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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Três Marias, a flor




Texto publicado em fevereiro de 2009 no Blog: www.jairclopes.blogspot.com
Quase toda casa, praça, parque público, chácara ou sítio que se preze tem uma ou mais, como elemento botânico decorativo. A Buganvília, também conhecida por Três Marias ou Flor de papel, é uma belíssima falsa trepadeira (falsa porque as verdadeiras trepadeiras possuem gavinhas), da família das Nyctaginaceas cujas flores no verão atraem a atenção de quem passa onde quer que se encontre. A mais comum é a de cor roxa, mas nos anos mais recentes podem facilmente encontrar-se outras cores desenvolvidas por seleção genética por botânicos de diversas partes do mundo.
O seu nome provém de Louis Antoine de Bougainville, Conde, capitão de navio, advogado, matemático e explorador, que se juntou à armada francesa por volta de 1760 no Canadá, onde viria a conhecer e a fazer amizade com Philibert Commerson, viajante e botânico francês que viajava a serviço da França e veio a descobrir esta planta no Brasil, precisamente na Ilha de Santa Catarina, onde esteve em 1763 e privou da companhia de Francisco Antonio Cardoso de Menezes e Souza, efêmero governador da então Capitania da Ilha de Santa Catarina.
Esta planta, extremamente comum na região, era conhecida por Três Marias por possuir três brácteas fundidas, ou folhas modificadas coloridas, - que lhe dão aquele aspecto tão atraente - normalmente confundidas com pétalas. Ao ser levada por Bugainville para a França, onde passou a ser cultivada em viveiros, a flor teve sua existência ligada ao Conde de tal forma que as pessoas passaram a chamá-la de Bungainville, nome hoje aportuguesado para Bunganvilia.
Dos troncos, protegidos por fortes espinhos, ramificam todos os anos novos rebentos que crescem vigorosamente e para os lados de forma desordenada. Estas plantas, por não serem trepadeiras verdadeiras, podem também ser “domesticadas” em forma de arbustos, que se tornam árvores de médio porte, desde que se proceda ao corte das pontas nos rebentos novos à medida que eles crescem. As folhas têm o feitio de um coração e possuem uma cor verde escura. A variedade B. glabra atinge uma altura de três metros ou mais, tem folhas macias, menores e com menos espinhos enquanto que as folhas da B. spectablilis têm uma penugem no lado inferior. As flores verdadeiras são os pequenos tubos amarelos e brancos que se encontram envolvidos nas três brácteas coloridas. A B. glabra é uma trepadeira com troncos menos espinhosos e floresce intermitentemente durante toda a estação quente. A B. spectabilis cresce com grande vigor podendo atingir de seis a nove metros de altura, tornou-se uma espécie popular e ornamental em quase todo o mundo, especialmente nos climas quentes da América do Norte e do Sul, na Europa e no sudoeste asiático.
Em alguns casos, pelo seu porte e vigor, algumas podas regulares fazem dos espécimes existentes e quase selvagens magníficos exemplares de decoração paisagística. Ao viajarmos pela Europa e até pela Ásia e vermos essas esplêndidas plantas, normalmente, não temos noção de estarmos diante de planta de origem genuinamente brasileira. Que fique registrado: Buganvília, Três Marias, Flor de Papel ou quaisquer outros nomes que possa ter essa planta, ela é tão BRASILEIRA quanto jabuticaba. JAIR, Floripa, 02/02/09.


4 comentários:

Dora Regina disse...

Que bom saber um pouco dessa planta, aqui na minha casa tenho uma e não tinha conhecimento da origem.
Obrigada pela partilha!
Um abraço!

Luísa N. disse...

Bela matéria, Jair! Já começou arrasando!!! E... seja muito bem vindo!

JAIRCLOPES disse...

Obrigado Luiza,
Espero corresponder à expectativa, pretendo publicar um texto por semana, você acha que está bom, ou devo publicar mais?

Luísa N. disse...

Como queira... Depois que mais amigos abraçarem a Terra, poderemos dividir os assuntos de acordo com os dias da semana. É o que pensam nossos colaboradores. Faço coro!

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