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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Torres e Antenas


A paisagem de nossas cidades e de nossas estradas está mudando. Ou melhor, mudou. Há torres por todos os lugares. No meio de uma bela paisagem, dessas de paraíso, com diversos tons de verde, o que aparece, surgindo do nada? Do nada? Não, não, do dinheiro das vendas de milhões de celulares. As empresas se multiplicam na mesma proporção das aparelhinhos. Todo mundo tem um. Há até aqueles que fazem coleção. E o que dizer dos "chips"?

Como gostaria que os dados das pesquisas sobre aquecimento global fossem mais divulgados. E como as torres e as anteninhas dos celulares contribuem para isso.

Empresas e consumidores, vamos pensar mais na perpetuação da vida do planeta Terra? Se nosso planeta adoece, adoecemos juntos.

Não ao consumo exagerado. Não à poluição do meio ambiente. A vida em primeiro lugar. S.O.S. ao bom senso. A vida do planeta pede socorro. Help! Help!

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Nota: Post escrito para o blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades; publicado em maio de 2008. Fiz as fotos na mesma época na rodovia que liga Brasília a Goiânia.

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sábado, 10 de setembro de 2011

Sob a Sombra de um Jenipapeiro

Post por mim publicado em 11 de janeiro deste ano no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades.


Sob o céu azul de Brasília, à sombra de um jenipapeiro, Gilvany trabalha. Acorda cedo, prepara café, leite bem quentinho e sucos diversos - de maracujá, de caju e dos jenipapos que por vezes ela encontra, caídos debaixo do pé de jenipapo, como se estivessem à sua espera...

Enche algumas caixas de isopor com pão-de-queijo, beiju e bolos que ela faz todos os dias, cortados em pedaços. Assim, cheia de delícias, com um jaleco imaculadamente branco, ela fica, todos os dias, ao lado de um ponto de ônibus, expondo, em uma mesa com toalha branca, carinho e guloseimas.

Os fregueses chegam e Gilvany, entre um sorriso e outro, atende a todos.

Copa do jenipapeiro

Galhos com jenipapos

Nesta foto podemos ver o formato das folhas, os galhos e dois jenipapos


O jenipapo da esquerda ainda está em fase de maturação. Os outros dois já podem ser consumidos; foram encontrados por Gilvany debaixo do jenipapeiro. Ela gentilmente me cedeu para essas fotos.
Um jenipapo cortado ao meio

Polpa do jenipapo. Para um suco cremoso é só misturar leite e açúcar. Bater ou não no liquidificador.

Gilvany deixa seus filhos na escola e corre para o trabalho, onde fica todas as manhãs. Na parte da tarde se organiza para a manhã seguinte, enquanto prepara o básico para a sobrevivência de sua família.

Gilvany representa os brasileiros e as brasileiras - milhões deles! - que saem todos os dias para um trabalho informal - sem férias, décimo-terceiro ou qualquer outro direito trabalhista.
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Jenipapo, fruto do jenipapeiro. Pode ser consumido in natura e de mil modos, como por exemplo, em doces, compotas, refrescos e sucos, além de vinho, vinagre, cachaça e licor. Quem nunca experimentou o famoso licor de jenipapo feito em Goiás? Quando ainda verde, seu suco é um corante utilizado em tinturas para tecido, objetos de barro e, pasmem, em tatuagens.

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Nota: Passando estes dias por este mesmo local, vi Gilvany com seu tabuleiro de quitutes. Resolvi, então, compartilhar com vocês deste blog isto que tentei mostrar no Multivias, que é bem representativo de Brasília: frutíferas enfeitando avenidas e uma das milhares de mães trabalhadoras informais.

Por falar em Brasília, aqui estamos em clima de deserto. Com a falta de chuvas, o tempo está super seco. Horrível. Hoje estamos com 12% de umidade relativa do ar, já tendo chegado a 10%. As queimadas estão por toda parte. Como mudar isso? E as causas, quais são? Alguém pode nos dizer?

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ilha das Flores Completo

Curta nacional bastante esclarecedor sobre a civilização contemporânea, provoca reflexões sobre o dinheiro, o consumo, o lixo e a liberdade, foi produzido em 1989, com narração do impagável Paulo José.



Precisamos de mais eventos como o Limpa Brasil Let´s do it!

Andamos todos, meio que cegos para a realidade do planeta, estamos cada vez mais preocupados em acumular, substituir e descartar, que não conseguimos visualizar opções diferenciadas para a sobrevivência. Não somos capazes de perceber a degradação e o esgotamento dos recursos naturais, continuamos a comprar e comprar. Quando escrevo “nós”, refiro-me a toda a humanidade, mesmo que existam ações condizentes e bem intencionadas, a compreensão da maioria ou a falta dela, faz com que posturas inteligentes e sustentáveis sofram um ataque compressivo, devido a poderosa mídia capitalista, aliada ao tecnicismo educacional, que nos conduz a uma vida de aparências.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu Sou Catador - Limpa Brasil Let's do it!


Programa Limpa Brasil Let's do it Goiânia


O nome original do Projeto Limpa Brasil é Let´s do it!. (Vamos Fazer). Foi idealizado por ambientalistas estonianos, no ano de 2007 e realizado naquele país no ano de 2008. Uma grande mobilização envolvendo todos os seguimentos da sociedade, poder público e privado, conseguiu limpar a Estônia em 5 horas, retirando 10.000 Ton. De lixo de locais indevidos.Goiânia será a 3ª cidade do país a realizar este grande movimento de conscientização e mobilização da população na limpeza da cidade. Sua participação é fundamental, pois, se voce  mora nesta linda Goiânia, considerada a segunda em área verde, e novamente a primeira cidade em Qualidade de Vida no Brasil, segundo o "Brasil Américas", veja como contribuir neste grandioso evento. Você é fundamental neste movimento e processo de mudança, de reeducação.

Como ser voluntário:

1-Cadastrando no site:  www.limpabrasil.com/goiania
2-Ajudando no mapeamento dos locais de descarte indevido: www.limpabrasil.com/mapa
3-Na divulgação: repassando as informações sobre o movimento pela sua rede de contato, redes sociais, amigos, família, trabalho, em palestras nas escolas, universidades, etc.

Informações:

Email: contatogoiania@limpabrasil.com
Ligação grátis:  156

            Helena Bernardes-Catadora

sábado, 20 de agosto de 2011

O gato

Ilustração da internet.


Texto publicado no blogue www.jairclopes.blogspot.com em 22/06/11.


Quando eu era garoto, na minha casa havia vários gatos, minha mãe adorava os bichanos, de forma que eles sempre encontravam abrigo principalmente na cozinha onde um fogão a lenha fornecia o calor que os atraía no inverno. Desde que lembro, nunca mais que quatro, desses vira latas sem quaisquer resquícios de raças, viviam em completa liberdade no quintal e na cozinha da nossa moradia, pequena e aconchegante casa de madeira num bairro pobre de Palmeira. Não eram mimados como gatos de madame, nem eram dependentes de qualquer coisa necessária à sobrevivência. Acho que naquele tempo nem existam essas rações de hoje, quando alimentados comiam restos de nossa própria comida. Viviam na nossa casa, mas não dependiam de nós moradores, tinham muita autonomia e eram safos o suficiente para se alimentarem, namorar e buscar companhia fora de casa. Eram afeiçoados ao lugar, mansos, conviviam em paz com nosso sempre presente cachorro, eram muito higiênicos, - enterravam com cuidado seus dejetos - gostavam de cafuné e atendiam minha mãe que os chamava por nomes como gato, gatinho, gatucho e outros, todos relacionados com a palavra gato.

Durante os invernos rigorosos como soem ser naquele planalto sulino, costumavam dormir ao pé do fogão a lenha, onde, uma vez, um bichano amarelo de nome gato foi atingido por uma brasa que lhe queimou a pelagem e a pele e ficou com uma cicatriz vitalícia. Esse mesmo bichano gostava de caçar roedores e outros animais de pequeno porte nos campos lindeiros donde morávamos. Não raro ele aparecia em nossa sala com um camundongo ou lagartixa viva na boca e, parecia, vinha mostrar como era exímio caçador. Brincava com a presa até cansar e depois a comia sem pejo, era um gato muito esperto. Certa vez apareceu com uma cobra viva na boca, um pequeno ofídio de cor esverdeada que foi objeto de brincadeiras e depois deglutido com aparente prazer.Como os gatos apareciam lá em casa? Não sei, mas desconfio que minha mãe tinha algum jeito especial de atraí-los, talvez ela os visse perdidos pelas proximidades e os chamasse para nosso quintal, onde uns encontravam outros, faziam amizade e iam ficando. Só sei que os gatos não incomodavam os vizinhos, não miavam à noite, não ficavam doentes, nunca tomavam banho, mas aparentavam sempre estar limpos, e, não sei por que, eram todos machos, jamais alguma fêmea transpôs a soleira de nossa porta.

Como escrevi no início, eles eram representantes legítimos de animais SRD (Sem Raça Definida) e, como tal, apresentavam variadas cores. Lembro especialmente de um amarelo, um branco, um mourisco, ou seja, variegado com listras pretas e cinzas, e, o mais estranho de todos: um gato azul, isso mesmo azul! Imaginem, se hoje parece esquisito pensar num gato azul, naquele tempo, 1957, então, nem se fala! Um dia de verão, cheguei da escola ao meio dia e lá estava aquele gato bem novo, bem saudável e bem normal, a não ser pela cor. Perguntei a minha mãe a que devia aquela cor e como ele veio parar lá em casa. Como os gatos iam morar lá em casa era um segredo que minha mãe jamais contara, então não seria agora que ela ia abrir o jogo. Mas, azul? Peguei o bichinho no colo e pude verificar que o pêlo não fora tingido ou pintado, era azulão mesmo! Como era possível? Minha mãe não se abalou, disse que pelo fato de jamais termos visto gatos azuis não significava que eles não existissem. Era um bichano azul e pronto! Realmente, diante desse argumento não houve como discordar, o gato azul se incorporou a gataria doméstica e, depois de algum tempo, não dava nem para reparar que ele era diferente dos demais. O bichano gostava de comer mariposas, essas borboletas noturnas que são atraídas por lâmpadas à noite. Para alcançá-las o bicho costumava subir num armário, ficava em pé e as pegava com as patas dianteiras quando pousavam no teto da cozinha. Ele viveu muitos anos na nossa companhia e tornou-se um dos meus prediletos, era um felino dócil e inteligente. O curioso dessa história é que ninguém, absolutamente ninguém, sejam meus irmãos, vizinhos, parentes ou visitas, jamais se referiu a cor estranha do animal, parecia que só minha mãe e eu conseguíamos enxergar aquela pelagem de coloração anil. Também nós, na presença de outras pessoas, deixávamos de falar na cor do bicho, estávamos cientes que os outros não a notavam.

Como os demais, ao ficar velho e alquebrado, o gato azul passou a ser caseiro e dependente alimentar durante um período, depois, um belo dia, partiu em direção aos campos gerais onde se perdeu e nunca mais foi visto. Todos procediam assim, eram por demais orgulhosos para definhar a vista de nós humanos.

Claro que, considerando o que minha mãe havia dito e o conhecimento parco sobre animais e o total desconhecimento sobre genética que eu tinha, nunca contestei a cor do felino e, tampouco me passou pela cabeça procurar saber o porquê daquela excentricidade. Agora, muitos anos depois, ao ler o livro “O urso azul”, veio-me à lembrança aquele gato e uma certeza de como explicar sua exótica coloração. O livro conta a aventura e a trajetória de vida do americano Lynn Schooler que mora no Alasca onde é guia de expedições científicas e fotográficas da fauna daquele estado. Conta ele que havia avistado de longe um urso azul, animal meio lendário que povoa há muitos anos o imaginário de povos nativos e visitantes daquela inóspita região. Pois bem, em todas as oportunidades, Lynn procede a busca do animal exótico até que o encontra e fotografa de perto (as fotos estão no livro). A explicação para a cor azulada se deve a uma mutação do urso cinzento o qual deu origem a esse raro animal.

Então, minha gente, hoje estou feliz porque finalmente posso entender a origem da cor do meu gato. Provavelmente ele era uma mutação desses gatos cinzas, chamados egípcios se não me engano, e saiu com aquela belíssima pelagem que o tornou o bichano mais bonito da gataria de minha casa. Um gato azulcom origem agora plenamente desvendada! JAIR, Floripa, 22/06/11.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O melhor lugar do mundo

Texto publicado no blogue www.jairclopes.blogspot.com em 27/12/08.




É comum ouvir de gente que chegou do exterior: “O Brasil é o melhor lugar do mundo”. Será mesmo? E aqui não quero fazer comparações, não quero confrontar mazelas ou comparar atributos, não quero cotejar climas ou belezas topográficas, não quero enaltecer qualidades das pessoas que aqui habitam e mostrar que somos melhores nisto ou naquilo, não quero e não vou apelar para a índole do brasileiro, que é pacífica, tolerante, solidária e alegre, segundo se apregoa. Vou apenas fazer algumas considerações que me parecem pertinentes. Muito bem, se este é o melhor país do planeta é lícito supor que mais gente, além de nós brasileiros, saiba disso, não é mesmo? Se assim é, se outros povos de outros países sabem que esta é a abençoada Canaã, onde há fartura, clima inigualável, alegria e felicidade vinte e quatro horas por dia e onde se plantando tudo dá, por que então não vêm para cá? Por que americanos, que têm pencas de dinheiro, não vêm em massa morar no Brasil então? Por que Bolivianos pobres, lá dos altiplanos onde quase não há água, a comida é escassa e não existe infra estrutura alguma, não correm em desespero para aqui se radicar? Por que para aqui não vêm com grande afluência os povos de Burkina Fasso, Quênia, Suriname, Guatemala, Estônia, Moldávia e centenas de outros países? Por que? Simples, tanto bolivianos quando americanos ou quaisquer outros povos sentem pelo país deles o mesmo que sentimos pelo nosso.
Não há “Melhor lugar do mundo”, todos são, subjetivamente, tão bons ou tão ruins quanto os julguemos. O altiplano boliviano é tão bom para aquele que lá vive quanto é bom o Brasil para quem vive no Guarujá ou na Vieira Souto. Kuala Lampur é tão própria para se viver quanto Côte D'Azur. O americano gosta tanto dos EUA quanto gostamos do Brasil, ponto. Uma área geográfica da terra não define a felicidade ou a falta dela para quem nela vive. Além disso, todos, sejam da Groenlândia, do Togo ou do Japão, têm o mesmo direito de julgar seus lugares “os melhores do mundo” não é mesmo? E mais, por que num planeta com tanta diversidade de clima, topografia, fauna, flora, etnias e outras diferenças, cuja divisão política em países é meramente arbitrária e não segue critérios racionais, só o Brasil teria recebido a ventura das coisas boas?
Vamos parar com essas bobagens, se nos sentimos bem num determinado lugar, se somos valorizados, se nosso trabalho nos traz retorno para viver com dignidade este é, naquele momento, o lugar para se estar, o lugar ideal, “o melhor lugar do mundo”. Por último, se nosso país é tão melhor que outros, por que então tantos brasileiros vão trabalhar e morar no exterior? JAIR, Floripa, 27/12/08

domingo, 7 de agosto de 2011

Noni - O que devemos saber

Este post foi por mim publicado em 26 de abril de 2010 no blog Multivias.



Noni. Não conhecia, nunca tinha visto. Indo à Goiânia, fui apresentada para a tal plantinha. Minha cunhada ganhou uma muda e plantou na calçada de sua casa. Não sei sua altura em seu habitat natural. Essa das fotos que fizemos tem mais ou menos um metro e meio. Parece que agora virou febre: serve pra tudo! De uma simples dor de cabeça até câncer! A Internet está cheia de bons intencionados falando sobre os efeitos da noni, uma planta que cura mais de cem doenças e não tem efeitos secundários, dizem. Como sempre desconfio desses milagres, pesquisei além dos interesses comerciais e descobri que há, sim, efeitos colaterais. Entre as fotos há informações diversas além de uma matéria-alerta que encontrei.  




Noni, nono, all. (Morinda citrifolia). Família das rubiáceas. Arbusto originário do Sudoeste da Ásia, bastante difundido no Taiti. Segundo o site mercadolivre a fruta noni e as várias partes da árvore servem para muitas doenças e seu uso varia de acordo com o país:
"Na China, Japão e Tahiti, várias partes da árvore (folhas, flores, frutos e tronco) servem para tratamento da febre, tratamento dos olhos e problemas da pele, gengivite, constipação, dores de estômago, ou dificuldades respiratórias. Na Malásia, acredita-se que as flores aquecidas desta planta aplicadas no peito, curam a tosse, náusea e cólicas. Nas Filipinas, é extraído o sumo das folhas como tratamento para a artrite.
O tronco desta árvore produz uma cera castanho-púrpura, chamada de cera-batik, aplicada em pintura sobre tecido, normalmente seda (pintura sobre seda). Conhecida por ser produzida com esta finalidade na ilha de Java, na Indonésia. 
No Havaí 
é extraída uma tintura amarelada da raiz para tingir tecidos. No Suriname assim como em outros países, a árvore serve como pára-vento, suporte para videiras,  e também árvores de sombra para arbustos de café. A fruta é também usada como "champô" (shampoo, no Brasil) na Malásia, onde se acredita que ajuda no combate aos piolhos." In: http://guia.mercadolivre.com.br/ .

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Informações do site http://medplan.com.br/docs/noni.pdf :

"NONI, fruta milagrosa? Verdades e mitos.

Com o nome científico de Morinda citrofilia, o noni é uma pequena árvore de
origem asiática cujo uso no mundo é bastante difundido. Ele é mais popular nos Estados
Unidos e em alguns países da Europa, sendo seu consumo no Brasil ainda recente. O fruto é
verde, parecido com a fruta do conde, aparecendo geralmente apenas em forma de suco
engarrafado. Existe um grande interesse na sua utilização na medicina popular devido às
“supostas propriedades farmacológicas” que possui; chega-se a afirmar que alcance mais de
120 problemas de saúde que podem ser tratados, e até curados, com a planta e seus extratos.
Assim, considerando-se toda essa curiosidade a cerca do noni, estamos à frente de um mito
ou uma verdade?
De fato, há muitos trabalhos científicos em execução com o objetivo de avaliar se o
noni realmente tem propriedades medicinais, como atividades antibiótica, antiinflamatória,
analgésica, e, até mesmo, inibidora do câncer. O seu mecanismo de ação ainda é
desconhecido, com alguns estudos em fase inicial (in vitro e em animais) sugerindo
atividade antioxidante, anti-angiogênica e anti-tumoral, o que se deve a seus componentes,
em especial às antraquinonas.
Em contrapartida, há relatos de algumas reações adversas associadas ao seu
consumo. O suco de noni pode ocasionar elevação das enzimas hepáticas (lactato
desidrogenase e transaminases), diminuir o trânsito gastrintestinal (interagindo com
medicações que são usadas por via oral), potencializar o efeito dos antiinflamatórios e
impedir o crescimento de novos vasos sanguíneos, devendo ser usado com cautela em
pacientes com lesões e no pós-operatório. Alguns produtos de noni contêm alto teor de
açúcar e de potássio, o que pode ser potencialmente prejudicial em diabéticos e doentes
com comprometimento da função renal. Além disso, por conta do seu efeito antioxidante, o
noni pode interagir com a radiação ionizante e os quimioterápicos, estando contra-indicado
em pacientes em quimioterapia ou radioterapia.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) levanta dúvidas sobre a
finalidade e a segurança do produto. E cita ainda, diversos relatos de casos devidamente
publicados em revistas científicas indexadas sobre a associação do consumo do suco de
noni a casos de toxicidade hepática. Também, ainda é muito grande a falta de estudos
sistemáticos avaliando o suco de noni em humanos nos países onde o produto é
comercializado. Por conta disso, a ANVISA proibiu a comercialização de produtos
contendo noni no Brasil até que os requisitos legais que comprovem de sua segurança de
uso sejam atendidos.
Nessas condições, verifica-se que as publicações científicas a cerca do noni ainda
necessitam de uma avaliação mais precisa que ateste tanto a segurança quanto a eficácia
deste como medicamento natural. Tal avaliação de segurança/eficácia é de grande valia em
tratamentos para problemas de saúde complexos como o câncer. Dessa forma e, tendo em
vista também as suas possíveis propriedades antioxidantes, até o presente momento não é
aconselhável o uso do noni por pacientes em tratamento oncológico."

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pássaros e Construções

Mais casas, mais torres, mais postes, mais fios, mais escavações.

Menos matas, menos pássaros, menos água.

Menor qualidade de vida.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Falta a Luz - Uma visão sobre o meio ambiente


O Homem se colocou durante muito tempo no topo da pirâmide da evolução, na sua inteligência definiu haver Reinos – Animal, Vegetal, Mineral – por ser racional se intitulou Senhor Absoluto, defendeu o usufruto, o poder do capital, o que não pagou, tomou com a espada, o que não pôde tomar, destruiu... Disseminou as regras que criou e declarou que somente é possível viver se for possível ter.

Falta a Luz
Órfã nação
Amor de feras
Excluídos
Elitismos.

Somos todos
Sem-terras
Sem-tetos
Sem-tetas.

Sem grão
Sem pão
Desunião
Caem irmãos.

Somos a Terra
Sem sermos Ela
Somos da Terra
Que somos feitos.

Mãe, Mãe
Ensinai
A não negar-te
A proteger-te.

Perdoai-me
Perdoai-nos
Somos tão brutos
Mãe, Mãe...

Em toda criação
Natureza
Em toda fé
Deus.

Lançai uma luz
Vida sem mágoas
Homem perfeito
Sem lança no peito.

... Falta a Luz...
Este texto já foi publicado no Overmundo.
Também  pode ser visto em Altair Blog.
Fotos: Almirante Águia

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Energia Nuclear e Seus Problemas

O municipio de Caetité (624 km de Salvador), BA, foi invadido por varias carretas contendo 90 toneladas lixo atômico. Na madrugada de domingo, 15 de maio, mais de 3000 pessoas fizeram um cinturão humano para impedir a passagem do produto indesejável. A situação foi divulgada no Facebook e esta repercurtindo internacionalmente.

Conheçam os fatos:



A energia nuclear pode ser considerada energia limpa, apesar dos rejeitos perigosos.
Segundo especialistas, os rejeitos permanecem radioativos por séculos, mas o lixo atômico não emite poluentes na atmosfera, ou seja, se devidamente descartados não oferecem riscos ao meio ambiente e as pessoas. Os fenômenos associados à interação da radiação com a matéria são absolutamente gerais no que diz respeito aos elementos químicos que formam o material irradiado, seja biológico ou não. Destas interações surgem os efeitos biológicos das radiações, que são as conseqüências posteriores à exposição.
Os efeitos das radiações sobre os seres vivos são muitos e complexos. As pesquisas sobre estes efeitos visam, em geral, correlacionar fatores tais como dose recebida, energia, tipo de radiação, tipo de tecido, órgãos atingidos etc. Diferentes tecidos reagem de diferentes formas às radiações. Alguns tecidos são mais sensíveis que outros, como os do sistema linfático e hematopoiético (medula óssea) e do epitélio intestinal, que são fortemente afetados quando irradiados, enquanto outros, como os musculares e neuronais, possuem baixa sensibilidade às radiações.

Efeitos somáticos e hereditários
As consequências das radiações para os humanos são muitas e variáveis, dependendo dos órgãos e sistemas atingidos. De um modo geral os efeitos são divididos em efeitos somáticos e efeitos hereditários. 

Efeitos somáticos - Os efeitos somáticos surgem de danos nas células do corpo, e apresentam-se apenas em pessoas que sofreram a irradiação, não interferindo nas gerações posteriores. Os efeitos que ocorrem logo após (poucas horas a semanas) uma exposição aguda são chamados de imediatos. Os efeitos que aparecem depois de anos ou décadas são chamados tardios.
Os efeitos somáticos tardios são difíceis de distinguir, pois demoram a aparecer e não se sabe ao certo se a patologia se deve à exposição radioativa ou ao processo de envelhecimento natural do ser humano. Por esta razão a identificação dos efeitos tardios causados pelas radiações só podem ser feitos em situações especiais.).
A gravidade dos efeitos somáticos dependerá basicamente da dose recebida e da região atingida. Isso se deve ao fato de que diferentes regiões do corpo reagem de formas diferentes ao estímulo da radiação.Alguns exemplos de efeitos somáticos imediatos produzidos por exposição radioativa aguda (doses elevadas, da ordem de Grays) são: 

Sistema hematopoiético: leucopenia, anemia, trombocitopenia etc. 
Sistema vascular: obstrução dos vasos, fragilidade vascular etc. 
Sistema gastrointestinal: secreções alteradas, lesões na mucosa etc.
  
Efeitos hereditários - Os efeitos hereditários ou genéticos surgem somente no descendente da pessoa irradiada, como resultado de danos por radiações em células dos órgãos reprodutores, as gônadas.

Estes efeitos são estudados usando camundongos como cobaias e seus resultados podem ser extrapolados para a espécie humana. Os efeitos genéticos nos camundongos dependem, além de outros fatores:
  • da dose de radiação, existindo uma relação linear entre esta e a intensidade do efeito
  • da taxa de fracionamento de dose, dependendo de serem ou não reparáveis as lesões provocadas pelas radiações
  • da qualidade da radiação, sendo os nêutrons os mais eficientes para provocar a mutagênese que o raio-X ou g.
Na espécie humana ainda não foi possível demonstrar a mutagênese radioinduzida, devido fatores como a dimensão reduzida da população irradiada, o tempo necessário para a obtenção de cada geração, dificuldades de dosimetria etc.
    Opinião
    Conclui-se que a energia nuclear, não é exatamente tão limpa e segura como atestam os  especialistas e defensores. Quando afirmam que o lixo atômico não emite poluentes na atmosfera, o que parece ser uma afirmação bastante tendenciosa e manipulativa, uma vez que enxergam com simplismo sectário a complexa cadeia da vida e as suas interações. É bastante evidente, que de nada adianta utilizar milhares de toneladas de concreto e chumbo, ou escavar profundas trincheiras para acomodar os resíduos atômicos. Mais cedo ou mais tarde, a ação humana ou os fenômenos naturais irão cada qual ao seu modo, violar as fantásticas barreiras que impedem a contaminação do ar, do solo e da água, atingindo maleficamente todos os seres vivos.

    Fontes:
    Introdução à Física Radioterapia
    Brasil Escola
    Apontamentos de sala de aula

    terça-feira, 3 de maio de 2011

    O lápis


    Texto publicado no blog www.jairclopes.blogspot.com em fevereiro de 2011.

    No tempo de minha escola primária, como eram chamados os primeiros quatro anos do ensino fundamental, o uso do lápis para rascunhos das primeiras letras era obrigatório e necessário. Impensável colocar na mão da criança de sete anos, idade mínima para admissão à escola, uma daquelas canetas-tinteiro que ao menor descuido vazava tinta borrando cadernos e roupas; ou, pior ainda, canetas “de pena”, objetos de madeira com penas substituíveis que requeriam um tinteiro, reservatório potencialmente desastroso para o uniforme dos alunos. Diga-se, a maioria das escolas primárias adotava guarda-pós brancos como uniforme padrão, portanto, uma lambança de tinta nesse caso era uma pequena catástrofe, até porque as mães se descabelavam para manter apresentáveis os trajes formais de seus rebentos.

    Pois bem, o lápis era, então, mais do que apenas um acessório próprio para rabiscar as difíceis linhas que formavam letras, que juntas umas as outras de certa maneira, formariam sílabas e palavras, o lápis era a chave mágica que abria o fascinante mundo da alfabetização. Comparável nos dias atuais com o teclado do computador que dá acesso ao mundo da internet, por exemplo. Cilindro de madeira com recheio de grafite, objeto de simplicidade franciscana e barato, permitia que crianças, das mais humildes às mais abastadas, fizessem as primeiras incursões no incrível universo da palavra escrita. Era ele que transmitia ao papel o resultado das intrincadas e recentes conexões dos neurônios, adquiridas pela visão dos símbolos no quadro-negro, e pela audição quando a professora Lair Scheröeder pronunciava os fonemas. Crianças canhestras que éramos, mordíamos a língua enquanto, com esforço visível, comprimíamos a grafite contra o papel muitas vezes roto de tanto ser apagado, porquanto ao modesto lápis dois acessórios eram indispensáveis: uma borracha e um apontador. Nenhum aluno poderia prescindir da borracha macia que fazia desaparecer os enganos abundantes nessas primeiras experiências literárias; nem do apontador menos ou mais sofisticado que tinha a finalidade de permitir que a grafite sobrasse na extremidade do cilindro de madeira de forma a poder atritá-la no papel deixando um rastro no feitio de linha; ainda que o preço do apontamento regular fosse encurtar o lápis até sua quase extinção natural e previsível. Lápis muito curto acabava sendo substituído por um novo, mas essa substituição se dava com maior frequência quanto maior fosse o poder aquisitivo do usuário, alunos pobres usavam-no até quase o fim enquanto os mais ricos faziam-no tão logo o lápis se desgastasse um pouco apenas.

    Ao companheiro lápis, tantas vezes mordido na extremidade rombuda com certo nervosismo por não sabermos a resposta; tantas vezes deixado cair do tampo inclinado da carteira e, por isso, ter quebrado a grafite, tendo que ser apontado mais amiúde de modo a consumir-se mais cedo; tantas vezes usado de forma inapropriada como coçador de ouvido ou estilete para furar papel, meus mais sinceros agradecimentos e minha homenagem por tudo que ele representa para a cultura da humanidade, construção da civilização e tudo o que fez por mim. Ao humilde lápis lamento não ser bafejado pelas graças da musa para poder festejá-lo com rimas e métrica como de fato tanto merece. JAIR, Floripa, 03/02/11.

    quarta-feira, 27 de abril de 2011

    Trono de um Rei?


    Sou um rei que destrói. Que rei sou eu?


    Não é preciso ir longe para ver coisas assim. Fiz essa e outras fotos nas proximidades de Brasília. Veja os posts 'Imagens da Mata I'  e 'Imagens da Mata II'. Nossas matas desaparecem a olhos vistos. O que podemos fazer para ao menos minimizar isto?

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    Nota: Post publicado no início de março deste ano no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades.

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    domingo, 17 de abril de 2011

    O Cavoucador



    Texto publicado no blog www.jairclopes.blogspot.com em 20/03/11.

    (Uma homenagem a Mia Couto, escritor moçambicano)

    Estranhamente era a primeira vez que Joel e eu andávamos por aquelas lonjuras, não nos déramos conta do quando tínhamos caminhado até chegar num local cuja feição fugia às familiares parecenças dos campos vizinhos à Cidade, nossos conhecidos desde sempre. Aqui, o verdoengo dos Campos Gerais dera lugar a um castanho de terra sem viço, árida mesmo. Só capim ralinho se dava ao trabalho de tentar cobrir aquele chão seco que rangia debaixo de nossos pés, pisoteantes cansados. Morros e morrotes ondulantes se viam até não mais ver, num semsentido de repetições contínuas.

    Distraídos, proseávamos papo sem fundos quando ruídos subitantes interrompem nossa conversa desprevenida, pareciam vozes trás o pequeno monte, logo à nossa frente. Subimos com cuidado, meio receosos. Era um homem que, do outro lado do morrinho, cavava um imenso buraco, resfolegando com fúria insana sobre a terra crestada e renitente. A estranha cova era muito funda e encompridada de forma que era impossível ver onde iniciava, se é que tinha uma origem. Parecia que o cavoucador queria repartir o Planeta ao meio, coisa estranhosa.

    Gritamos, solicitando-lhe atenção. Do fundo do buraco o esquisito homem, também um tanto surpreso com nossa aparição desanunciada, pediu que esperássemos. Veio subindo de vagarinho com cuidado de mestre que acarinha sua obra primorosa. Ao se aproximar, talvez enxergando a interrogação em nossos semblantes, em nossas bocas em forma de “O”, esclarece: - Estou construindo um rio. Não podíamos ficar mais boquiabertos, mas o homem, sem qualquer sinal que estivesse pilheriando, insiste. Sim, por aquele leito afundado e comprido haveria de passar um rio, para isso só faltaria água. E todos sabemos, não se fabrica água, esta vem do céu. As águas encheriam o rio que escorreria pujante até o oceano distanciado, carregando peixes e barcos. As gentes ribeirinhas agradecidas e esperançosas em suas vidas aguadas, festejariam felizes para sempre.

    Era um sonhador tão seguro de seus sonhos que havia começado a cavoucar no terreno de sua própria casa. Sua família, estranhando aquela conduta insensata, o deixara, mas nem por isso ele desistira de seu onírico sonho, cada dia mais cavava e mais tinha certeza de seu propositório: um rio ali nasceria, era uma verdade cruenta. - Já posso ver um fiozinho de água que surge tímido lá no fundo, dizia-nos euforizado. O sujeito desafiava a ordem bem ordenada das coisas que a natureza havia criado. Não desistia, cavando dia e noite, só parando para dormir, havia transposto vales e colinas, vencido barrancos e ali estava, frajolento. Seu “rio” tomava forma, sua obra entrara nos arremates. Agora, cansado, sentado à borda, cuidava com orgulho de sua criação, achava que dobrou a natureza, sente-se o mais realizado dos viventes vivos.

    Aquilo nos pareceu um projeto muito louco, não era factível trazer à vida um rio daquela forma. Construir rios! Onde já se viu tamanho despautério assim herético! Para nós era hora de deixar para trás aquela necedade e voltar sobre nossas passadas até onde não existem pessoas doidas daquele jeito desatinado. Não déramos ainda dois passos e o céu se fechou em nuvens enfarruscadas e raiventas. Começa uma tempestade torrencial que parece oriunda da liquefação do teto que chamamos de céu. A borrasca assoma com violência inusitada, relâmpagos relampejam açoitando a paisagem indefesa. Sem haver como nos abrigar da catadupa que arremeteu diluviando sobre todos e sobre tudo, ficamos parados vendo a enxurrada que se formava. Nos ajuntamos, a medo, tremendo, no derradeiro e final gesto dos que estão a mercê dos elementos exaltados, ameaçadores.

    De repente, o homem nos aponta o valão que se enchia, as vagas furiosas encontraram aquele leito vago e o tornaram ancho em minutos mínimos. O escavador ergue os braços para cima como se querendo agradecer àquelas nuvens ubérrimas que lhe haviam completado a obra primeira. Corre desabridado em direção ao seu redivivo rio e se lança naquelas águas corcoveantes e maldosas. É a última vez que o vemos.

    Em seguida, a virulenta chuvarada cessa e o curso d’água, já mais conformado ao leito que o contém, avança decidido e marulhante com fluidez oleosa em direção ao horizonte longínquo. O cavoucador havia construído um rio. JAIR, Floripa, 15/03/11.
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