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domingo, 23 de maio de 2010

Lixo e civilização


Texto publicado em fevereiro de 2007 no Blog: www.jairclopes.blogspot.com

Nesta época de preocupação com a saúde do planeta, quando um prêmio Nobel da paz é concedido aos autores de trabalho voltado para a denúncia do aquecimento global causado pela “civilização”, cabe fazer alguma reflexão sobre nosso lixo. Pelas informações que temos a respeito de povos primitivos sabemos que o comportamento dessas tribos, clãs ou aldeias têm coisas em comum a respeito dos detritos produzidos por seus membros, todos procuram locais longe das fontes de água e alimentos para despejar seus dejetos.
Lembrando também que quanto menos “civilizada” é o a sociedade menos lixo produz. Assim, o primeiro mundo produz dezenas de vezes mais lixo doméstico que nós aqui do terceirão, sem contar que lixo industrial as sociedades menos “civilizadas” nada produzem, enquanto o mundo desenvolvido nem lugar tem mais para despejar seus resíduos químicos e atômicos.
É perfeitamente explicável por que o lixo das sociedades primitivas é menor, não existem embalagens, não é mesmo? O carinha come a fruta e o que resta é casca que ele às vezes come também, o homem urbano tem que se livrar dos invólucros de plástico, caixas de papelão, latas de alumínio ou ferro, garrafas de vidro, tecidos, borrachas de pneus e toda espécie de polímeros como isopor e teflon cujas macromoléculas levam milhares de anos para voltarem ao estado natural, isto é, para degradarem. As fezes do não civilizado são perfeitamente orgânicas, se desfazem e se incorporam à natureza bem rapidinho, ao contrário das nossas que contém milhares de produtos industrializados altamente poluentes e de duração quase perene.
Agora, lembrando um pouco a história, quando o homem começou a reunir-se em aglomerados urbanos chamados cidades, a concentração de muita gente num espaço limitado gerou o problema de como se livrar dos dejetos. Os romanos foram os primeiros a pensar na solução do problema, construíam instalações para se livrarem desse lixo, cavavam enormes buracos chamados “cloacas” para onde canais levavam as fezes e a água servida das residências, quando as cloacas enchiam escravos eram designados para limpá-las, ou seja, para retirar a matéria fecal e levá-la para bem longe da cidade, para uma espécie de aterro sanitário. O fato é que a poluição primitiva era quase inexistente e os aborígines, índios, silvícolas, selvagens ou nativos não tinham (e não têm ainda) o menor problema em “cagar no mato”, o lixo e a conseqüente poluição por ele gerada é assunto ligado exclusivamente à “civilização”, o que quer que essa infausta palavra queira dizer. JAIR, Floripa, 22/02/07.

2 comentários:

Luísa N. disse...

Olá Jair, como vai indo de viagem?

Você tocou em um assunto que estará sempre por aqui e que, de certa forma, é: Como viver sem destruir. Obrigada pela contribuição!

JAIRCLOPES disse...

Minha viagem acabou, estou no Patropi novamente. Obrigado pelas palavras elogiosas.

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