Blog Coletivo
Amigo seguidor, faça parte da lista "Amigos Lado a Lado nesta Terra". Veja como em "Como participar".
Pesquisas - Nossa primeira pesquisa é sobre o Pau-Brasil. Veja na página Pesquisas e caminhe de mãos dadas com a Terra.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
ALTAIR BLOG: Veta Dilma!!
domingo, 22 de abril de 2012
Um Amanhecer no Planeta Terra
quinta-feira, 22 de março de 2012
Terceira guerra mundial, inevitável?

Os motivos que levaram os homens às armas contra seus semelhantes foram os mais variados e, de certa forma, evoluíram desde prosaicas rixas envolvendo pessoas exaltadas de uma família e outra em torno de paixões entre seus membros, tipo Romeu e Julieta, até guerras mundiais onde a conquista de nações por outras estava no centro do conflito. Paralelo ao desenvolvimento da urbe e das organizações políticas mais complexas como as nações, as armas envolvidas nas lutas também evoluíram de simples pedras e paus, passando pelo arco e flecha, lanças, bestas, bacamartes, canhões e bombardas, até modernas metralhadoras, mísseis inteligentes de multiogivas, aviões e navios bélicos e artefatos nucleares. Há evidências que nos primeiros ajuntamentos humanos como tribos ou vilas as disputas surgiram por causa de rapto de mulheres, bordunas e paus aguçados a guisa de lanças serviam de armas que feriam e, eventualmente, matavam. Depois, aconteceram litígios por acesso a terras férteis ou de caça abundante, onde arcos e flechas seriam usados. Mais tarde surgiam questões econômicas e de poder que levavam principados, feudos e reinos a se envolverem em guerras mais extensas, com armas mais sofisticadas e mortíferas e exércitos bem formados.
Vivemos num mundo em que a água potável se torna um desafio cada vez maior. A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais que não progridem na mesma proporção do crescimento populacional. Além disso, numa dicotomia perversa, as regiões do globo menos desenvolvidas – onde, evidentemente, se consome menos - como a África, a América Latina e partes da Ásia, detêm a maior quantidade de água doce, em detrimento de regiões desenvolvidas que consomem mais e têm menos reservas naturais do precioso líquido. Também, por ironia histórico geográfica, as regiões onde o petróleo abunda a água escasseia; riqueza oriunda do petróleo significa pobreza de fontes aquíferas, quase sempre. Na Venezuela, país grande produtor de petróleo, a água mineral em garrafas é de dez a vinte vezes mais cara que o preço de um litro de gasolina. Israel, Jordânia e Palestina: 5% da população do mundo sobrevivem com 1% da sua água disponível no Oriente Médio, nesse contexto ainda há a guerra entre árabes e israelenses. Isso poderia contribuir para crises militares adicionais enquanto o aquecimento global continua. Israel, os territórios palestinos e a Jordânia necessitam do rio Jordão, mas Israel controla-o e corta suas fontes durante as épocas de escassez. O consumo palestino é então restringido severamente por Israel. De acordo com números apresentados pela ONU, fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.
As diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais. Em regiões onde a situação de falta d'água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, onde a média de consumo de água é dez a quinze litros por pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros por dia.
Então, é quase compulsório inferir que os ricos que consomem muito mais e têm pouca água se voltarão para as regiões de fontes abundantes. Guerra pela posse água potável é uma possibilidade aterradora e bastante real dentro de uma ou duas gerações, principalmente levando em conta que aqueles que detêm poder nuclear são, justamente, os que mais consomem e menos tem acesso às fontes disponíveis de água de boa qualidade e barata. JAIR, Floripa, 29/10/09.
Água é Vida
22 de Março, Dia Mundial da Água
Água é Vida. Use sem desperdícios cada gotinha de Vida. Outros, depois de nós, também precisarão dela.
Economizamos água quando:
- Não deixamos torneiras pingando.
- Eliminamos infiltrações.
- Lavamos calçadas reaproveitando a água da máquina de lavar roupa ou utilizando um balde e nunca - nunca! - usando mangueiras.
- Lavamos toda a roupa de uma só vez.
- Ficamos apenas o tempo suficiente debaixo do chuveiro.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Campanha do Dia Mundial da Água 2012
Acessem o link e vejam o que cada um pode fazer para colaborar em sua comunidade. Vamos fazer a nossa parte, ainda dá tempo!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Consumindo Saúde
![]() |
Algumas fotos dos posts do blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades (Álbum: Frutos do Brasil). |
Consumindo frutas, consumimos saúde, principalmente se elas forem cultivadas sem agrotóxicos, ou seja, de modo orgânico. Se você tem o privilégio de morar em casa e tem um espaço - mesmo pequeno, plante alguma frutífera. Há muitas de pequeno porte, como acerola, romã, jabuticaba, pitanga, para citar só algumas; elas podem ser plantadas também em vasos, uma boa opção para quem mora em apartamento.
Um ótimo pomar!
------------
* No site http://casa.hsw.uol.com.br você encontra outros modos de se fazer uma composteira.
Nota: Post por mim publicado em janeiro deste ano no blog Natureza e Viver Sustentável.
-----------------------------------
sábado, 21 de janeiro de 2012
Janeiro com um pequeno Beija-flor
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Natal Maravilha
Flor 'maravilha': Sino de Natal? |
Vi um cartoon de Paulo Barbosa no blog de uma amiga*. É sobre a ênfase dada a Papai Noel, bem maior que o verdadeiro sentido cristão do Natal. Veja como sintetiza a verdade dos natais onde o comércio predomina, dos natais onde as crianças associam natal a presentes e a shoppings:
Cartoon de natal de Paulo Barbosa |
Infelizmente, o natal, que seria uma festa cristã, é nada mais nada menos que a glória de papai noel. Ou melhor dizendo, é a celebração das vendas fantásticas, porque o natal é dos comerciantes. E nós, como as renas que conduzem o bom velhinho, seguimos a onda vermelha, voando atrás do homenzinho super bom e suuuuper generoso fantasiado com roupas, gorro e saco vermelhos... E de barbas brancas. Claro, como avô, fica bem mais confiável.
...
Mas, o que é mesmo o natal? O que significa? Incucada, querendo descobrir o verdadeiro sentido da palavra natal além da definição lógica e conhecida, corri atrás. Onde olhar primeiro? Na Bíblia, lógico, não é o que você também faria? Tenho um livro chamado Chave Bíblica (Ed. Sociedade Bíblica do Brasil, 512 pp (Não consta o local de publicação, apenas: "Impresso no Brasil, Série RA 750 - SBB - 2002 - 109M"). Nele, encontramos todos os verbetes da bíblia. Procurei a palavra natal. Para minha surpresa, não havia esse vocábulo. Vamos procurar mais? Que tal meu dicionário de sinônimos? Nada. Ah! Vamos olhar no Dicionário Etimológico - Prosódico da Língua Portuguesa. Nele, além da definição que consta em todo dicionário ("Natal - adj. Natalício, referente ao nascimento de alguém. Lat. natalis"), encontrei também: "Natal - s.m. O dia 25 de dezembro que foi reservado, pela Igreja Católica, para a comemoração do nascimento de Cristo. A data foi fixada pelo monge, Dionísio, o Curvo, e oficializada pelo papa Júlio I no IV século"**. Ainda não contente, fui buscar mais informações na graaaande enciclopédia popular, aquela de acesso fácil e rápido, o Google.
Meu Deus! "Aproximadamente 767 000 resultados." Como fazer? Fui pela ordem lógica, ou seja, comecei olhando os mais acessados, os primeiros. Em quase todos, os que se mostravam confiáveis, havia a expressão 'festa pagã'. Saí do Google meio tonta e pensativa.
Agora as minhas conclusões: Todos nós já ouvimos o dito popular "Deus escreve certo por linhas tortas", não é verdade? As festas natalinas, de origens diversas, criadas quase todas com finalidades comerciais, mas dissimuladas em 'comemorações do nascimento de Cristo', foram sabiamente escritas nas linhas tortas traçadas pelo homem. Se o Natal é a comemoração da chegada na terra de um pedacinho do Divino e Santo, é compreensível esse caminho meio tortuoso para se atingir nossos terrenos e falhos corações. Explico: Comemorando-se o nascimento de Cristo, apesar do marketing natalino, do visível efeito compulsivo de compras e mais compras que o comércio nos impõe, há as confraternizações. As confraternizações, também incentivadas para aumentar as vendas de natal, são a redenção do verdadeiro espírito natalino. Vejo nas reuniões familiares, nos encontros de amigos ou de companheiros de trabalho, uma bem-aventurança que torna todo o processo tortuoso dos negociantes em bênçãos divinas. Afinal, são famílias inteiras que se reúnem, amigos nem tão amigos assim que se abraçam, empregadores e empregados que se sentam na mesma mesa. As diferenças ficam menores, os laços de família ou de amizade se estreitam. É uma oportunidade única de se conhecer melhor aquela pessoa que não simpatizamos ou que não temos oportunidade de ver em uma outra data.
Vejo assim o Natal. Uma festa criada pelo homem, para proveito próprio, porém, sábia e sutilmente, levando nas entrelinhas algo bem mais nobre e fraternal. É o milagre do Natal.
....
Maravilha, da família das nyctagináceas. |
Canteiro de maravilhas - Como as confraternizações natalinas, podemos vê-las em profusão em dezembro, pois se espalham rapidamente. |
Bonina ou maravilha, belas-noites, beijos-de-frade, jalapa, jalapa-do-mato, entre outros nomes populares. Nome científico: Mirabilis jalapa.
Para você, um Natal com muitas maravilhas - flores e bênçãos.
.... ------------ ....
**Grande Dicionário Etimológico - Prosódico da Língua Portuguesa. Francisco da Silveira Bueno, Ed. Saraiva, São Paulo, 6o Volume.
------------
Nota: Post por mim publicado em dez. de 2008 no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades.
--------------
.....
Veja mais postagens de Natal, no blog Multivias, em: Boas Festas com Carambolas e Romãs e A Flor-do-natal de Floripa ou neste blog. Feliz Natal!!!
------------------------------------------------------
|
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
A figueira
Em todos os casos são plantas lenhosas, muitas com caule de forma irregular ou escultural, com raízes adventícias e superficiais, e têm uma particularidade interessante, galhos e raízes podem soldar-se uns nos outros na mesma planta ou até em plantas vizinhas de modo a formar estruturas complexas não encontráveis em outros vegetais. Essa faculdade é explorada com grande proveito pelos criadores de bonsais e por floricultores. No Rio de Janeiro, na rua Miguel Gama, próximo à estação Maria da Graça do metrô, existia uma formação interessante, quatro ficus antigos plantados no canteiro central, fundiram seus galhos maiores formando arcos e aparentado uma só árvore com quatro troncos.
Em qualquer de suas variadas formas essa planta sempre cumpre um belo papel decorativo quando associada ao homem e seus jardins e praças, sua folhagem perene, abundante e fechada permite podas artísticas e de formatos atrativos. Em minha casa térrea eu tinha uma figueira mantida em forma de esfera de um metro e trinta de diâmetro a custa de podas freqüentes e cuidadosas. Além de enfeitar a frente do imóvel era um excelente abrigo para pássaros e insetos, especialmente rolinhas e vespas, estas e aqueles construíam seus ninhos e casas no interior da folhagem.
As flores, normalmente confundidas com frutas, são na maioria dos casos comestíveis, são quase sempre diminutas, unissexuais, reunidas em inflorescências especiais denominadas sicônios, que consistem em um receptáculo fechado, com as flores inseridas no lado de dentro, e um orifício de saída no ápice, ou ostíolo. O figo que comemos e que é apreciado como fruta é um desses sicônios. Esses pseudofrutos são atrativos para certas espécies de vespas que fazem a polinização do vegetal. Os insetos entram no sicônio através do ostíolo com intuito de colocar seus ovos e acabam transportando pólen para outro sicônio. O curioso dessa estratégia de reprodução é que cada espécie de figueira atrai sua própria vespa, ou seja, uma determinada espécie de vespa poliniza apenas uma espécie de ficus e essa espécie só é polinizada por essa espécie específica e nenhuma outra mais.
Mais uma vez no Rio de Janeiro, no Paço Imperial próximo à Praça XV, existem figueiras trazidas da Índia pelos portugueses durante o Império. Pois bem, essas árvores foram ali plantadas, mas não as acompanharam as vespas que poderiam fecundar suas sementes. Durante mais de um século elas continuaram como vieram, produzindo apenas sementes inférteis por falta de vespas que as polinizassem. Por algum motivo que se desconhece, botânicos descobriram na década de setenta do século vinte que existiam algumas mudas nascendo nas proximidades das árvores originais, então surgiu a dúvida de como elas estavam conseguindo se reproduzir. Desconfiam os estudiosos que alguma vespa das que polinizam as figueiras pátrias, se adaptou às árvores indianas e passou a auxiliá-las na reprodução. Mas permanece o mistério, pois não se conhece nenhum caso semelhante na literatura botânica. Pode ser um evento único e explícito de coevolução de curto prazo, árvore e inseto acharam um meio de estabelecerem um consórcio benéfico para ambos. É bom lembrar que um século é tempo desprezível quando se trata de evolução, contudo, enquanto não houver outra explicação, fica valendo que houve um salto evolutivo inusitado entre as figueiras e as vespas no Paço Imperial.
A verdade é que essas plantas são extremamente interessantes sob qualquer ângulo que as examinemos. Trata-se de uma família extensa, variada e adaptada aos mais diversos climas e as mais diversas altitudes e que atrai os humanos desde a mais remota antiguidade. Homens e ficus estão ligados por liames estéticos, alimentares e arquitetônicos durante todo o tempo que dividirem espaços neste querido planetinha azul. JAIR, Floripa, 27/03/11.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O Último Pé de Pequi
Pequizeiro - Flores já caindo, dando lugar aos pequenos frutos |
Pouco a pouco (Pouco a pouco?) as plantas foram desaparecendo, dando lugar a casas e mais casas. E, pior, com moradores bem diferentes dos primeiros: Constroem casas enormes, não respeitam as árvores nativas, arrancando-as e, quando deixam algum pequeno espaço - os lotes são de 800 a 1000 m² - plantam plantas 'da moda'. Planejados ou não por paisagistas, esses jardins são de arrepiar os cabelos, com plantas totalmente fora do contexto climático ou fora de seu habitat. Para eles, plantas nativas são consideradas 'mato' e como tal devem ser 'arrancadas'.
Dias atrás, dando uma volta pelo local e querendo fazer algumas fotos de pés de pequi, vi que não havia mais pequizeiros, até mesmo nos lugares onde antes tinha dois ou três pés juntos. Andei por todo o condomínio e finalmente encontrei um pequizeiro espremido entre uma cerca e uma rua. Era o último pé-de-pequi daquele local.
Você se lembra como era seu bairro, sua comunidade rural ou urbana há mais ou menos dez ou quinze anos? Que árvores - ou plantas de um modo geral, desapareceram? O que está sendo feito para a não destruição das que restam?
Agora, 'as perguntas que não querem calar' que, aliás, estão sempre passeando por este blog : O que o Ministério do Meio Ambiente faz para orientar a população sobre a importância da flora nativa? Como conciliar habitação e preservação do meio ambiente? Como não destruir plantas nativas nos locais onde construimos? Onde estão as mudas para replante e como os órgãos competentes fazem para divulgá-las? Como não deixar mais plantas na lista de extinção? Onde estão as pesquisas que poderão nos orientar?
Precisamos com urgência de orientações e respostas.
![]() |
O último pé de pequi desse local. |
----------------
Nota: Este post foi por mim publicado, com mais fotos e o link de um vídeo com músicas sobre o Cerrado, no blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades, em 06 de outubro.
--------------------------------
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A inteligência

quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A Biosfrera

Para alcançar o nível de equilíbrio dinâmico no qual se encontra o Planeta hoje, foi preciso milhões de anos para que este se configurasse e pudesse oferecer condições para o desenvolvimento da vida. Estima-se que a vida na Terra surgiu a 3,5 bilhões de anos.
Em retrospectiva, dá para descrever os eventos que marcaram a formação do Planeta e de seus habitantes, os seres vivos. Consolidação da Terra a partir de restos de estrelas há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, nesse período o planeta era extremamente quente equivalente a uma imensa bola de fogo e, claro, não abrigava forma alguma de vida. Passados milhões de anos a Terra entrou em um processo de resfriamento gradativo que originou uma fina camada de rocha em toda a superfície. Com as mudanças ocorridas na temperatura do planeta, que foi se resfriando, foi expelida do interior do Planeta uma imensa quantidade de gases e vapor de água. Esse processo fez com que os gases formassem a atmosfera e o vapor de água favoreceu o surgimento das primeiras precipitações, um longo tempo de chuva – milhões anos, na verdade - ocasionaram a formação dos oceanos primitivos.
A constituição dos oceanos foi fundamental para o surgimento da vida no Globo, pois esta, por tudo que se sabe, apareceu no meio aquático. Infere-se que surgiram primeiramente bactérias e algas monocelulares, isso há cerca de 3,5 bilhões de anos. Essas primeiras formas de vida foram precursoras que criaram condições para o surgimento de outros seres. Surgiram então, os invertebrados multicelulares dentre eles medusas, em seguida trilobites, caracóis e estrela-do-mar, além disso, desenvolveram plantas tais como as algas verdes, todos os seres vivos desse momento habitavam ambientes marinhos.
Os animais terrestres tiveram sua origem a partir do momento que algumas espécies de peixes saíram da água dando origem aos anfíbios e posteriormente aos répteis, aves e mamíferos. Há aproximadamente quatro milhões de anos surgiram os ancestrais dos seres humanos. Esse mesmo homem que hoje domina o Planeta cuidou de desenvolver as teorias que explicam a complexidade da vida inserida no ambiente que lhe é favorável. A esse ambiente que compreende desde o fundo dos oceanos até alguns quilômetros acima da superfície da Terra, ambiente que abriga a totalidade dos seres vivos, o homem denominou Biosfera.
Em 1980 ao custo de US $ 150 milhões desembolsado pelo magnata do petróleo do Texas, Edward Bass, foi iniciada a construção da Biosfera II, concebida como uma réplica hermética do ambiente da Terra (Biosfera I). São 72 milhões de pés cúbicos de ar aprisionados em uma estrutura geodésica a qual contém cinco biomas, abrangendo um “oceano” com 3,4 milhões de litros, uma floresta tropical, um deserto, áreas agrícolas e um habitat humano, isso tudo incluindo plantas, animais e variados seres que normalmente habitam esses ambientes, como as bactérias, fungos e outros microorganismos.
A idéia foi sugerida pelos primeiros designers e gestores interessados em viagens espaciais e na possibilidade de colonizar a Lua ou Marte. Ao construir a Biosfera II e isolarem pessoas no interior, esperavam entender os problemas que surgem da vida em um sistema fechado. Foi assim que em 1991, um grupo de oito pessoas, voluntárias de várias partes do Planeta, se dispuseram a viver dentro daquela “Terra” por dois anos.
As pessoas que foram selecionadas para serem biosferianos e viver dentro da Biosfera II, durante dois anos de encerramento vieram de sete países diferentes. Todos com habilidades diferentes, as quais, segundo se supunha, seriam complementares de tal forma que somadas permitiriam a sobrevivência do grupo sem recursos externos. Fora isso, vários anos de treinamento os tornaram proficientes em seus próprios campos, bem como teriam adquirido conhecimentos sobre as habilidades dos outros.
A primeira “colônia” de biosferianos (4 mulheres e 4 homens) entrou Biosfera II em 26 de setembro de 1991. Os membros da tripulação permaneceram lá dentro dois anos, apesar de vários problemas, incluindo produtividade agrícola limitada, acúmulo de dióxido de carbono e proliferação de formigas. Sua permanência encerrou-se em 26 de setembro de 1993. Depois de um período de transição de um mês, um segundo grupo de sete biosferianos (5 homens e 2 mulheres) entrou na estrutura geodésica. Infelizmente, após uma série de problemas sociais e físicos desenvolvidos, o projeto logo sofreu o desdém científico e ridicularização pública de gente sem noção antes que os experimentos fossem suspensos em 1994. Desde então, não há grupos residentes que vivam no interior da Biosfera II, e nenhum ser humano deverá habitá-la num futuro planejado.
O que se depreende desse experimento, fora os ganhos decorrentes das descobertas em virtude do confinamento de seres humanos, é que deu certo apesar das opiniões azedas de muitos cientistas e da mídia afirmarem o contrário. Deu certo, não somente porque os voluntários tenham sobrevivido durante dois anos; não somente porque hoje o projeto desativado deu lugar a um campo experimental de genética e lugar de cursos e conferências sobre novos ramos da ciência. Deu certo porque mostrou aos homens que não é só reproduzir as condições ambientais do planeta que, imediatamente, tudo passa a funcionar como a natureza o faz. Deu certo porque a ciência descobriu que apesar de todas as coisas estarem nos seus lugares, havia um fator que foi negligenciado e era basilar, compulsório mesmo, para se reproduzir as condições exatas do Planeta. Esse fator se chama TEMPO. A Terra levou bilhões de anos para atingir o equilíbrio que conhecemos, e não será em meros dois anos que vamos criar um ambiente que terá condições de suportar vida humana com o mínimo necessário para sustentar um organismo tão complexo e suas não menos complexas interações como o meio que o cerca. Talvez não sejamos o organismo mais requintado do Planeta, mas a natureza só permitiu que surgíssemos depois que a evolução tivesse atingido um nível no qual pudéssemos viver sem necessidades maiores que aquelas disponíveis no Planeta. Como exercício mental, arrisco dizer que se o experimento fosse conduzido sem tempo determinado para seu término, dentro de alguns milhares de anos talvez, aí sim teríamos uma Biosfera II perfeitamente equilibrada abrigando alguma variedade humana e de outros seres que evoluíram naquelas condições. Ilhas isoladas como Galápagos e Austrália provam que se houver tempo suficiente, espécies novas podem se desenvolver. Como sempre, o apressadinho Homo sapiens não previu essa possibilidade e tentou queimar etapas, e a caríssima e promissora experiência que se propunha a provar certas teorias acabou indo, como a proverbial vaca, para o brejo. JAIR, Floripa, 28/02/11.
sábado, 22 de outubro de 2011
Sobre racismo

O fato de uma pele ser muito pigmentada, num ambiente na qual ela é exposta a um alto grau de radiação ultravioleta, é sinal de harmonia biológica com o ambiente, e não pode, em nenhum sentido, servir de base racional crítica a capacidade social ou intelectual das pessoas. Quando as primeiras populações mudaram-se para o norte, para climas mais frios, reduziu-se a necessidade de pigmentação das peles e estas tornaram-se pouco a pouco mais claras. Deduz-se: todos somos descendentes de indivíduos de pele escura. À medida que as populações migrantes se mudaram mais para o sul, através da América do Norte, adentrando a América do Sul, reapareceu, mais uma vez, a necessidade de proteção, e, mais uma vez, a pigmentação aumentou. Deduz-se: todos, descendentes de nativos americanos, somos descendentes de indivíduos de pele branca. O fato de que em geral as peles dos americanos equatoriais não são tão escuras quando a dos africanos equatoriais é, com muita probabilidade, consequência do tempo bastante curto que houve para a pigmentação evoluir nesta parte do Planeta. Portanto, os graus de pigmentação da pele das diferentes populações do mundo refletem a adaptação a seus diferentes ambientes físicos, e apenas isso, racistas de plantão! A mobilidade social deste e do século passado tem, sem dúvida, encurtado o caminho para essas adaptações e causado problemas tantos para os cientistas sinceros que desejam mostrar a idiotice do racismo, como para os racistas que passaram a ter maiores dificuldades em rotular as pessoas por suas origens.
Quando pessoas de pele clara viajam por países de clima quente, a radiação solar cobra sem demora seus dividendos à pele destituída de melanina, a despeito dos filtros solares de graus elevados. Os turistas europeus que visitam nosso país no verão corroboram esse fato. E quando as pessoas muito pigmentadas vivem em climas de pouco sol como a Suécia, por exemplo, têm que adicionar mais vitamina “D” às suas dietas, porque esta vitamina é produzida com menos eficiência na sua pele naturalmente protegida.
A tendência de classificar certas populações como negras, enquanto se abriga os demais num exclusivo “clube” de brancos, é, portanto, duvidosa, discricionária e rematada necedade. E é mais do que uma questão de mero formalismo fazer objeção a esses termos, porque a separação dos grupos é explorada para permitir a existência de abismos sociais e econômicos, com os “brancos” do lado certo e os “negros” do lado errado, embora não exista base para essa divisão. Com o rótulo de “negro” na mão é muito fácil a pessoa “branca” aplicá-lo a qualquer grupo “apropriado” de indivíduos, atribuindo um conjunto de características arbitrariamente globais (promíscuos como VOCÊ! diria algum deputado racista da África do Sul, por exemplo), enquanto ela mesma se refugia atrás da conveniência de seu próprio rótulo. Tal prática não é mais que uma técnica eficaz (e burra) de ignorar as realidades do mundo, e substituí-las por preconceitos inflexíveis. Ao contrário do que pregam os racistas, não há características globais, nem de “brancos”, nem de “negros”, pela simples razão de que esses grupos, como tais, não existem, são meras criações de mentes estultas. Há, contudo, apenas a característica global de se pertencer à espécie humana, com talvez cinco milhões de anos de evolução do Homo por trás de cada um de nós.
O uso dos termos “brancos” e “negros” precisa ser deixado de lado como um primeiro passo para nos libertarmos do conceito divisório que há por trás disso. O atual status econômico e social das populações do mundo, que mostra uma minoria de pessoas de pele clara abocanhando a maior parte dos recursos do Planeta, é resultado do desenvolvimento histórico, ao qual faltou o mais das vezes qualquer vestígio de dignidade humana e de justiça. Com a palavra os “descobridores”, missionários religiosos e colonizadores europeus e suas conquistas de terras na Ásia, África e Novo Mundo. O imperialismo político e econômico do passado não pode ser usado para defender sua permanência no presente. Por certo, esse domínio da chamada raça branca não tem qualquer fundamento científico e social. Se essa divisão continuar ela ferirá mortalmente o coração da humanidade e, por fim, a destruirá. A escolha se impõe pela simplicidade: ou a verdadeira fraternidade universal dos Homoé reconhecida, seja qual for o grau de pigmentação da pele, ou o futuro será a desagregação com grande risco de extinção. JAIR, Floripa, 24/04/11.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Sobre a arte de escrever
Texto publicado no blogue www.jairclopes.blogspot.com em 31/07/09.
No bloguismo já me defini como beletrista, querendo dizer com isto que me dedico a textos sobre amenidades. Amenidades e despretensão, nada mais. A internet e, em particular o bloguismo, permite que nós, os entusiastas, escrevamos e publiquemos nossos textos com comodidade e, também, que aperfeiçoemos a arte da escrita, meu caso. Sem dúvida a web e o processador de textos são os responsáveis pela facilidade com que nós blogueiros expomos nossas idéias e as colocamos ao escrutínio dos leitores. Sem esses instrumentos, muitos potenciais escritores ainda estariam "no armário" devido aos obstáculos de publicar seus textos, de colocar para fora seus anseios e pensamentos.
Desde há muito gosto de pôr em letras, - preto no branco para usar uma expressão desgastada, - o que penso, minha opinião e também palpites e reflexões, e até devaneios inconsequentes. Contudo, para que as idéias sejam registradas com alguma competência e alcancem o público é necessário que observemos algumas normas básicas, que me permito expor: 1ª) Primeiro é preciso PENSAR. Sem elucubração criativa não há maneira de trazer a lume qualquer coisa minimamente interessante, que instigue o possível leitor. Sem expor uma idéia nova ou uma reflexão proveitosa, o que se escreve pode se tornar tão interessante como uma bula de remédio, ou seja, não trazer nada além de informações cruas e destituídas de atrativo; 2ª) CLAREZA. De nada adianta ter ótimas idéias, construir belas assertivas, intuir sacadas geniais e ser filigranoso na hora de passá-las adiante. Hermetismo fica bem apenas em Kafka. Clareza significa expor o que se pensa com coerência, de maneira que os leitores entendam, de modo a não deixar dúvida alguma sobre o assunto abordado. Para isso, devemos, além de refletir bem antes de escrever, usar um vocabulário compatível com o público e de acordo com as regras, o que leva ao item seguinte; 3ª) VERNÁCULO, não agredi-lo, não atentar contra sua integridade. Observar as regras gramaticais e a maneira consagrada de escrever as palavras, nada de muita novidade e jamais esdruxularias. Lembrem-se, Guimarães Rosa usava conceituação idiomática única, criava suas próprias regras porque tinha envergadura para isso, se fôssemos iguais a ele não estaríamos escrevendo modestos blogs, estaríamos na ABL. Não ser repetitivo também é regra de ouro, repetição cansa o leitor; 4ª) BAGAGEM. Sem bagagem (leitura), perdão meus caros, só sai merda. A informação nos fornece material para fazer comparações, cotar dados, contrapor opiniões, explicar melhor, convencer. Não há escapatória, só a leitura instrui. Tantos e belos anos passados em bancos escolares capacitam para a vida, criam competência técnica e profissional, possibilitam disputar mercado e lugar à sombra, adestram para competir, mas não trazem instrução e informação que tornam possível escrever bem e com elegância. É isso aí. JAIR, Floripa, 31/07/09.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Torres e Antenas

Como gostaria que os dados das pesquisas sobre aquecimento global fossem mais divulgados. E como as torres e as anteninhas dos celulares contribuem para isso.
Empresas e consumidores, vamos pensar mais na perpetuação da vida do planeta Terra? Se nosso planeta adoece, adoecemos juntos.
Não ao consumo exagerado. Não à poluição do meio ambiente. A vida em primeiro lugar. S.O.S. ao bom senso. A vida do planeta pede socorro. Help! Help!
--------------
Nota: Post escrito para o blog Multivias - A Natureza em Fotos e Variedades; publicado em maio de 2008. Fiz as fotos na mesma época na rodovia que liga Brasília a Goiânia.
---------------------------------