixe, o psicodelismo está na ordem do dia, é proibido proibir.

Pois bem, o movimento nasceu nos EUA e se alastrou pela Europa, chegando, ainda que com timidez, até a países da cortina de ferro, num crescendo de protestos pacíficos e desobediência que chocalhou a roseira do marasmo das sociedades estabelecidas. O ápice do movimento situa-se em 1968, quando boa parte do mundo ocidental incendiou-se numa cadeia de protestos da França à Índia, passando por quase todos os países da Europa e da Américas. A guerra do Vietnam dava azo para que os jovens se unissem por uma causa comum, corpos cobertos com a bandeira, que chegavam de uma terra distante e desconhecida, eram prova cabal de que alguma coisa muito errada estava acontecendo. As autoridades não podiam ficar inertes para sempre, e mundo nunca mais foi o mesmo, mudou, ainda que não totalmente, a golpes de peace and love.

Por volta da metade da década de setenta, os hippies agora adultos (com mais de trinta anos) viram-se, uns frustrados, outros inconformados, mas todos sem forças para continuar queimando a vela pelas duas pontas, acomodaram-se e não deixaram seguidores. O que existe hoje são artesãos que se dizem Hippies, nada parecido com o que existiu, nada radical como aquela revolução dos costumes. Contudo, as sociedades nunca mais foram as mesmas.

E os hippies para onde foram? Naturalmente, eles também envelhecem. Hoje, sessentões, eles estão por aí, o mais das vezes mesclados à população dita “normal”, aquela que passou os anos sessenta e setenta observando, sem participação ativa nos acontecimentos. Contudo, em certos lugares, os ex-hippies são perfeitamente discerníveis e identificáveis, como em San Diego. Aqui existe um bairro chamado Ocean Beach, OB para os íntimos, que é habitado exclusivamente pelos contestadores daqueles anos loucos. O bairro é típico de pessoas “alternativas”; de gente que optou pela liberdade de comportamento; de gente voltada para uma vida natureba; de gente pouco preocupada com “ter” em detrimento de “ser”; de gente que curte a natureza e educa filhos e netos na direção de um mundo diverso do capitalismo consumista a sua volta; de gente vegetariana e vegana que têm restaurantes próprios voltadas para comidas orgânicas e sem produtos de origem animal.

Na maioria, os ex-hippies são pacatos pais e avós que exercem atividades autônomas como massagistas, quiropráticos, professores de doutrinas zens, dentistas e médicos de orientação alternativa, artesões, poetas, escritores, acupunturistas, homeopatas, todos pobres e de bem com a vida. A paz é seu objetivo de vida, não se alistam nas Forças Armadas e não aconselham ninguém a fazê-lo. Não incomodam ninguém e por ninguém são incomodados. Vale a pena comprar seus produtos a base de hemp e comer suas comidas orgânicas e deliciosas, o que fiz com prazer, junto com minha mulher, minha nora e meu filho. Quem vier a San Diego não perde nada se for até OB dar um rolê. JAIR, San Diego, 20/05/10.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bromélias


Bromélias

Antes de falarmos sobre as belas bromélias vamos abrir um pequeno parênteses sobre as chuvas na região Centro-Oeste. Anteontem, dia 27 de setembro, ou seja, já no final do mês, choveu - algumas gotinhas - em algum lugar aqui do DF. Ontem aconteceu o mesmo, mais gotículas caíram em algum lugar. A ventania que antecedeu e acompanhou o chuvisco é que foi forte, com redemoinhos espalhando poeira pela cidade inteira. Em todos os lugares via-se um céu nublado parecendo que nossa região estava coberta por neblina. De acordo com o serviço de meteorologia 'a neblina' nada mais era - e é - que uma fina poeira espalhada pelo vento. Estamos, pois, ansiosamente aguardando alguma chuva para limpar o ar que respiramos. Que venham as chuvas! Mas, vindo estas, um outro problema vai aparecer: os perigos que escondem a água parada da chuva. Portanto, desde agora, todo cuidado é pouco. Nada de garrafas sem a tampinha ou pneus velhos ao ar livre ou caixas d'água sem tampa, ou..., ou... Ou aquele mosquitinho que todos nós conhecemos terá mais um lugar para  depositar seus ovos.

E as bromélias, o que elas têm a ver com tudo isso? As bromélias são as vítimas inocentes de toda essa história de água parada e mosquito da dengue? Vítimas das desinformações sobre elas, sobre nosso meio ambiente e sobre o rico bioma brasileiro? Foi pensando nisso que o ano passado incentivamos um debate sobre essas belas plantas em nosso blog Multivias. Com o título 'Bromélias - Inocentes ou Culpadas?' durante todo o início das chuvas coletamos informações sobre as bromélias e a relação existente ou não entre elas e a dengue. O resultado foi um trabalho que, não diria completo, mas bem abrangente sobre esse assunto, incluindo algumas curiosidades e o modo de se fazer uma armadilha caseira para o mosquito da dengue, em texto e vídeo. Confiram o post do dia 28 de novembro de 2009, no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades, dividido em quatro partes*:

1- Bromélias - Inocentes ou Culpadas?
2- Bromélias e Meio Ambiente
3- Bromélias - Como cuidar?
4- Conclusão

 Aqui está a primeira parte publicada:


Bromélia 
Com o título Bromélias: Inocentes ou Culpadas? vimos e discutimos opiniões diversas, vindas de diferentes regiões do Brasil. Nossa roda de amigos, através de comentários e envio de fotos e textos, participou de uma pesquisa-debate envolvendo uma das mais belas flores brasileiras. Ganhamos todos nós! Ficamos com um maior conhecimento sobre essa planta da família bromeliaceae; tivemos mais informações sobre a rica diversidade do meio ambiente em que vivemos e ganhamos também conhecendo um pouco mais sobre a vida que entrelaça fauna e flora, tão sabiamente criada e desenvolvida em nossas matas e florestas.

1- Nossas belas são inocentes ou culpadas?

Antes de qualquer conclusão, vamos ver um pouco mais sobre as bromélias. Sugerimos também a leitura de alguns artigos sobre o mosquito Aedes Aegypti, transmisssor (vetor) da dengue.Vamos lá?

1.1- Bromélia, gravatá, carandá, caravatá, caraguatá, caraguá, carauatá, carauá e croata, são os nomes populares que encontramos. Família das bromeliáceas.
Nomes científicos de algumas espécies:
- Originárias da América do Sul, Brasil: Aechmea caudata, Aechmea fasciata, Aechmea fulgens, Aechmea orlandiana, Aechmea triangularis, Ananas bracteatus, Ananas comusus (nosso ananás ou abacaxi), Ananas comusus 'Variegatus',Bromelia antiacantha, Hohenbergia blanchetii, Neoregelia caroline 'Tricolor', Neorégelia compacta, Neoregelia farinosa, Nidularium innocentii, Vriesea carinata, Vriesea fosteriana, Vriesea gigantea, Vriesea hieroglyphica e Vriesia imperialis. 
 -América do Sul - Brasil, Bolívia e ArgentinaAechmea distinchantha.
- América do Sul (vários países): Billbergia pyramidalis 'Variegata', Tillandsia gardneri, Tillandsia stricta.
- América do Sul - Brasil e Uruguai: Bromelia antiacantha.
- América do Sul - Argentina: Abromeitiella lorentziana.
- América do Sul - Equador: Tillandsia cyanea.
- América Central e do Sul: Tillandsia tenuifolia, Vriesea hybrida.
- Guiana Francesa: Quesnelia quesneliana. (A Guiana Francesa, ocupada pela França desde 1946, está localizada na América do Sul e faz fronteira com o estado brasileiro do Amapá).

Há muito material de leitura e pesquisa sobre as bromélias. Na internet podemos ler de tudo. Mas alguns artigos são apenas repetições de estudos feitos, muitos deles sem a citação da fonte. Fazendo uma filtragem, escolhemos alguns para enriquecer nossa pesquisa, de fontes e autores seguros. O primeiro deles é bem interessante; faz um apanhado geral sobre as bromélias, com algumas curiosidades. Vocês sabiam que algumas cidades brasileiras possuem nomes de bromélias? Querem ver quais são? Leiam:

"Bromélias

A Família Bromeliaceae compreende 58 gêneros e, aproximadamente, 3.176 espécies. Elas podem ser epífitas (apóiam-se em outras plantas, mas não as parasitam), rupícolas (vivem sobre rochas) ou terrestres.
As bromélias são de suma importância nos biomas onde ocorrem, principalmente pela  capacidade de algumas de suas espécies armazenarem água, funcionando assim como berço de vida para diversos organismos. Com a degradação acelerada dos ecossistemas, inúmeras espécies vêm sendo extintas, afetando diretamente o equilíbrio da natureza.

Onde encontramos as bromélias no mundo?

As bromélias são plantas típicas das Américas. A exceção fica por conta da Pitcairnea feliciana, espécie que se desenvolve na região da Guiné, na África. A distribuição geográfica da família bromeliaceae pode ser compreendida a partir de três importantes centros de diversidade: Andes, com prolongamentos em direção ao México e às Antilhas, o Planalto das Guianas e a região ao leste brasileiro.

Essas plantas apresentam uma grande plasticidade em sua forma de vida, desenvolvendo-se bem  nos mais diversos ambientes, em quase todos os ecossistemas. Isso engloba desde áreas ao nível do mar até locais com grandes altitudes (com cerca de 4.000 m), regiões com temperaturas elevadas, como as caatingas, e lugares com a temperatura próxima de zero, como nos cumes das serras.

E no Brasil?

O Brasil conta com uma rica diversidade de espécies em quase todo o seu território. A Mata Atlântica é o principal pólo, mas os campos rupestres do interior do país também são regiões prolíficas para as bromélias. Curiosamente, a Amazônia, a maior área florestal do mundo, apresenta uma incidência menor.

Outra característica da distribuição das bromélias no Brasil é o alto grau de endemismo, ou seja, de espécies que ocorrem exclusivamente em uma área restrita. Isso se deve, em parte, à grande diversificação dos ecossistemas brasileiros, que favorece a formação de áreas naturais muito peculiares. Essa variedade também se reflete na grande quantidade de nomes populares aplicados às bromélias, como carandá, carauá, caravatá, carauatá, caraguatá, caraguá, croata e gravatá. Além disso, o conhecimento popular sobre as plantas fez com que algumas cidades brasileiras viessem a ser chamadas por nomes que representam modificações dos nomes populares das bromélias. Como exemplo, podemos citar: Caraguatatuba (SP), Gravatá (SC), Gravataí e Caraguataí (RS), Caraguatá (RJ), e Gravatazinho (AL, PE)." Do site do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro: http://www.jbrj.gov.br/arboreto/estufas/bromelias.htm
....
Como lemos no artigo acima, as bromélias podem ser terrestres, ou viverem em árvores - sem serem parasitas - e também viverem sobre rochas. Lembram da informação que nos foi dada pelo Dalton França, sobre as minibromélias que vivem nas pedras das serras mineiras? Vamos relê-lo:
"... aqui no Sul de Minas podemos encontrar diversas espécies de minibromélias. Vivem entre as pedras no alto das serras."...

1.2- Aprendendo sobre a dengue
...
A Dengue é uma doença causada por vírus, ou seja, uma virose. Seu vírus é transmitido através da picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti. Logo, a forma de nos prevenirmos da dengue é não termos esse tal mosquito por perto. Ele - o mosquito, deposita seus ovos em águas paradas em recipientes artificiais como pneus, pratos de vasos, garrafas, latas, caixas d'água mal fechadas, piscinas sem a devida manutenção e tudo que puder conter água parada. Uma das sugestões recebidas para o combate ao mosquito refere-se à borra de café. Angélica Tulhol nos disse que "Havia lido em algum lugar que para evitar o mosquito em bromélias deveria por pó de café no miolo que concentra a água." Não é uma crendice. Pesquisadores da Unesp relatam:


"A BORRA DO CAFÉ E O CONTROLE DO AEDES

 Hermione Bicudo e Alessandra Theodoro Laranja

"A mídia falada, escrita e televisionada de muitas regiões, de norte ao sul do Brasil, tem divulgado a indicação do uso da borra do café (isto é, do pó de café usado), no controle do Aedes. Essa aplicação resultou de pesquisas realizadas no Curso de Pós-Graduação em Genética do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, UNESP, desta Cidade, pelas signatárias deste artigo. Contudo, a maioria dessas divulgações tem falhado em um aspecto fundamental, que é explicar adequadamente, à população, a forma de uso da borra para esse fim. Esse é o objetivo do presente artigo.
A borra do café pode ser usada nos criadouros domésticos de Aedes, que são, principalmente, vasos de plantas e bromélias, sem o risco de matá-las, pois inclusive, é usada, por algumas pessoas, como adubo. A borra pode ser espalhada sobre a terra do vaso, porque, mesmo uma fina película de água que se forme sobre essa terra serve de criadouro do mosquito. A borra pode, ainda, ser colocada dentro do "copo" que se forma no interior das bromélias, onde se acumula a água. E também pode ser colocada nos pratos dos vasos (lembremos, porém, que sempre que possível, esses pratos devem ser eliminados).
A quantidade de borra a ser usada depende da quantidade de água que se acumula nesses locais. Por exemplo, se o prato do vaso ou a bromélia acumula mais ou menos um copo de água da rega ou da chuva, quatro colheres de sopa da borra são suficientes. Espalhe a borra no prato ou coloque no interior da bromélia ,com a colher; quando a água escorrer, vai diluir a borra. Aumente ou diminua a quantidade em função da variação da água acumulada. A borra do café, como tem sido divulgado, impede que o Aedes atinja a fase adulta. O mosquito, no seu desenvolvimento, passa pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto. A borra é ingerida pela larva que se a intoxica, morrendo nessa fase. Se o mosquito não atingir a fase adulta, que é a fase em que ele pica as pessoas transmitindo os virus, não haverá doenças. Assim, a borra do café funciona como uma forma alternativa para o inseticida abate, granulado organofosforado, usado no controle das larvas, que é tóxico para o homem, os animais domésticos e o ambiente. Por causa dessa toxicidade e porque os inseticidas induzem os insetos à resistência, de modo que o inseticida perde a capacidade de matá-los, no mundo inteiro, hoje se buscam formas alternativas de controle que substituam os inseticidas. Porisso, o uso da borra do café é um achado importante.
Trata-se do aproveitamento de um material cujo destino é o lixo, que é disponível na maioria dos lares brasileiros e não tem contra-indicações de uso, pois seu extrato é ingerido pelo homem. Para o Aedes tem havido indicação de outros produtos, como o sal de cozinha e a água sanitária, mas estes produtos não podem ser usados nas plantas e sim em outros criadouros.
É evidente que os inseticidas continuarão a ter que ser usados para eliminar os mosquitos adultos se estes forem produzidos. Porque não basta eliminarmos os Aedes em nossas casas, se os terrenos baldios não forem limpos, mesmo de tampas de latas ou vidros ou pedaços de plástico que se encurvam fazendo pequenos reservatórios para água da chuva. Para que o Aedes se reproduza, basta que a água esteja parada, seja limpa ou suja. Não podemos esquecer ainda que os ovos resistem ao dessecamento por até um ano. Assim, temos que estar atentos. Se nossas vidas estão em jogo, vale empregarrmos todos os recursos, do bom senso à borra do café."
"Dra. Hermione Bicudo- Pesquisadora do IBILCE e Coordenadroa do Laboratório de Vetores
E-mail: bicudo@ibilce.unesp.br "
....
O site http://www.dengue.org.br/ ilustrou de uma forma bem simples o combate ao mosquito. Vejam:

"Dicas para combater o mosquito e os focos de larvas"
.... 



Como vimos, até agora não foi associado as bromélias com a dengue. No site da Prefeitura de São Paulo, falando sobre os cuidados que devemos ter para evitar o mosquito transmissor, no final da lista, há uma breve nota sobre as bromélias:
...
"Cuidados especiais para as plantas que acumulam água como bromélias e espadas de São Jorge, ponha água só na terra." In: http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/vigilancia_saude/doenca_agravo/0003


O 'tanque' d'água desenvolvido em uma bromélia: representa, principalmente nas florestas, 'um poço de vida'.


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*A série Bromélias - Inocentes ou Culpadas? contem pesquisas e informações nossas e de muitos amigos blogueiros que participaram do debate. Há uma grande variedade de fotos. Vejam no blog Multivias.

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E você, o que sabe sobre as bromélias? Conte pra gente.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Evolução, nádegas & inteligência


De acordo com a teoria da evolução, a cada mutação do indivíduo que implique em vantagem sobre seus semelhantes, corresponde uma chance maior em que este sobreviva e, sobrevivendo, poderá deixar descendentes que perpetuem essa vantagem, tornando-a definidora de uma variação da espécie que poderá predominar sobre outras, pelos menos numericamente.

Há consenso entre cientista e até entre pessoas comuns, que o cérebro humano é a característica que mais o diferencia dos demais primatas. Maior cérebro, ou relação maior entre tamanho do cérebro e massa corporal, define mais inteligência que, como sabemos, coloca o Homo sapiens numa categoria de seres inteligentes sem concorrência. Mas, ao que devemos esse cérebro grande?

Pois bem, estudiosos da anatomia humana como o inglês Sir Wilfred Le Gros Clark, sugerem que, durante a evolução do Homo sapiens, houve um “acidente” genético anatômico, uma mutação benéfica, que tornou a pelve das mulheres mais avantajadas. Decorre que, essa mutação provavelmente representou uma adaptação que permitiu o nascimento vivo de bebês com cérebro grande. As mulheres de pelves estreitas continuaram a ter bebês com cérebros menores, pois ao conceberem bebês com cabeças maiores, morriam no parto e, geralmente, os bebês também morriam.

A seleção natural favorecia as calipígias (bundudas) em detrimento das menos dotadas de glúteo, admitindo-se que pelves desenvolvidas correspondam a glúteos maiores também. Essa afirmação parece ser corroborada no livro “O gene egoísta” de Richard Dawkins, onde ele apresenta uma pesquisa feita com povos primitivos, portanto, alheios a influências culturais nossas que criam modelos a ser desejados de mulheres: magras e retilíneas. A pesquisa permitiu que homens pudessem escolher entre vários tipos físicos de mulheres, aquelas que seriam mais adequadas para casar e ter filhos. Invariavelmente eles escolhiam as que tinham pelves mais largas; as popozudas no linguajar atual.

O surgimento simultâneo de cabeças humanas maiores e nádegas femininas desenvolvidas ilustra generosamente como funciona a seleção natural. As mães com pelves hereditariamente grandes estavam habilitadas dar à luz crianças com cérebros grandes que, em virtude de sua inteligência superior, eram capazes de competir com êxito na idade adulta com a prole de cérebro pequeno das mulheres de pelves estreita. Aquele que fosse capaz de confeccionar ou tivesse maior habilidade de manusear uma machadinha de pedra, por exemplo, era mais capaz de vencer uma contenda, ou capturar o animal que lhe ia fornecer as proteínas. A invenção, manufatura e o manuseio de uma machadinha, como sabemos, exigiam maiores volumes cerebrais.

Os anatomistas afirmam que hoje é improvável que um aumento considerável na pelve e no canal de parto resulte em algum benefício para as mulheres. Se isso ocorrer deverá comprometer a capacidade da mulher de caminhar, sua região pélvica já está suficientemente desenvolvida.

Quando o assunto é seios grandes, não há sugestão evolucionista alguma que eles também sejam produtos de mutação que beneficiou suas portadoras, contudo, é bastante óbvio que machos sentem atração por fêmeas de mamas desenvolvidas pelo fato destas serem o protótipo da fertilidade.

Segundo essa linha, digamos “anatomista” da evolução, cérebro e nádega tem tudo a ver. Então não devemos nos espantar do motivo pelo qual a maioria dos homens tem fixação em bundas femininas. Eles estão obedecendo a um imperativo categórico kantiano, atávico e irrevogável, a evolução assim o dispõe. JAIR, Floripa, 26/04/10.



ADENDO:


Parece que o desejo e a curiosidade do homem pelas mamas e ancas grandes remonta à pré-história. A representação mais antiga de um ser humano está retratada no corpo de uma mulher com tetas e ancas fartas. A Vênus de Willendorf, uma estatueta do paleolítico datada de 24.000 a.C., foi encontrada durante escavações na Áustria pelo arqueólogo Josef Szombathy nos primeiros anos do século XX.

Fonte: Google

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Umidificador de ar - Uma solução prática e barata


Umidificador de ar feito com sucata - Foto do blog 'Mimos da Lady Fatô'

Vi no caderno Ciência do jornal Correio Braziliense do dia 14 deste. Um umidificador de ar feito com sucata. Dessas que todos nós temos em casa: Garrafa de vidro, CD velho, pote de sorvete de plástico ou outra qualquer vasilha pequena, pano absorvente e cola. Além da utilização daquilo que será descartado, poluindo rios e os arredores das cidades, não gastamos eletricidade, como é o caso dos umidificadores comprados no comércio. Economia para o bolso, economia de energia elétrica, boa ação para o meio ambiente. Segundo o jornal, é criação do engenheiro eletricista Cláudio Lasso, morador de um dos estados que mais sofre com o tempo seco desta época do ano: Mato Grosso.

O passo a passo: Podemos ver o modo de se fazer o umidificador em vários sites, como por exemplo no site do próprio jornal: http://www.correiobraziliense.com.br/

Outros sites também copiaram a idéia, alguns dando a fonte original, outros como se fosse invenção deles mesmos. Um honesto, que cita a fonte e mostra fotos de um umidificador feito por eles de acordo com o modelo dado no Correio Braziliense, é o blog Mimo da Lady Fatôhttp://ladyfato.blogspot.com/

Confiram; vou fazer aqui em casa uns dois. Depois mostro as fotos.

Vamos adotar a criatividade, investindo mais em soluções sem energia elétrica e que tragam mais benefícios para nossa 'casa', ou seja, para nosso planeta? Nossos filhos agradecem.

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domingo, 19 de setembro de 2010

Focas urbanas

Focas de La Jolla.

Foto do autor.

Texto publicado no blog www.jairclopes.blogspot.com em maio de 2010.
Já publiquei texto referente a animais que, sem outra opção, urbanizaram-se para sobreviver. Isto é, na medida em que o progresso humano avança por áreas antes selvagens, os bichos que ali habitam morrem, fogem ou adaptam-se ao novo meio. Assim, aves e mamíferos, principalmente de pequeno porte, são compulsados a partilhar com humanos e suas traquitanas e modus vivendi, completamente exóticos a seres costumados a viver em harmonia com a natureza.
Pois é, aqui em San Diego, Califórnia, num encantador bairro turístico a beira do Pacífico, La Jolla, existe uma praia pequena e bem protegida cujo nome é Piscina das crianças. É de se esperar que crianças habitualmente frequentem o lugar, não é mesmo? Nada mais distante da verdade. A simpática prainha é lar exclusivo de uma população de focas. Diga-se, o litoral sul da Califórnia é formado quase exclusivamente por falésias, com escassas praias de entremeio, razão pela qual as focas aproveitam esses locais para parir e criar filhotes com segurança.
A história é interessante, em 1931, uma milionária viúva de nome Ellen Browning Scripps, preocupada com o lazer e bem estar das crianças do bairro as quais não tinham um pedaço de areia seguro para brincarem, mandou construir um quebra-mar que permitiu o surgimento de uma praia abrigada, de imediato chamada Children’s Pool.
Até aí tudo bem, mas, acontece que as águas da costa sudoeste do País são habitadas por uma espécie de foca a “Mirounga angustirostris”, endêmica dessa região. Essa espécie de mamífero prefere águas não muito frias para procriar e amamentar seus filhotes. A piscina das crianças pareceu às focas o lugar ideal para suas atividades comunitárias, e para ali elas se mudaram de mala e cuia na década de setenta.
E agora José, a praia é dos rebentos humanos ou dos mamíferos marinhos? Já que crianças e focas não podem partilhar a mesma minúscula praia sem prejuízo de ambos, formou-se uma polêmica. Legalmente a praia formada pelo muro foi doada pela viúva Ellen à prefeitura de San Diego para servir de área de lazer às crianças. Mas focas não sabem ler e o mar é seu domínio natural, não há como expulsá-las do próprio lar, e extermínio está fora de cogitação, mesmo porque a Califórnia é o estado americano que mais se preocupa com ecologia; o estado que mais leis aprovou protegendo a fauna e flora da região; como o estado é semi deserto, aqui há leis que premiam com incentivos fiscais empresas e cidadãos que conservam água ou que menos agridem a natureza.
Assim, focas ou crianças? Cidadãos adictos de crianças saltitantes, e cidadãos afeiçoados a focas protegidas encaminharam projetos de leis a favor de umas e outras à instância municipal que, depois de pareceres contraditórios, levou à corte do Estado, a qual enviou a batata quente à Suprema Corte. É, meus amigos, a Suprema Corte sentindo que estava se metendo numa enrascada sem tamanho, devolveu as ações à instância municipal alegando incompetência, isto é, o assunto devia ser resolvido pelos munícipes e seus representantes, nada mais que isso.
Diante disso, em 1998, o juiz Timothy Taylor derrubou duas decisões anteriores de outros juízes que teriam forçado San Diego dispersar as cerca de 200 focas que vivem naquela praia. A cidade já gastou perto de dois milhões de dólares nesta questão, o que inclui um milhão de custas judiciais. A municipalidade destacou que há um sentimento que o juiz tomou a decisão certa nesta controvérsia que já dura anos. Portanto, até o presente momento, as focas continuam na praia e ninguém tem direito de retirá-las, mas os descontentes com a situação querem mudar esse status e reverter a praia às crianças.
Bem típica essa atitude, o Homo sapiens sofre do que se convencionou chamar de síndrome de especismo, conduta que coloca o ser humano em primeiro lugar, mesmo a custa da vida de outros seres se necessário.
Vejamos, para as focas é uma questão de vida ou morte, sem a praia elas poderão não sobreviver, considerando que estão na terceira ou quarta geração nascidas naquele sítio e são essencialmente territoriais. Existem registros escritos de suas presenças nas proximidades há séculos. Já para as crianças, é apenas uma área de lazer que poderá ou não ser utilizada, mesmo porque as águas daquele pedaço do pacífico não são exatamente tépidas como os humanos gostam, pelo contrário, são bastante frias, próprias para focas e seus parentes, os leões marinhos. Ainda mais, as crianças gostam de ver as focas e se comprazem de acompanhar suas atividades diárias.
De qualquer forma, enquanto a estadia dos mamíferos marinhos continuar ali, percebe-se com clareza o contraste entre a sociedade mais urbana e desenvolvida do Planeta com seus carrões estacionados a menos de vinte metros da praia, e a vida primitiva das Miroungas que só querem um cantinho seu para dar prosseguimento seguro a perpetuação de sua espécie. San Diego, 15/05/10.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pata-de-vaca







Pata-de-vaca, unha-de-vaca, bauínia, árvore-orquídea (Bauhinia variegata 'Candida'). Há também com flores rosas. Mas a chamada árvore-orquídea tem flores brancas, como estas das fotos. Família das leguminosas. Árvore que pode atingir até 8 metros. Muito encontrada em paisagismo urbano. É vista do Piauí ao Rio Grande do Sul, nas matas do cerrado e do complexo atlântico. No inverno e na primavera se cobre de flores brancas. Seu nome, pata-de-vaca, é devido à forma de suas folhas - vejam as fotos.
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Uma ótima quarta-feira

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Postagem publicada no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades em agosto de 2009.

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domingo, 12 de setembro de 2010

Vida alternativa


Foto da internet.
Amishs arando no melhor estilo século dezenove.
Texto publicado no blog www.jairclopes.blogspot.com em julho de 2010.


Nestes tempos em que muitas pessoas se voltam para uma vida mais simples, mais natural, ecologicamente correta, menos agressiva ao meio ambiente, não há como não lembrar de uma comunidade que faz isso, com grande êxito, há séculos, os Amish. Mesmo comunidades de “bichos grilo”, de ex-hippies, veganos e outros naturebas podem sequer comparar-se de longe com esses radicais alternativos.

A maior comunidade Amish vive em terras altamente produtivas no condado de Lancaster na Pensilvânia desde 1720, mas existem outras comunidades em 23 estados americanos e uma no Canadá.

Donde surgiram essas pessoas que vivem na era pré industrial, pré eletricidade e pré automóvel? Pois é, quando Lutero rompeu com a igreja católica e fundou uma nova ordem religiosa que se convencionou chamar “protestantes”, o movimento que se seguiu cindiu-se em várias frentes umas menos outras mais radicais. Em 1536, um jovem padre católico da Holanda chamado Menno Simons se juntou ao movimento anabatista que professava o “rebatismo” de pessoas que haviam sido batizadas antes do uso da razão, e, em seguida fundou uma igreja ainda mais exigente, os Menonitas. Dessa dissidência nasceu a mais radical igreja cristã, os Amish. Estes grupos anabatistas foram duramente perseguidos em toda a Europa. Milhares foram mortos como hereges tanto por católicos como por protestantes. Para evitar esta perseguição muitos fugiram para as montanhas da Suíça e do sul da Alemanha. Ali começou a tradição Amish da agricultura e da exploração dos seus serviços de culto nos lares ao invés de igrejas. Quando Wiliam Penn, fundador do estado que passou a chamar-se Pensilvânia, convidou-os para se estabelecerem lá, eles não pensaram duas vezes, mudaram-se de mala e cuia para os USA, onde fundaram a colônia que existe até hoje.

Os Amish são muito devotos, eles acreditam na interpretação e aplicação literal das escrituras. Eles acreditam que o mundanismo, ou seja, tudo que cheire a modernidade, pode impedi-los de estar perto de Deus, e pode introduzir influências nocivas nas suas comunidades e ao seu modo de vida. São agricultores notáveis, no entanto, não têm eletricidade em suas casas, não usam telefone, rádio ou televisão, automóveis, implementos agrícolas modernos ou qualquer objeto tecnológico que, remotamente, lembre “mundanismo”, seja lá o que eles entendam que é isso. Informática então, nem pensar.

Eles preferem viver da agricultura justamente porque esta está ligada ao mais fundamental, à terra. Eles sentem que seu estilo de vida e de suas famílias pode ser melhor mantido em uma vila rural usando apenas mulas nos seus arados e colheitadeiras do século dezoito. Em comparação com a nossa sociedade de ritmo rápido, a vida simples dos Amish, centrada na família tem um fascínio inspirador. Apesar de viverem no país mais tecnologicamente desenvolvido do Planeta, onde ocorreram as maiores mudanças em todos os setores, eles ainda vivem e trabalham tal qual seus antepassados. Suas famílias e suas fazendas são suas prioridades, perdendo apenas para Deus.

Sua separação do resto da sociedade contribui efetivamente para reforçar a sua comunidade. Socializar constitui uma parte importante da vida Amish. Os Amish têm um forte senso de espírito de comunidade, e muitas vezes vêm em auxílio daqueles que precisam. Vizinhos dão livremente seu tempo e suas habilidades para ajudar um ao outro. Os Amish são geralmente pessoas reservadas e, muitas vezes prestar atenção e curiosidade sobre seu estilo de vida perturba-lhes, eles não gostam. Eles acreditam que a tomada de fotografias em que alguém é reconhecível é proibido pelo veto bíblico contra fazer qualquer tipo de "imagem de escultura". Também são pessoas pacíficas, não usam armas e abominam a violência. O atentado de outubro de 2006, quando o atirador, identificado como Charles Carl Robert, de 32 anos matou três crianças de uma escola Amish ilustra bem esse fato: Os Amish simplesmente perdoaram o assassino.

Vestem-se com roupas despretensiosas, o que lhes valeu o nome de "pessoas simples". Muitos de nós temos curiosidade em saber como essas pessoas podem sobreviver em seus caminhos supostamente retrógrados. Aí é que as pessoas se assombram: Eles não apenas sobrevivem, eles estão prosperando! E muito. Mesmo durante a crise mundial que se abateu sobre os USA e o resto do mundo recentemente, os Amish continuaram vendendo muito bem seus produtos naturais e prosperando. A comunidade Amish conta com muitos milionários, ainda que continuem vivendo do básico, sem ostentação.

Com a atual “onda” ocidental em restaurar na nossa sociedade "valores da família”, muito pode ser aprendido com o estudo do modo de vida Amish. Sua devoção à família e comunidade e sua forte ética de trabalho são bons exemplos para a nossa sociedade em geral, mesmo abstendo-se do lado religioso radical, seus valores estão acima da média de qualquer sociedade ocidental. JAIR, Floripa, 05/07/10.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Sal


Foto da internet.

Texto plublicado no blog: www.jairclopes.blogspot.com em agosto de 2009.
No dia-a-dia de nossa civilização “fast-tudo”, com tantas opções disponíveis para facilitar ou melhorar as condições de vida do homem moderno, é quase impossível nós repararmos nos detalhes que fazem a diferença entre viver hoje e há cem ou duzentos anos, por exemplo. Estão tão entranhadas no nosso cotidiano as melhorias conquistadas ao longo do desenvolvimento social humano que quase não as vemos – e se vemos não reparamos: a água que escorre da torneira, que mata nossa sede e torna a vida mais limpa e saudável; a eletricidade sempre à mão para acionar os diversos recursos domésticos a nossa volta; os combustíveis (gases e líquidos) que produzem energia para deslocamentos, calefação e preparo alimentar; os próprios alimentos já semipreparados; e, principalmente o SAL, talvez por ser implícito, diluído, camuflado e apenas sentido nas comidas e bebidas. Contudo, esse condimento tão vulgar e barato já foi nobre.
Os registros do uso do sal remontam a 5 mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e em civilizações pré-colombianas. Cerca de 110 a.C., o Imperador chinês Han Wu Di iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a "pirataria de sal" em crime sujeito à pena de morte. Foi também considerado um artigo de luxo e só os mais ricos tinham acesso a ele. Nas civilizações mais antigas, contudo, apenas as populações costeiras podiam extraí-lo. Mesmo assim, estavam sujeitas a períodos de escassez, determinados por condições climáticas e por períodos de elevação do nível do mar. A tecnologia de mineração só começou a se desenvolver na Idade Média. Basicamente existem dois tipos de sal, um deles é o sal marinho que é extraído através da evaporação da água do mar, e o outro é o sal de rocha também conhecido como sal-gema que é retirado das minas subterrâneas ou planícies de sal que são resultantes de mares e lagos antigos que secaram. É comum encontrar nos altiplanos bolivianos imensos lagos secos com profundidade de até cem metros de sal puro, aliás, lagos que são a única fonte de sal daquele País que não possui litoral.
Ao longo da história da humanidade, principalmente na Europa, o sal foi considerado, juntamente com as chamadas especiarias, fundamental para a preservação dos alimentos e foi chamado de ouro branco. Era usado principalmente na conservação de carnes de aves, de peixes e de gado. Os Gregos e Romanos, utilizavam o sal como moeda para suas transações e com este condimento os romanos pagavam os soldados de suas legiões, daí surgiu a palavra salário que deriva de sal. Por ser tão valioso, o sal foi alvo de muitas disputas. Roma e Cartago entraram em guerra em 250 a.C. pelo domínio da produção e da distribuição do sal no Mar Adriático e no Mediterrâneo. E após vencer os cartagineses, o exército romano salgou as terras do inimigo, para que se tornassem estéreis.
O sal em seu estado puro consiste de cloreto de sódio em forma de cristais e é encontrado em grande quantidade na natureza, em alguns casos são adicionados a ele substâncias ou temperos para o seu uso culinário. O Sal de cozinha, de mesa ou refinado: é o mais comum e também mais usado para preparar os alimentos; neste sal pelas leis brasileiras deve-se ser adicionado iodo para se evitar o bócio. Sal marinho: Existem diversos tipos, dependendo da procedência e a cor de seus cristais pode variar. O sal marinho, obtido por evaporação da água do mar, é um sal usado como ingrediente na cozinha e em produtos cosméticos, entre outros. O seu conteúdo mineral dá-lhe um sabor diferente do sal de mesa, que é principalmente cloreto de sódio purificado a partir do sal marinho ou obtido de sal rochoso (halite), um mineral obtido por mineração de minas de sal. O sal de mesa também contém, por vezes, aditivos tais como iodetos (usados como suplemento alimentar) e vários agentes antiaglomerantes. A macrobiótica considera que o sal marinho é uma alternativa mais saudável ao sal de mesa.
Várias zonas do mundo, incluindo a França, a Irlanda, e a área de Cap Cod (EUA), produzem sal marinho menos salgado, por isso, especializado. Na maior parte do mundo, o sal marinho é mais caro que o sal de mesa. Entretanto, no Brasil, em função da abundância de locais de fácil encontro do binário sol/sal, como o litoral do nordeste, o sal marinho é o tipo mais comum e barato. Como Portugal possuía salinas, tratou de exportar seu sal para as colônias e de proibir não apenas a extração local, como o aproveitamento das salinas naturais.
Os brasileiros, que tinham acesso a sal gratuito e abundante, foram obrigados, em 1655, a consumir o produto caro da metrópole. No final do século 17, quando a expansão da pecuária e a mineração de ouro aumentaram demais a demanda, a coroa, incapaz de garantir o abastecimento, permitiu o uso do sal brasileiro, desde que comercializado por contratadores, ou seja, por atravessadores portugueses. Os médicos aconselham que devemos reduzir o consumo de sal, para prevenir doenças no coração, principalmente a hipertensão.
Entretanto, a mesma ciência que nos aconselha consumir menos desse tempero, permite que praticamente a TODOS os produtos alimentares seja adicionado cloreto de sódio. Como sou hipertenso, procuro evitar alimentos e bebidas que contenham valores apreciáveis de sódio, e, para isso, bani todo e qualquer refrigerante – inclusive di
ets e ligths - de minha vida, só bebo água mineral. Também não tomo água de coco porque contém sódio. Para minha surpresa, descobri que algumas marcas de água mineral têm sódio adicionado! Durma-se com um barulho destes! A elevada ingestão de sal de cozinha faz com que o organismo retenha mais líquidos e aumente seu volume, podendo elevar a pressão sanguínea causando a hipertensão que é responsável pelo infarto e a AVC (Acidente Vascular Cerebral), além disso o excesso de sal pode também prejudicar os rins. Não é somente diminuir o sal dos alimentos, deve-se também observar que vários alimentos industrializados possuem sal, por exemplo: pães, queijos, cereais, bolachas, enlatados, e, principalmente, embutidos.
Desde já, dá para inferir duas coisas: na vida moderna é impossível livrar-se completamente do SAL; e, apesar dos riscos, sua presença é desejada, porquanto a vida é menos saborosa, a vida se torna INSÍPIDA sem esse condimento. JAIR, Floripa, 21/08/09.
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